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Braga

Construção de muro levou idoso a tentar matar vizinho a tiro em Vieira do Minho

Arguido em prisão preventiva com possibilidade de passar a domiciliária

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Foto: O MINHO

O idoso detido em Vieira do Minho por disparar contra um vizinho com quem anda desavindo por causa da construção de um muro, na aldeia de Nogueiras, em Cantelães, Vieira do Minho, ficou em prisão preventiva com possibilidade de passar a domiciliária.

Abel Cunha, de 79 anos, em princípio ficará em prisão domiciliária na casa de uma filha, assim que haja condições para a colocação de uma pulseira eletrónica para um controlo remoto das suas movimentações.

A vítima, Manuel Vieira, de 57 anos, escapou de ser atingido em cheio, com o disparo feito à queima-roupa, a cerca de dois metros de distância, sacando a arma das mãos do septuagenário, uma pistola de alarme adaptada para calibre 6.35 milímetros, alegadamente dando-lhe com um gadanho no braço direito, tendo Abel Cunha caído, pois além do mais tem dificuldades de locomoção, utilizando próteses para se deslocar melhor.

Segundo apurou O MINHO, ambos os contendores entendem ser sua a mesma parcela de terreno onde está um muro, pelo que ao princípio da noite de quarta-feira envolveram-se uma vez mais em insultos recíprocos e ameaças mútuas, concretizadas com os confrontos.

A GNR de Vieira do Minho compareceu logo a seguir no local da ocorrência, verificada nos arredores da vila, enquanto face aos ferimentos no septuagenário, foi transportado pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho ao Serviço de Urgência do Hospital de Braga, onde após ter alta médica, foi detido pela Brigada de Homicídios da PJ de Braga.

O Departamento de Investigação Criminal de Braga indiciou o idoso pela prática de um crime de homicídio qualificado na forma tentada e também de crime de detenção de arma proibida, uma pistola de alarme, mas que estava adaptada para fogo real, apresentando as deficiências que levaram a encravar, tendo então contribuído para salvar a vida da vítima.

Segundo comunicado da Polícia Judiciária de Braga, “por motivos fúteis o presumível autor efetuou um disparo com uma arma de fogo, visando o vizinho, que só por mero acaso não foi atingido, pelo que após comunicação recebida foram desencadeadas de imediato diligências de investigação para recolha de elementos de prova, vindo o presumível autor a ser mais tarde detido e a apreendida a arma usada na prática do crime”.

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