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Covid-19: Mais 78 mortos, 3.262 infetados e 3.408 recuperados no país

Boletim diário da DGS

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Portugal regista hoje mais 78 mortos e 3.262 novos casos de infeção por covid-19, em relação a domingo, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

1.795 dos novos casos são no Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 298.061 casos de infeção confirmados e 4.505 mortes.

Foram registados 212.942 recuperados, mais 3.408 nas últimas 24 horas.

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Candidatos de esquerda com o resultado global mais baixo de sempre

Eleições presidenciais 2021

Foto: ilustrativa (Arquivo)

Os três candidatos de esquerda, Ana Gomes, João Ferreira e Marisa Matias, tiveram globalmente no domingo o resultado mais baixo de sempre em presidenciais, indiciando que Marcelo Rebelo de Sousa captou largamente o eleitorado de centro-esquerda.

No ato eleitoral de domingo, a socialista Ana Gomes ficou com cerca de 13%, o dirigente comunista João Ferreira com 4,27% e a eurodeputada do Bloco de Esquerda Marisa Matias com 3,95%. Há cinco anos os candidatos de esquerda obtiveram em conjunto 41,19%, então, já aí, o pior resultado desde as primeiras eleições presidenciais de 1976.

Nessas eleições presidenciais de 2016, surgiram duas candidaturas na área do PS, a do antigo reitor da Universidade de Lisboa Sampaio da Nóvoa, que alcançou 22,88% com mais de um milhão de votos, e a da antiga ministra Maria de Belém que teve 4,24%. O resultado de conjunto dos dois candidatos na área socialista, na ordem dos 27%, ficou bem acima daquele que agora foi obtido por Ana Gomes.

Das presidenciais de 2016 para 2021, a bloquista Marisa Matias perdeu mais de 300 mil votos, enquanto o dirigente do PCP João Ferreira ficou ligeiramente acima em termos percentuais do comunista Edgar Silva.

Mas o resultado dos três candidatos presidenciais de esquerda é ainda significativamente mais baixo se comparado com a dimensão popular dos partidos que pretenderam representar neste ato eleitoral.

Nas eleições legislativas de outubro de 2019, PS venceu com 36,34% (1.908.036 votos), o PAN teve 3,32% (174.511 votos) e o Livre 1,09% (57.172 votos), sendo que estes dois últimos partidos apoiaram formalmente a candidatura presidencial da diplomata e ex-eurodeputada socialista.

Ainda em relação às legislativas de outubro de 2019, o Bloco de Esquerda chegou aos 9,52%, com meio milhão de votos, e a CDU 6,33% (332.473 votos).

Os resultados destas eleições presidenciais indiciam por isso, em primeiro lugar, que uma larga maioria dos eleitores do PS votou pela reeleição do Presidente da República. Uma circunstância à qual não será estranha o facto de o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, assim como figuras socialistas como Ferro Rodrigues ou Augusto Santos Silva, terem sido incisivos nos elogios ao primeiro mandato presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo Rebelo de Sousa teve mesmo o apoio formal de socialistas como o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, dos ex-ministros Vieira da Silva e Adalberto Campos Fernandes, de vários autarcas de peso, casos de Manuel Machado (Coimbra) e Eduardo Vítor Rodrigues (Porto), e do membro da Comissão Política do PS Álvaro Beleza.

Ana Gomes, dentro do PS, teve consigo o apoio de figuras históricas como Manuel Alegre, João Cravinho ou Vera Jardim, e também as chamadas “franjas” do partido: na ala direita, o antigo líder parlamentar Francisco Assis; na ala esquerda o ministro Pedro Nuno Santos e o líder da Federação da Área Urbana de Lisboa e secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

Além dos indicadores que revelam que o eleitorado de centro esquerda optou maioritariamente por Marcelo Rebelo de Sousa, houve também perdas relevantes por parte da bloquista Marisa Matias. Perdas que poderão ter beneficiado em parte a socialista Ana Gomes e que acontecem um mês e meio depois de o Bloco de Esquerda ter votado contra no parlamento a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2021, que foi viabilizado pelo PCP, PAN e PEV.

Observando a evolução política do Bloco de Esquerda desde 1999, outra quebra relevante aconteceu em 2011, com o fim do segundo executivo do PS de José Sócrates e na sequência de eleições legislativas antecipadas em que o PSD de Pedro Passos Coelho venceu e formou depois maioria de Governo com o CDS-PP de Paulo Portas.

Em relação à área do PCP, apesar de a campanha eleitoral feita pelo eurodeputado João Ferreira ter sido elogiada na esquerda política, sobretudo nos meios socialistas, o resultado ficou longe dos 7,4% de Francisco Lopes em 2011 ou dos 8,59% de Jerónimo de Sousa em 2006.

No PCP, tem-se registado uma perda eleitoral desde 2015 em legislativas e também em autárquicas, sobretudo nas de 2017, em que os comunistas perderam câmaras municipais como Almada, Barreiro ou Alcochete na Área Metropolitana de Lisboa.

Os analistas dividem-se se as mais recentes quedas do PCP em termos de votos são um resultado direto da viabilização dos governos de António Costa no parlamento, ou se, pelo contrário, apresentam uma causa mais estrutural e que estará ligada ao envelhecimento do seu eleitorado.

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“À esquerda todos foram derrotados. Ninguém vai festejar”

Eleições presidenciais 2021

Imagem: SIC Notícias

Francisco Louçã, ex-líder do Bloco de Esquerda (BE), defendeu hoje que “à esquerda, todos foram derrotados” e que neste espetro político “ninguém vai festejar”, admitindo ainda assim que o primeiro-ministro, António Costa, “sai bem” destas eleições.

“Acho que à esquerda, com três excelentes candidatos, todos foram derrotados. Marisa Matias certamente, uma votação muito inferior à que tinha, há uma queda de 10% para 5%. Acho que ninguém vai festejar à esquerda. Houve quatro candidatos da esquerda nas últimas eleições presidenciais que tiveram cerca de 40% juntos. Há três desta vez, menos dispersão, que têm cerca de 25% juntos, porque Marcelo Rebelo de Sousa entrou em todos estes eleitorados, com intensidades diferentes, naturalmente muito mais no PS, mas também nos outros, e polarizou essa votação”, disse Francisco Louçã.

Em comentário na noite eleitoral da SIC, o ex-líder do BE defendeu que nem Ana Gomes, nem João Ferreira, nem Marisa Matias, foram vistos “como alternativa a Marcelo Rebelo de Sousa”.

Os resultados colocam problemas às três candidaturas, defendeu Louçã, mas também à direita. Do ponto de vista do BE e de Marisa Matias, disse, põe-se a questão de saber como enfrentar a extrema-direita e o populismo.

João Ferreira e Ana Gomes, continuou, tiveram ambos “um resultado mau”, sendo que o primeiro “se compara com uma candidatura que teve o pior resultado de sempre” para o PCP, como foi a candidatura presidencial de Edgar Silva, e que é, do ponto de vista do candidato, o seu pior resultado eleitoral. Já Ana Gomes ficou “muito abaixo” de Manuel Alegre ou Sampaio da Nóvoa.

“Pode-se dizer que António Costa, e isso acompanho, sai bem destas eleições, porque apoia Marcelo, porque Ana Gomes quis aparecer no fim da campanha eleitoral como instrumento de uma luta interna no PS a favor de Pedro Nuno Santos, coisa que é bastante incompreensível, porque reduz o espaço da candidatura e porque os partidos com os quais discute no parlamento as condições maioritárias de decisões como o Orçamento do Estado e outros saem enfraquecidos deste resultado eleitoral”, defendeu Louçã.

Do ponto de vista da direita, o resultado de Marcelo Rebelo de Sousa encosta o PSD à extrema-direita.

“Marcelo provou ao PSD que ganhava no centro-direita. O PSD está hoje, com a subida de [André] Ventura, a aproximar-se de uma convergência com a extrema-direita, como aconteceu nos Açores, que é exatamente o contrário do sinal que dá a vitória de Marcelo. Parece apertado desse ponto de vista”, afirmou Francisco Louçã.

O ex-líder dos bloquistas entende que do ponto de vista da relação de “bloco central” entre Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro, António Costa, nada vai mudar. A alteração é a “pressão muito maior” sobre o país em termos de respostas sanitárias, sociais e económicas, “que podem entrar em derrapagem pelo cansaço político e porque na direita está a haver uma alteração significativa”.

As projeções divulgadas pelas 20:00 pelas várias televisões apontam para uma reeleição à primeira volta de Marcelo Rebelo de Sousa.

Para a décima eleição do Presidente da República, desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, estavam inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que no sufrágio anterior, em 2016.

Foram sete os candidatos ao Palácio de Belém: Além do atual Presidente e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, apoiado pelo PSD e CDS-PP, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e antiga eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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Rui Rio diz que “a marca forte [das eleições] é um esmagamento claro da esquerda”

Eleições presidenciais 2021

Imagem: SIC Notícias

O presidente do PSD, Rui Rio, falou num “esmagamento claro da esquerda e numa vitória fortíssima do candidato moderado” e chamou a atenção para o segundo lugar alcançado por André Ventura no Alentejo, ultrapassando o PCP.

“A marca forte [das eleições] é um esmagamento claro da esquerda e uma vitória fortíssima do candidato moderado, do candidato do centro [Marcelo Rebelo de Sousa]”, disse o social-democrata na reação aos resultados das Eleições Presidenciais, na sede do PSD/Porto.

Para o presidente do PSD, o derrotado deste ato eleitoral é o PS, tendo sido derrotado de uma “forma terrível” devido à “falta de comparência”.

“O PS numa eleição tão importante não conseguiu rever-se em nenhum candidato, não conseguiu encontrar um candidato em que se visse”, frisou.

Para Rio era “por demais evidente” que o PS era já “um derrotado antecipadamente”.

A votação ao centro, onde o PSD diz se situar, é de “tal ordem esmagadora” que relega a esquerda toda junta para o patamar dos 20 a 23%, frisou.

Rui Rio assinalou que o PS está “excelente em sondagens”, mas nas eleições “as coisas são mais complicadas”.

Além de destacar o “esmagamento da esquerda”, o presidente do PSD chamou a atenção para o facto do candidato da extrema direita André Ventura ter sido o segundo classificado no Alentejo todo, ficando à frente do partido comunista.

“O mais marcante para mim, algo que eu próprio desconhecia, aliás não pensei que fosse possível, é ver um candidato de extrema direita a passar o partido comunista onde o PSD não tem conseguido passar e, onde, o PS passa muitas vezes, mas com muitas dificuldades”, afiançou.

Contudo, o social-democrata não considerou a votação de André Ventura “expressiva”, apesar de ter “algum significado”, nomeadamente no Alentejo.

Era de esperar, segundo as sondagens, que a votação de Ventura fosse uma “coisa brutal”, ou seja, um “segundo lugar destacado” e não foi nada disso, ressalvou.

Entretanto, os dados oficiais confirmaram que Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República nas eleições de hoje, quando faltavam apurar os resultados de 53 freguesias.

Para a décima eleição do Presidente da República, desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, estavam inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que no sufrágio anterior, em 2016.

Foram sete os candidatos ao Palácio de Belém: Além do atual Presidente e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, apoiado pelo PSD e CDS-PP, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e antiga eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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