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Cabeceiras de Basto

Concurso para a criação do doce cabeceirense

Inscrições até 28 de Fevereiro

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Foto: CM Cabeceiras de Basto

Depois de uma ação de formação realizada com 20 formandas com vista a aliar a memória de uma alimentação de afetos ao uso dos produtos da terra, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto lança no próximo dia 11 de janeiro, no âmbito do Mosteiro de Emoções, o Concurso para a criação de um Doce Cabeceirense.


Deverá ser um doce ou bolo, concebido com ingredientes locais de modo a incentivar a inovação das pastelarias cabeceirenses. As inscrições irão decorrer até 28 de fevereiro.

Durante os meses de março e abril será desenvolvido o produto e no dia 18 de maio o júri fará a avaliação das propostas a concurso

Esta iniciativa da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto pretende reforçar e valorizar o que se fazia no núcleo familiar, principalmente pelos avós.

Pretende-se, igualmente, incentivar a inovação das pastelarias cabeceirenses bem como sensibilizar os agentes económicos e a população para a importância estratégica dos produtos endógenos, em especial, o mel, as ervas aromáticas, o vinho verde, o leite, as frutas, designadamente o codorno e outros produtos endógenos, no contexto do desenvolvimento do território de Cabeceiras de Basto.

O concurso pretende aliar a memória de uma alimentação de afetos ao uso dos produtos da terra e da tecnologia, reforçando e valorizando o que se fazia no núcleo familiar: incentivar a inovação na pastelaria cabeceirense; sensibilizar os agentes económicos e a população em geral para a importância estratégica dos produtos endógenos, em especial o mel de Basto, as ervas aromáticas, o vinho verde da região de Basto (Cabeceiras de Basto), o leite, as frutas da região e seus derivados, no contexto do desenvolvimento do território de Cabeceiras de Basto; e incentivar a inovação e o empreendedorismo individual ou coletivo, visando o aproveitamento desses produtos para a criação original de um doce ou bolo de matriz local.

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Ave

Enchimento da barragem de Daivões deverá começar a partir de outubro

Cabeceiras de Basto

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Foto: CM Cabeceiras de Basto

O enchimento da albufeira de Daivões, barragem localizada em Ribeira de Pena e inserida no Sistema Eletroprodutor do Tâmega, que serve o concelho minhoto de Cabeceiras de Basto e que estava previsto para junho, “não começará” até “ao final de outubro”, disse hoje a Iberdrola.

“As atividades necessárias para o fechamento do túnel de desvio do rio estão em curso neste verão. Em todo o caso, os caudais no rio durante o verão são muito baixos e o enchimento da albufeira, propriamente dito, não começará até ao final de outubro”, esclareceu a elétrica espanhola numa resposta escrita.

A agência Lusa pediu um ponto de situação à Iberdrola, que apontava junho de 2020 como o mês em que se iniciaria o enchimento da albufeira de Daivões. A empresa prevê ainda que a exploração comercial deverá arrancar em 2021.

O Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que foi concessionado à espanhola Iberdrola e inclui a construção das barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, no distrito de Vila Real, tem tido um percurso polémico.

O projeto hidroelétrico foi apresentado oficialmente em 2009, no ano a seguir perdeu uma das quatro barragens inicialmente previstas por imposição da Declaração de Impacto Ambiental (DIA), as obras começaram em 2014 e as previsões apontam a sua conclusão para 2023.

De acordo com dados fornecidos pela empresa, o SET tem impacto em 59 casas, das quais 49 situam-se em Ribeira de Pena e, destas, 43 são diretamente afetadas pela albufeira de Daivões.

As restantes casas ficam situadas em Boticas, Chaves e Vila Pouca de Aguiar e serão atingidas pela albufeira de Alto Tâmega.

Algumas famílias queixaram-se das indemnizações pagas pela concessionária espanhola, tendo sido apontados casos em que o valor indemnizatório não chegava para a construção ou aquisição de uma nova casa.

Os processos de desalojamento dos moradores foram revistos, uma negociação intermediada pela Câmara de Ribeira de Pena e acompanhada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).

Em dezembro, foi acordado o pagamento pela Iberdrola de mais 1,4 milhões de euros de indemnização às famílias afetadas, tratando-se de uma compensação adicional para a construção de casa. Os primeiros cheques foram entregues em maio.

Esta compensação adicional ao processo de expropriação tem como base a medida 29 do Plano de Ação Socioeconómico da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), aprovado em 2015.

No início deste ano trabalhavam no SET cerca de 1.800 pessoas, das quais perto de 370 eram dos municípios da região.

Em março, preocupado com a pandemia de covid-19 e a grande mobilidade de trabalhadores, nomeadamente espanhóis, o presidente da Câmara de Ribeira de Pena pediu a suspensão temporária, mas imediata, das obras nas três barragens que fazem parte do SET, o que nunca viria a acontecer.

No final de abril, num ponto de situação feito à Lusa, a empresa espanhola disse que as obras estavam a avançar “praticamente ao ritmo normal com aproximadamente 1.000 trabalhadores”. Deste número “apenas 5%” eram trabalhadores transfronteiriços.

O SET é um dos maiores projetos hidroelétricos na Europa, nos últimos 25 anos, e representa um investimento de 1.500 milhões de euros.

Os três aproveitamentos hidroelétricos que integram a “gigabateria do Tâmega” (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega), totalizam uma potência de 1.158 megawatts (MW), alcançando uma produção anual de 1.760 gigawatts hora (GWh), ou seja, 6% do consumo elétrico do país.

O projeto hidroelétrico foi apresentado oficialmente pela Iberdrola em janeiro de 2009 e, na altura, foi anunciado que as quatro barragens do Alto Tâmega deveriam estar em funcionamento até 2018.

Em Junho de 2010, foi aprovada a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) que chumbou a barragem de Padroselos, prevista para o rio Beça, por causa do mexilhão-de-rio do Norte, uma espécie protegida pela legislação europeia e que chegou a ser dada como extinta em Portugal.

Os concelhos afetados pelo Sistema Eletroprodutor do Tâmega são: Ribeira de Pena, Boticas, Vila Pouca de Aguiar, Chaves, Valpaços, Montalegre e Cabeceiras de Basto.

O plano de ação socioeconómico, assinado com as sete câmaras, destina cerca de 50 milhões de euros para o desenvolvimento económico, social e cultural da região onde estão a ser construídas as três barragens.

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Ave

Cabeceiras de Basto isenta feirantes até ao final do ano

Covid-19

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Foto: CM Cabeceiras de Basto (Arquivo)

A Câmara de Cabeceiras de Basto aprovou um conjunto de apoios à atividade económica local, do qual se destaca apoios a 127 feirantes.

Em reunião do executivo, a Câmara Municipal decidiu isentar os feirantes do pagamento de taxas de ocupação de terrado na feira semanal, entre 01 de abril e 31 de dezembro, aplicando-se esta isenção automaticamente, não sendo necessário qualquer requerimento por parte dos beneficiários.

A feira semanal esteve encerrada entre março e maio, tendo reaberto no dia 01 de junho, “situação que trouxe inevitavelmente perda de receitas aos feirantes/comerciantes” e que a Câmara procura “minimizar com este importante apoio”.

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Ave

Prisão domiciliária para jovem de 16 anos suspeito de vários roubos em Cabeceiras de Basto

Crime

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Foto: DR / Arquivo

Ficou em prisão domiciliária com pulseira eletrónica um jovem de 16 anos suspeitos de vários assaltos em Cabeceiras de Basto.

O menor foi esta sexta-feira ouvido no Tribunal de Guimarães, após ter sido detido ontem pela Polícia Judiciária de Braga, avança o Correio da Manhã (CM).

Em comunicado, a Polícia Judiciária refere que o rapaz é suspeito da prática de um crime de roubo ‘homejacking’, com utilização de arma de fogo.

De acordo com aquela polícia, o crime de roubo ocorreu na noite de 21 de janeiro, quando a vítima, de 80 anos e que vivia sozinha, se encontrava a dormir na sua habitação. Manietada e sob a ameaça da arma de fogo, foram-lhe subtraídos objetos em ouro e dinheiro.

O detido, sem ocupação laboral, é igualmente suspeito de ter praticado, pelo menos, oito crimes de furto, qualificados, todos em residências situadas no concelho de Cabeceiras de Basto.

A Polícia Judiciária salienta que a prática criminosa provocou nas populações dessa freguesia, e nas freguesias limítrofes, um sentimento de medo e intranquilidade social, ao qual urgia por cobro.

Notícia atualizada às 14:01 com comunicado da PJ.

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