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Covid-19: Situação de docentes de risco no superior será tratada caso a caso

Pandemia

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Foto: DR / Arquivo

A situação dos docentes das universidades e politécnicos que integrem grupos de risco será avaliada caso a caso, afirmaram hoje os representantes das instituições, admitindo que nem todos possam ficar em teletrabalho.


Ao contrário dos professores de risco para a covid-19 do ensino básico e secundário, a porta do teletrabalho não está fechada aos docentes do superior, mas as instituições não têm uma resposta pré-definida para todos.

Em declarações à Lusa, os representantes dos reitores das universidades e dos presidentes dos politécnicos explicaram que a situação será avaliada “caso a caso”.

“Aquilo que as instituições estão a fazer é, caso a caso, encontrar soluções que possam ser exequíveis”, disse o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Pedro Dominguinhos.

Nas universidades, a abordagem é a mesma e segundo o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), enquanto os trabalhadores administrativos vão poder trabalhar a partir de casa, como fizeram durante o confinamento no final do último ano letivo, essa opção estará também disponível a alguns docentes.

“Se dão aulas teóricas, podem dá-las à distância. Se dão aulas práticas, aí a situação poderá ser diferente, mas irão organizar-se no sentido de encontrar soluções”, explicou António Fontaínhas Fernandes.

Pedro Dominguinhos considera, no entanto, que chegar a essas soluções poderá ser mais complexo, pela forma como os politécnicos se estão a organizar para o próximo ano letivo.

No próximo ano, muitas das instituições de ensino superior vai optar por regimes de ensino misto rotativo, em que, por exemplo, numa semana metade da turma tem aulas presencialmente e a outra metade está a acompanhar à distância, e na semana seguinte trocam os turnos.

No caso dos politécnicos, o presidente do CCISP já tinha dito à Lusa que está a ser feito um investimento significativo na dotação tecnológica das salas de aula, com a instalação de equipamentos que permitam a transmissão em direto das aulas para os estudantes que estão em casa.

“A mobilidade está do lado dos estudantes, que numa semana estão nas salas e na outra estão em casa”, referiu Pedro Dominguinhos, para explicar que mesmo num regime de ensino misto, a ideia é que os professores deem sempre a aula a partir das instituições.

“Estamos a fazer um esforço muito grande de customização, mas há um limite que nós não podemos ultrapassar”, acrescentou, reforçando que nalguns casos será “muito difícil” implementar o teletrabalho.

No ensino superior, a maioria das instituições inicia o novo ano letivo a partir da próxima semana, depois de serem conhecidos os resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso, que serão divulgados em 28 de setembro.

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Nova fase de testes preventivos contra a covid-19 a funcionários de lares começa nesta semana

Segundo o Governo

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Foto: DR / Arquivo

Os funcionários dos lares de idosos vão ser testados preventivamente a partir desta semana, na segunda fase do programa de testagem preventiva à covid-19, anunciou hoje o Governo, de modo a identificar casos positivos e controlar a propagação.

Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) dá conta que a segunda fase do programa de testagem preventiva começa ainda nesta semana e que irá decorrer de forma gradual, em cada uma das cinco regiões do território continental, para “progressivamente” chegar a todos os distritos do país.

“Na nova fase deste Programa, serão testados preventivamente os funcionários dos lares com 50 ou mais utentes. Nos distritos de Lisboa e Porto, por serem meios urbanos de maior risco epidemiológico, serão testados os lares com capacidade igual ou superior a 30 utentes”, diz o ministério, que acrescenta que o critério “poderá vir a ser alterado caso existam situações de surto na comunidade”.

De acordo com o MTSSS, será feita testagem regular em cada um dos lares de idosos de forma faseada por grupos de funcionários, de modo a “sinalizar as situações de maior risco”, estando previsto que a testagem decorra durante os próximos cinco a seis meses.

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“Este Programa vai ser concretizado no terreno em parceria com as instituições científicas e de ensino superior”, acrescenta o ministério.

Lembra que a testagem preventiva nestas estruturas residenciais de idosos é uma das medidas do ministério de apoio aos lares, a par com a linha telefónica, lançada no dia 02 de outubro e que foi criada para garantir “um acompanhamento permanente destas instituições, monitorizando e dando respostas às suas necessidades”.

Além destas duas medidas, o Governo criou 18 brigadas distritais de intervenção rápida, compostas por mais de 400 profissionais, entre pessoal ajudante de ação direta, auxiliares de serviços gerais, enfermeiros, psicólogos e médicos, que começaram a funcionar a 01 de outubro e que “atuam quando a instituição ou a estrutura municipal de Proteção Civil não conseguem assegurar a reposição de recursos humanos em situação de crise”.

Desde esse dia, as brigadas já foram acionadas 12 vezes.

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Governo elimina dístico de inspeção automóvel e cor verde do dístico do seguro

Lei publicada em Diário da República

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Foto: O MINHO / Arquivo

A eliminação da cor verde do dístico do seguro automóvel, que a lei obriga a afixar no vidro do carro, foi hoje publicada em Diário da República, numa portaria que também elimina os dísticos comprovativos de inspeções periódicas obrigatórias.

Quase há 20 anos, desde 1995, que a vinheta relativa ao seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel, emitida pelas seguradoras e entregue ao tomador do seguro juntamente com o certificado internacional de seguro (carta verde), devia ser de cor verde e segundo um certo modelo.

O modelo mantém-se, mas o dístico, que tem a forma de vinheta, deixa de ter requisito de cor, na sequência de o Serviço Nacional de Seguros Português (o gabinete português de Carta Verde) ter autorizado, a partir de 01 de julho passado, as empresas de seguros a emitir o certificado internacional de seguro de responsabilidade civil automóvel em papel branco, o que motivou a publicação hoje da portaria que elimina o requisito da cor.

No mesmo diploma, o executivo explica que, pela primeira vez, não vai regulamentar as características relativas aos dísticos comprovativos da certificação da realização das inspeções periódicas obrigatórias, dado que a regra legal que estabelecia a sua obrigatoriedade foi revogada, em 2012, com as alterações ao regime de inspeções técnicas de veículos, passando a ser a ficha de inspeção do veículo que serve de comprovativo.

O Governo, na portaria, explica que a razão da alteração da cor do papel no qual é impresso o Certificado Internacional de Seguro Automóvel é a simplificação de processos, podendo agora o documento ser enviado por correio eletrónico (e-mail) a preto e branco, e ser impresso pelo tomador do seguro, permitindo ainda contornar situações de extravio da carta verde nos correios ou de atraso na sua entrega.

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Reitor pede aos peregrinos de longe que não arrisquem ida ao santuário de Fátima

Religião

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Foto: O MINHO / Arquivo

O reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, pediu hoje aos peregrinos que vivem mais longe que cumpram a peregrinação de outubro através dos meios virtuais, para não fazerem uma viagem longa e depois não entrarem no recinto.

“Não corram o risco de vir a Fátima [nestes dias], podendo não conseguir entrar no recinto do santuário. Pedimos que se associem a nós, que façam a peregrinação pelo coração, através dos meios virtuais, que o santuário disponibiliza diariamente”, apelou Carlos Cabecinhas, numa mensagem a propósito da peregrinação que se realiza na segunda e terça-feira.

O plano de contingência estipulou que só cerca de seis mil peregrinos poderão assistir às celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária de outubro, que assinala a última aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos e é presidida pelo bispo de Setúbal e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, José Ornelas.

As peregrinações de maio e de outubro são as que costumam reunir maior número de peregrinos no santuário.

O reitor apelou à compreensão dos peregrinos que não possam estar presentes e pediu aos que se deslocarem à Cova da Iria responsabilidade no cumprimento das normas de segurança da distância física, no uso da máscara e no respeito pelas indicações dos acolhedores.

“No santuário, a preocupação pela saúde dos peregrinos e de quantos aqui trabalham é sempre prioritária e tem de o ser também num momento festivo como este”, frisou Carlos Cabecinhas.

O padre solicitou ainda que, caso os peregrinos já não consigam entrar no santuário, evitem aglomerar-se nas zonas limítrofes.

“Este ano, tudo é diferente, por causa da pandemia que nos atinge. Em maio, fizemos uma peregrinação, pela primeira vez, sem peregrinos e, em outubro, apesar de já contarmos com a presença de peregrinos, serão ainda muito poucos”, frisou, manifestando a sua “mágoa e tristeza” pelo facto de o santuário não poder acolher todos os peregrinos.

Carlos Cabecinhas convidou aqueles que não vão poder estar em Fátima na segunda e na terça-feira a deslocarem-se ao santuário nos sábados e domingos posteriores.

Nesses dias, poderão “fazer a experiência da procissão das velas, nos sábados, e, ao domingo, no fim da missa, a da procissão do adeus”, afirmou.

Na semana passada, o bispo de Leiria-Fátima, António Marto, pediu aos peregrinos “fé e responsabilidade cívica” para aceitar as restrições de acesso ao recinto durante as celebrações da próxima semana.

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