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Crianças em contentores no Hospital São João transferidas até ao verão para o edifício

Há dez anos que o hospital tem um projeto para construir uma ala pediátrica, mas desde então o serviço tem sido prestado em contentores

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Foto: DR

O Hospital de São João, no Porto, avançou hoje que, até ao final do verão, as crianças internadas em contentores serão transferidas para o edifício principal e que as obras da ala pediátrica deverão estar concluídas em 2021.

“Tem sido nossa preocupação e da tutela em progressivamente retirarmos as crianças dos contentores”, onde estão a pediatria e neurocirurgia, afirmou na Comissão Parlamentar de Saúde José Artur Paiva, que está a presidir interinamente desde fevereiro o Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ).

O ex-diretor clínico do hospital adiantou que estão a ser feitas obras no piso oito do hospital, o que vai permitir “a deslocalização de um serviço que também está em contentores que é a neurocirurgia para esse piso” e com isso agrupar toda a hematooncologia no mesmo local.

“Nós poderemos, e é este o plano, colocar toda a área cirúrgica da pediatria em áreas em que há deslocalização destes serviços, nomeadamente no piso quatro que poderá vir a conter no final de maio toda a área cirúrgica da pediatria”, adiantou José Artur Paiva na comissão, onde foi ouvido a pedido do CDS-PP.

Avançou ainda que, até ao final do verão, a oncologia pediátrica poderá também ser deslocalizada para o interior do hospital.

“Com isso o que restará do edifício externo é a parte de alvenaria. Ou seja, não terá a parte dos contentores”, afirmou José Artur Paiva.

Questionado pelos deputados sobre a construção da ala pediátrica, José Artur Paiva afirmou que a história da ala pediátrica tem “um passado tortuoso, complicado e difícil, uma estrada de pedras”.

“Mas eu creio que, acreditando na bondade das pessoas e acreditando que todos queremos o bem das crianças, dos pais das crianças, das famílias e dos profissionais” que estão criadas as condições para “o fim dos contentores no verão deste ano e a ala pediátrica pronta em 2021”.

Para José Artur Paiva, o momento é de “felicidade e estabilidade”, porque “finalmente estão constituídas as condições para com cofinanciamento público poder ser construída a ala pediátrica do Centro Hospitalar São João”. Foi deslocada uma verba para a conta do hospital de 19,8 milhões de euros e há também um valor de três milhões de euros que engrossou o capital social e que pedimos que fosse adjudicado à ala pediátrica, disse, adiantando que a obra deverá arrancar no segundo semestre deste ano com a previsão da sua conclusão anos.

Relativamente à tomada de posse da parcela de imóvel, José Artur Paiva disse que decorridos os três meses no início de março e não tendo havido entrega do terreno por parte da Associação Joãozinho, o hospital comunicou oficialmente na semana passada à associação Joãozinho que tem um prazo de 10 dias úteis em relação à emissão da carta para entregar o terreno.

“Estamos certos que o interesse de toda a gente, porque as pessoas são de bem, é a construção da ala pediátrica e estando assegurado o tripé [financiamento público, projeto de execução da obra e a posse da parcela de imóvel] não vemos razão para que o projeto não seja executado”, vincou.

O Conselho de Administração do Hospital de São João, que terminou o mandato no passado dia 31 de dezembro, pediu no início de janeiro a renúncia de funções explicando na altura que a decisão pretendeu “facilitar a sua substituição da forma mais rápida possível”.

O Hospital São João tem sido notícia nos últimos meses devido às obras de construção da ala pediátrica, a funcionar há cerca de dez anos em contentores.

Há dez anos que o Hospital de São João tem um projeto para construir uma ala pediátrica, mas desde então o serviço tem sido prestado em contentores.

O parlamento aprovou em 27 de novembro, por unanimidade, a proposta de alteração do PS ao Orçamento do Estado para 2019, de forma a prever o ajuste direto para a construção da ala pediátrica.

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Trovoadas e granizo provocam “danos avultados” em Trás-os-Montes

No concelho de Mogadouro, distrito de Bragança

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Uma forte trovoada acompanhada de chuva e granizo provocou, este sábado, danos avultados, principalmente na agricultura ao nível das vinhas, olivais e soutos em vários pontos do concelho de Mogadouro, no distrito de Bragança, disse à Lusa fonte dos bombeiros de Mogadouro.

Segundo José Carrasco, comandante dos bombeiros de Mogadouro, os operacionais foram “solicitados para várias ocorrências em vários pontos do concelho”, acrescentando que os maiores prejuízos relatados foram ao nível das culturas agrícolas.

Já o presidente da junta de freguesia de Tó, no norte do concelho de Mogadouro, António Marcos, disse que o granizo que caiu na sua aldeia durante cerca de uma hora provocou danos avultados na agriculta, descrevendo as pedras de granizo como semelhantes a bolas de pingue pongue.

As bolas de granizo ainda são visíveis em vários pontos da vila, onde decorre o festival Terra Transmontana.

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Operação Teia: Maioria PS recusa auditoria externa às contas da Câmara de Santo Tirso

Proposta feira na sequência do envolvimento do ex-presidente Joaquim Couto na operação “Teia”

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Foto: DR / Arquivo

A maioria socialista da Câmara de Santo Tirso recusou hoje a proposta da coligação PSD/CDS, na oposição, de avançar com uma auditoria externa às contas do município, considerando que “lança uma suspeição”.

Proposta pela coligação na sequência do envolvimento do ex-presidente Joaquim Couto na operação “Teia”, em que é acusado de suposto favorecimento a Manuela Couto, sua mulher, na contratação da empresa de comunicação desta, também, na câmara de Barcelos, e de alegado tráfico de influência com o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, a auditoria acabou negada pela maioria socialista na reunião de hoje do executivo.

Na declaração de voto, a que a agência Lusa teve acesso, o executivo afirmou-se “frontalmente contra a realização de uma auditoria externa às contas do município no período compreendido entre 2013 e 2017”, alegando que a tomada de posição dos vereadores da coligação “é despropositada, infundada e reveladora de uma forma de fazer política com base no oportunismo, na demagogia e mesmo na suspeição”.

“De facto, não há, até ao momento, qualquer razão que justifique a realização de uma auditoria às contas do município, que, como é do conhecimento público, são periodicamente, por força da lei, auditadas por entidades externas, independentes e credíveis”, lê-se na resposta.

Considerando que “ao aproveitar o atual momento político para pedir uma auditoria às contas do município”, a oposição “está não apenas a lançar, de forma gratuita, a suspeita sobre o atual e anterior executivo municipal”, lembrou ainda a “idoneidade técnica e profissional das entidades que auditam as contas, nomeadamente o Revisor Oficial de Contas, o Tribunal de Contas e a Inspeção-Geral das Finanças, que, ainda recentemente, levou a cabo uma ação inspetiva na câmara”.

Da parte da coligação PSD/CDS, a vereadora sem pelouro Andreia Neto, disse à Lusa que a auditoria se justificava “em nome de tudo aquilo que tem vindo a público relacionado com o anterior e atual presidente da câmara de Santo Tirso”.

“Todas as suspeitas que foram levantadas poderão, nelas, estar também as contas de gestão do município (…) situação que nos foi negada, com a alegação de que é uma atitude panfletária, despropositada, infundada e até demagógica”, afirmou a também deputada, acrescentando “ter sido a Polícia Judiciária que levantou essas suspeitas, que é quem acha que há desconfiança”.

Em face da recusa, Andreia Neto afirmou “lamentar a decisão do executivo”, entendendo os social-democratas que o PS, ao agir assim, “mostra que para ele tudo isto é normal”.

A declaração de voto do executivo foi acompanhada de números da gestão que, segundo a maioria socialista, mostra que “o nível de endividamento do município foi reduzido entre 2013 e 2018 cerca de 17%, ou seja, 5,6 milhões de euros”.

Assumindo que o “passivo de curto prazo desceu 10%, ou seja, 1,2 milhões de euros” enquanto o de longo prazo “caiu 20%, ou seja, 4,3 milhões de euros”, a câmara liderada por Alberto Costa exibiu ainda que “e, em 2013, a poupança corrente era de 4,6 milhões de euros”, e que em 2018 “atingiu os 6,3 milhões de euros, ou seja, uma subida de 37%”.

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Jovem sofreu ferimentos muito graves ao cair do 14.º andar do interior de prédio na Póvoa do Varzim

Ter-se-á debruçado no corrimão das escadas e caído

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Foto: DR / Arquivo

Um jovem caiu hoje de madrugada do interior de um 14.º andar de um edifício na Póvoa de Varzim sofrendo ferimentos considerados “muito graves”, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto.

Segundo a fonte do CDOS, o jovem foi inicialmente transportado para o hospital local e posteriormente transferido para o Hospital de S. João.

O acidente ocorreu cerca das 06:40, em circunstâncias que ainda estão a ser apuradas.

Aparentemente, de acordo com as informações disponíveis, o jovem, que se encontrava acompanhado de amigos, ter-se-á debruçado no corrimão das escadas e caído.

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