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Costa considera Expo Dubai 2020 uma grande oportunidade para projeção de Portugal

Primeiro-ministro sublinha importância de “continuar a trabalhar a imagem externa do país”

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Foto: DR

O primeiro-ministro considerou, esta terça-feira, que a Expo Dubai 2020, evento que classificou como uma grande montra mundial, é uma oportunidade que Portugal não podia perder para projetar a sua imagem externa e aumentar o seu potencial exportador.

Esta posição foi transmitida por António Costa no final da sessão de apresentação do futuro pavilhão de Portugal na Expo Dubai 2020, que começa no dia 20 de outubro, que contará com a presença de cerca de 190 países e que deverá receber cerca de 25 milhões de visitantes.

A participação de Portugal na Expo Dubai, com um investimento total na ordem dos 21 milhões de euros, acontece ao fim de dez anos em que o país esteve ausente de exposições universais. A última vez foi em Xangai em 2010.

Numa sessão que decorreu no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa, António Costa, no seu discurso, salientou precisamente esse regresso ao fim de uma década de Portugal a exposições universais e citou dados da Agência para a Internacionalização e Comércio Externo Português (AICEP) para referir que o país fechou 2019 com um valor que “ultrapassou pela primeira vez os 90 mil milhões de euros em exportações”.

“Este número é significativo, mas também constitui uma enorme responsabilidade, porque o crescimento económico e o crescimento das exportações são um pouco como andar de bicicleta. Se deixarmos de pedalar, a bicicleta vai perdendo ritmo, paramos e, se não tivermos cuidado, caímos. Portanto, é essencial continuar a pedalar”, sustentou o líder do executivo, perante uma plateia em que se encontravam vários membros do Governo, entre eles o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Neste contexto, o primeiro-ministro considerou que Portugal “tem de continuar a trabalhar a imagem externa do país”.

“Bem sei que se diz muitas vezes que Portugal está na moda, mas eu diria que ainda não estamos suficientemente na moda. A nossa presença em todas as montras internacionais é da maior importância, porque isso permite aumentar o nosso valor enquanto país e o valor de cada serviço ou produto que exportamos”, defendeu.

Na sua intervenção, com cerca de dez minutos, António Costa falou também na necessidade de projetar Portugal como um país da ciência, das energias renováveis, da economia azul, aberto e não fechado ao mundo.

“A nossa presença na Expo Dubai é uma oportunidade que não podíamos perder. Este é um investimento na valorização internacional do país, e não será ocasional, mas, antes, perene”, disse, então numa alusão ao facto de o pavilhão de Portugal a instalar em Dubai, cuja construção pela empresa Casais começou em dezembro, ser depois desmontado e instalado numa cidade portuguesa.

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Matos Santos do CDS quer que o partido se assuma de “direita” e vê Chega como “aliado”

Candidato à sucessão de Assunção Cristas apela à união na direita

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Foto: Youtube

O candidato à liderança do CDS-PP Abel Matos Santos defende que o partido deve assumir “sem vergonha” e “sem complexos” que é de direita e vê o Chega como um aliado e não como um adversário.

“Acho que é claramente afirmar o CDS como um partido de direita, sem vergonha de dizer que é de direita, sem complexos, porque a direita não é nada que nos envergonhe”, disse o candidato em entrevista à agência Lusa.

Abel Matos Santos é um dos cinco candidatos anunciados à sucessão de Assunção Cristas.

Na ótica do porta-voz da Tendência Esperança em Movimento (TEM), nos últimos anos a “direita encolheu-se, passou a ter vergonha, foi-se calando”, e portanto “perdeu espaço e deixou de ter voz, deixou de ter representatividade”.

“E isso é a pior coisa que se pode fazer para quem está na vida política e para um partido que se quer afirmar de governo, e que quer ter importância na sociedade”, apontou Abel Matos Santos.

Para poder crescer, o CDS tem então de “recuperar esse espaço que deixou vazio, que deixou vago para outras forças políticas que entretanto surgiram, tem que recuperar o espaço da direita e a partir da direita tem de conquistar o centro”, advogou.

“E, acima de tudo, tem que ocupar o espaço da afirmação clara das ideias, sem vergonha, sem complexos, sem tabus, afirmando aquilo que pensa, opondo-se àquilo que discorda e mostrando claramente aos portugueses quais são as ideias que tem assentes nessas ideias de direita e lutar por elas”, assinalou o psicólogo clínico de profissão.

Questionado sobre uma possível aliança com o Chega, Abel Matos Santos começou por referir que identifica naquele partido eleitorado do CDS, mas também “muitos abstencionistas”.

O resultado alcançado pelo partido fundado por André Ventura deve-se ao facto de apresentar “uma linguagem mais clara” e de ter “o chamado efeito da novidade”, justificou o centrista.

Apontando que não teme “nada a concorrência”, o candidato à liderança sublinhou que “o Chega não é um adversário do CDS, é naturalmente um aliado”, e também “não é um problema”.

“Mesmo que nos chamem as mesmas coisas que chamam ao Chega, eu acho que isso não nos deve incomodar nada, porque nós temos que assentar o nosso trabalho político em cima da verdade, em cima da razão”, vincou, ressalvando que “o CDS tem que se preocupar consigo próprio e não com o Chega”.

Apesar de considerar que a existência de mais partidos à direita representados no parlamento “tem que ser um estímulo para o CDS”, o porta-voz da TEM não vê que seja possível que o CDS “possa ter pontos de contacto” com a Iniciativa Liberal, porque não considera que a força política liderada por João Cotrim Figueiredo “seja um partido de direita”.

“Com o PSD, com o Chega, não vejo razão para que não possa haver no futuro uma coligação”, admitiu Abel Matos Santos.

Para o candidato, “o PSD é um partido diferente, é um partido mais aberto, é um partido de centro, é um partido socialista, é um partido social-democrata e, portanto, é um partido que tem ali muitas franjas dentro do seu espaço identitário, do seu espaço político”.

Ainda assim, o antigo vice-presidente da concelhia de Lisboa assinalou que “o CDS não pode continuar a ser muleta de outros partidos”.

Os candidatos à liderança do CDS são Abel Matos Santos, João Almeida, Filipe Lobo d’Ávila, Francisco Rodrigues dos Santos e Carlos Meira.

O 28.º congresso nacional, marcado para 25 e 26 de janeiro em Aveiro, vai eleger o sucessor de Assunção Cristas na liderança dos centristas, que decidiu deixar o cargo na sequência dos maus resultados nas legislativas de outubro de 2019 – 4,2% e cinco deputados.

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Estádio do SC Braga recebe protestos da PSP, GNR e Movimento Zero em dia de “final four”

“Polícias exigem respeito”

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Foto: lux24.lu / DR

Elementos da PSP e da GNR realizam, esta terça-feira, protestos em simultâneo em Braga, Lisboa e Faro, numa ação convocada pelos sindicatos, enquanto o Movimento Zero (M0) inicia uma vigília nos aeroportos portugueses.

Organizadas por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), as concentrações vão acontecer em frente do estádio de Braga, onde vai decorrer a final four da Taça da Liga em futebol, junto do Ministério das Finanças, em Lisboa, e no jardim Manuel Bívar, em Faro.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícias (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que o protesto “terá mais força em Braga”, onde, além da concentração, um grupo de cerca de 20 polícias vai entrar no estádio juntamente com os restantes adeptos e estender uma faixa que terá a inscrição “Polícias exigem respeito”.

Na concentração em Lisboa, que vai decorrer a partir das 16:00, os elementos das forças de segurança pretendem entregar no Ministério das Finanças um documento, no qual explicam as principais reivindicações e solicitam “uma vez mais” a resolução dos problemas.

Sem o apoio dos sindicatos, o M0, um movimento social inorgânico criado em maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR e bastante visível na última manifestação de forças de segurança, em novembro de 2019, vai realizar a partir das 10:00 vigílias em todos os aeroportos portugueses, num protesto que deverá estender-se por vários dias.

Na segunda-feira, a PSP indicou à Lusa que não foram recebidos pedidos de autorização para a realização de concentrações nas zonas dos aeroportos, nomeadamente acessos, estacionamentos e interior destas infraestruturas.

Num comunicado, a Direção Nacional da PSP relembra o Plano Nacional de Segurança da Aviação Civil, que estabelece que no interior dos aeroportos “só podem ser desenvolvidas atividades diretamente relacionadas com a prestação do serviço de transporte em aviação civil, tendo qualquer outra atividade de ser antecedida de pedido de autorização e aceitação expressa por parte das entidades competentes”.

Através das redes sociais, o Movimento Zero está a apelar para a participação dos polícias e civis e a divulgar os cartazes que devem ser levados para a concentração nos aeroportos, sublinhando que “o comportamento exemplar é marca registada do M0”.

O M0 está ainda a pedir aos polícias para levarem um bem alimentar ou um brinquedo para depois serem “doados aos mais carenciados”.

Entre as reivindicações na base dos protestos estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

As concentrações desta terça-feira vão dar início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas de serviço e uma greve de zelo.

No âmbito do calendário de negociações com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, já se realizaram três reuniões no Ministério da Administração Interna sobre pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias, plano plurianual de admissões e suplementos remuneratórios, estando previstas outras duas a 13 de fevereiro, sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e outra a 05 de março, sobre segurança e saúde no trabalho.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023 no âmbito do plano plurianual da admissão.

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Rui Tavares sentiu “vergonha alheia” com discurso de Joacine Katar Moreira

Partido Livre

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Foto: ovoodocorvo.blogspot.com / DR

O fundador do Livre, Rui Tavares, disse ter sentido “a vergonha alheia dos outros” durante o discurso de Joacine Katar Moreira no congresso do fim de semana e responsabilizou a deputada “por ter cortado com processos internos”.

Em entrevista ao Diário de Notícias/Rádio TSF, divulgada esta terça-feira, Rui Tavares disse que “sentiu que as pessoas que estavam a ver aquilo [discurso de Joacine Katar Moreira no qual se exaltou e falou em mentiras] estavam incomodadas” com o partido.

O IX Congresso do Livre, que decorreu no fim de semana, ficou marcado pela eleição dos novos órgãos e pelo adiamento da decisão relativa à retirada da confiança política à deputada Joacine Katar Moreira.

A deputada exaltou-se e disse: “Isto é inadmissível, isto é mentira, tenham vergonha, mentira absoluta!”, batendo no púlpito onde subiu para reagir às considerações contidas na resolução da 42.ª Assembleia do partido.

“Naquele congresso, naquele momento em que aquilo se estava a passar, e ainda sem ter noção de como é que ia passar nas câmaras, saber que as pessoas que estivessem a ver aquilo iam ter vergonha alheia pelo Livre, pelo partido e ter consciência disso… é duro quando se fez um partido”, disse Rui Tavares em entrevista ao DN/TSF.

O dirigente do Livre considerou também que a deputada rompeu com o partido, porque rapidamente cessou contactos, ainda antes do voto da Palestina, na Assembleia da República.

“O grupo de contacto serve para as pessoas que fazem a gestão quotidiana do partido estarem permanentemente em contacto umas com as outras. Portanto, não se pode bloquear contactos por relações pessoais. O que a própria assembleia do partido detetou é que há uma atitude de corte com os processos internos”, referiu.

Rui Tavares lembrou que os compromissos para se exercer o mandato em nome do Livre são a “exigência na atitude, na postura, na responsabilidade, na forma de responder às perguntas dos eleitores, dos jornalistas e dos próprios camaradas de partido”.

“Portanto, quando não se cumpre o que está nessa resolução, é a própria pessoa que está a prescindir da confiança que nela foi depositada. Entretanto, ocorreu isto, não para a sociedade em geral, é verdade que as entrevistas mais bombásticas, mais incendiárias, aquelas questões do “fui eleita sozinha” e por aí afora, atenuaram-se a partir dessa altura, mas dentro da assembleia as coisas continuaram a não correr bem, para ser eufemístico”, explicou.

De acordo com o fundador do Livre, continuaram a não ser dadas respostas básicas para que os camaradas do partido sentissem a segurança de depois a poder defender [a sua representante].

Questionado sobre se existe quebra de confiança em Joacine Katar Moreira, Rui Tavares sublinhou que “lamentavelmente há compromissos que não estão a ser seguidos”.

“Portanto, a partir de certa altura, a assembleia do partido, por muito que queira preservar o partido ou por muito que quisesse preservar umas certas aparências… Nenhum partido, com nenhum método de seleção, sabe completamente como é que alguém depois de eleito vai comportar-se sob a pressão da visibilidade pública (…)”, disse.

Sobre a desilusão do partido com a deputada, o historiador salientou que “há um erro de comportamento pós-eleitoral por parte da Joacine, de atitude em relação aos eleitores, em relação ao partido, e essa atitude também conta porque ela também é política”.

“Tudo é política. Uma atitude de um partido libertário, da esquerda libertária, não pode ser uma atitude autoritária. A atitude de um partido antipopulista não pode ser uma atitude populista”, disse.

Rui Tavares disse também que vai defender em assembleia que o partido retire a confiança política a Joacine Katar Moreira, salientando concordar com o grupo de contacto.

“As cedências de parte a parte significam em geral que há erros dos dois lados. Isso significaria que chamar mentirosa à assembleia, um órgão do partido, fazê-lo em público, e daquela maneira e com aquela agressividade, seria equivalente a qualquer um de nós (…) ter dito: Bem, uma coisa são os decibéis, outra coisa é ter dito o facto que não é verdadeiro é X ou Y. O que não foi feito. Dá para perceber, não só a diferença de tom como a diferença de segurança com que se fala, com que se alega mentiras e com que se diz que se está na posse de factos”, disse.

“Certamente, não estamos numa situação de cedências de parte a parte; nem do ponto de vista dos factos nem do ponto de vista político”, sublinhou.

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