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País

Costa afirma que a proposta do Governo foi aprovada pelos eleitores de forma inequívoca

Orçamento de estado

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Foto: DR / Arquivo

O primeiro-ministro afirmou hoje, perante a Assembleia da República, que a proposta do Governo de Orçamento do Estado quase foi referendada pelos eleitores nas legislativas de 30 de janeiro e aprovada pelos portugueses de forma inequívoca.

António Costa assumiu esta posição logo no início do seu discurso que abriu o debate parlamentar na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022, que será votada pelos deputados na sexta-feira.

De acordo com o primeiro-ministro, nas eleições legislativas de 30 de janeiro, em que o PS venceu com maioria absoluta, “os portugueses aprovaram de forma absolutamente inequívoca o Orçamento do Estado que esta Assembleia [da República], na sua anterior composição, tinha chumbado”.

“Tal foi a clareza com que afirmámos e reafirmámos, medida a medida, que o reapresentaríamos após as eleições, que quase poderíamos dizer que esta proposta foi referendada e a resposta dos portugueses absolutamente esclarecedora”, acentuou.

Por essa razão, António Costa defendeu que o Governo pode sustentar que a proposta orçamental que agora apresenta “responde às necessidades do país”.

“Sim, este é o Orçamento que tem as prioridades certas. Sim, este é o Orçamento que as portuguesas e os portugueses desejam”, advogou.

Na parte final da sua intervenção, o primeiro-ministro voltou a deixar mensagens de caráter político, procurando assegurar que o Orçamento que agora apresenta “não é um exercício de última hora”.

“O que dizemos é que está mais que na hora. A anterior composição deste parlamento entendeu adiar Portugal por mais de meio ano. Parar o País. Interromper o caminho que a responsabilidade do voto lhes tinha confiado. Uma coisa vos garanto, este Governo vai acelerar, recuperar, realizar e concretizar”, declarou.

António Costa disse que aceitou “com humildade democrática” a vontade manifestada pelos dos portugueses nas últimas eleições.

“Os portugueses rasgaram os mares e escolheram a direção do vento. Decidiram eles livremente e numa eleição participada, que há afinal ainda muita estrada para andar”, acrescentou.

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