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CGTP registou quase 115 mil novas sindicalizações em quatro anos

Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses

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Foto: Arménio Carlos / abrilabril.pt / DR

A CGTP registou 114.683 novas sindicalizações nos últimos quatro anos, anunciou, esta sexta-feira, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, no XIV do congresso da Intersindical, que arrancou no Seixal, Setúbal, e termina no sábado.

Os números foram assinalados na intervenção inicial da reunião magna da CGTP por Arménio Carlos, que deixa a central sindical após dois mandatos à frente da intersindical devido ao limite da idade.

“São mais 114.683 trabalhadores que se juntam às muitas centenas de milhares que têm na CGTP a sua organização sindical de classe para defender e conquistar direitos”, afirmou Arménio Carlos.

O líder da intersindical considerou que a CGTP “ao invés de definhar, como muitos gostariam, não para de se reforçar e alargar a sua influência”, uma declaração que arrancou fortes aplausos aos participantes no congresso.

De acordo com o relatório de atividades da CGTP, e tal como a Lusa tinha avançado, a meta de 110 mil novas sindicalizações traçada em 2016, no anterior congresso, foi ultrapassada.

Apesar de referir o número de novas entradas, o documento não avança qual o número atual de associados.

Segundo dados divulgados no último congresso da Inter, em 2016 as estruturas da central sindical tinham 550.500 associados.

No âmbito das novas sindicalizações, o relatório indica que 68.738 (ou 59,9%) são mulheres e 16.206 (correspondente a 14,1%) são jovens até aos 30 anos, havendo ainda 6.605 novas sindicalizações que os sindicatos não desagregaram por sexo e por idade.

O documento mostra ainda que dos 12.745 novos mandatos de delegados sindicais, 64,8% são mulheres e que pelos menos 3,5% são jovens até aos 30 anos.

Por setores, os dados mostram que o maior número de novas sindicalizações registou-se na administração pública (27.285), no comércio, escritórios e serviços (22.424) e na agricultura, alimentação, hotelaria, bebidas e tabacos (14.099).

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País

Serviços de saúde vão ter o dobro de ventiladores

Covid-19

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Foto: ps.pt / DR

O secretário de Estado da Saúde anunciou hoje a duplicação dos equipamentos de ventilação, necessários para a sobrevivência de muitos doentes com covid-19 internados nos cuidados intensivos, e garantiu uma distribuição equilibrada dos testes de despistagem.

“Entre ofertas, compras e empréstimos, estaremos em condições de duplicar a nossa capacidade de ventilação: Foram oferecidos 400 ventiladores invasivos, muitos dos quais já chegaram aos hospitais e outros com previsões de entrega muito em breve”, afirmou António Lacerda Sales durante a conferência de imprensa da Direção-Geral de Saúde (DGS) sobre a evolução da pandemia em Portugal.

“Estamos a reforçar a nossa capacidade de ventilação”, garantiu, lembrando que as situações mais graves da covid-19 obrigam a cuidados intensivos e que muitos dos doentes internados nos hospitais “precisam de ventiladores na sua luta pela vida”.

Neste momento há 240 pessoas em cuidados intensivos, segundo os dados divulgados hoje pela DGS, que apontam para mais de nove mil pessoas infetadas com a cov-19, das quais 1.042 estão internadas em hospitais.

António Lacerda Sales lembrou ainda os ventiladores não invasivos cedidos a título de empréstimo e os 900 ventiladores adquiridos pela Administração Central do Sistema de Saúde: Alguns destes últimos já estão em Portugal e outros “144 chegarão este fim-de-semana ao país”, acrescentou.

A informação foi corroborada por João Gouveia, presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos e também coordenador da equipa da DGS na área dos cuidados intensivos para planeamento e operacionalização destes recursos.

O responsável pela equipa da DGS explicou que o material que vai chegar durante a semana será distribuído pelos diferentes hospitais de acordo com critérios específicos, tendo em conta as necessidades, a urgência e critérios de segurança “para que os doentes sejam tratados da melhor maneira possível”.

Além da aquisição de novos materiais, João Gouveia sublinhou durante a conferência de imprensa, que decorreu em Lisboa, que tem sido feito um trabalho de recuperação de material que estava a necessitar de alguns arranjos.

Houve “um crescer significativo da capacidade instalada” da medicina intensiva, com mais profissionais a trabalhar com medicina intensiva. “Mas é obvio que também é necessário material”, lembrou João Gouveia.

Também haverá um aumento de testes que, segundo o secretário de Estado da Saúde, serão distribuídos de forma a garantir um “equilíbrio entre locais com carência e locais com maior disponibilidade”.

“Hoje mesmo serão distribuídas seis mil zaragatoas e estão ainda encomendadas outras 400 mil”, anunciou o governante, explicando que 80 mil chegam na sexta-feira e as restantes irão ser entregues “nas próximas semanas”, numa tentativa de responder aos “constrangimentos de elevada procura”.

Também na próxima semana deverão chegar “mais 200 mil testes a Portugal”: “Todos os dias os serviços partilhados da saúde estão a trabalhar para que sejam repostos os kits de testagem e material de proteção individual”, sublinhou.

Além das respostas do sistema de saúde, o responsável pelo Ministério da Saúde voltou a chamar a tenção para a importância de manter as regras de isolamento social, como forma de tentar conter a disseminação do novo coronavírus.

“Numa altura em que se renova o estado de emergência, importa manter a malha apertada ao novo coronavírus, quer através da contenção social, quer robustecendo os mecanismos de respostas do sistema de saúde, capacitando-o para as novas fases da epidemia”, defendeu o secretário de estado.

Portugal regista hoje 209 mortes associadas à covid-19, mais 22 do que na quarta-feira, e 9.034 infetados (mais 783), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

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Parlamento aprova diploma que permite despesas de combate fora do endividamento de autarquias

Covid-19

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Foto: DR

O parlamento aprovou hoje um diploma que permite que as despesas das autarquias para combater a covid-19 ficarão de fora dos limites de endividamento previstos na Lei das Finanças Locais, incluindo os municípios sujeitos a programas de ajustamento.

O diploma, proposto pelo Governo, foi aprovado na generalidade, tendo passado a votação na especialidade, na qual também foi aprovado em votação final global, com alterações, por unanimidade.

Um diploma do PCP sobre a mesma matéria foi também discutido hoje e aprovado na generalidade, enquanto um outro proposto pelo PAN ficou de fora da agenda parlamentar, não tendo sido discutido ou votado.

O diploma proposto pelo Governo reconhece o caráter excecional dos tempos atuais e das despesas para o combate à covid-19 realizadas pelas autarquias na “linha da frente” na ajuda às populações.

Com a sua aprovação, as despesas que as autarquias realizem para combater a pandemia não vão contar para os limites de endividamento que têm de respeitar, segundo a Lei das Finanças Locais.

Esta regra aplica-se também aos municípios que atualmente estão em programa de ajustamento municipal ou de recuperação, após desequilíbrio financeiro.

Apesar do reconhecimento unânime do trabalho das autarquias no combate à covid-19, durante a discussão parlamentar existiram alguns alertas.

PSD, CDS-PP e Chega consideraram que a proposta do Governo poderia ter mais ambiciosa e realçaram que também o setor social, “principal parceiro das autarquias no terreno”, deveria ter sido apoiado.

A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, assegurou que estas medidas servem para serem “usadas pelas autarquias no estrito cumprimento da sua autonomia local, não para se substituírem ao Estado”, mas para uma colaboração “num combate que é de todos”.

Alexandra Leitão anunciou ainda que o Governo “está a trabalhar com autarquias locais para avaliar as suas necessidades”.

Desse levantamento surgirão “outras medidas e estas irão sempre no sentido de apoiar as autarquias no que fazem bem, que é apoiar as suas populações”, acrescentou a ministra.

Para Mariana Silva, do Partido Os Verdes, neste contexto tem de “ser respeitada a autonomia do poder local” e “não se deve empurrar para cima dos municípios respostas que são da competência” do Governo.

O Bloco de Esquerda propôs que, durante um ano, os municípios não tenham de contribuir para o Fundo de Apoio Municipal (FAM).

Já o deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, destacou que “os municípios têm de perceber que é uma medida transitória”, enquanto a deputada não-inscrita Joacine Katar Moreira enfatizou que “as autarquias são a face mais visível do Estado para as populações”, pelo que “é mesmo necessário que haja um investimento”.

O FAM, criado em 2014, é um mecanismo de recuperação financeira dos municípios em situação de desequilíbrio financeiro, através de programas de ajustamento municipal.

Estão atualmente nesta situação 13 municípios – Alandroal, Alfândega da Fé, Aveiro, Cartaxo, Fornos de Algodres, Fundão, Nazaré, Nordeste, Paços de Ferreira, Portimão, Vila Franca do Campo, Vila Nova de Poiares e Vila Real de Santo António, de acordo com a página do fundo na Internet (www.fundodeapoiomunincipal.gov.pt).

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Testes às forças de segurança e bombeiros passam a ser prioritários

Covid-19

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Foto: postal.pt / DR

As forças e serviços de segurança e os bombeiros vão ser a partir de hoje prioritários nos testes à covid-19, anunciou a secretária de Estado da Administração Interna.

“A partir de hoje vamos ter uma linha prioritária para a forças e serviços de segurança e também para bombeiros e aos poucos estamos a consolidar e estruturar este sistema porque têm de ter um trabalho diferenciado nesta questão dos testes e por cada elemento suspeito há uma série de elementos que acabam por ficar também em isolamento e impossibilitados de cumprir a sua ação”, disse Patrícia Gaspar.

A secretária de Estado falava aos jornalistas no final de uma visita à estrutura de apoio local de Aveiras de Cima, no concelho da Azambuja, uma das 470 unidades criadas em todo o país com o apoio da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) no âmbito da pandemia de covid-19.

Patrícia Gaspar considerou que é necessário “despistar o mais depressa possível” os elementos das forças e serviços de segurança e os bombeiros, uma vez que têm “um papel fundamental na manutenção da ordem e na garantia de que tudo corra da melhor forma possível”.

“Temos de garantir que estes testes são feitos com a máxima rapidez”, vincou, frisando que foi operacionalizada na quarta-feira uma colaboração com a área da saúde e Cruz Vermelha, além da articulação com as Forças Armadas.

A governante adiantou que estão a ser operacionalizadas outras linhas prioritárias em diferentes pontos do país, uma vez que se trata de “uma ocorrência” com dimensão nacional.

“Um centro de testes rápidos não chega, uma linha prioritária não chega e, portanto, estamos a sustentar todo este sistema gradualmente em todo o país, obviamente com especial enfoque nas áreas mais afetadas”, sustentou.

Na quarta-feira, as estruturas que representam os elementos das forças de segurança consideraram irresponsável e inconcebível que os polícias não façam parte do grupo prioritário nos testes de covid-19, avançando que há serviços na PSP e GNR que podem encerrar.

No final da visita a esta unidade instalada pelo município da Azambuja, a secretário de Estado fez também um ponto da situação sobre a distribuição de equipamentos de proteção individual pelas corporações de bombeiros e polícias.

“Conseguimos fazer uma primeira distribuição junto das forças e serviços de segurança de 10 mil máscaras, há dois dias foi distribuído 30 mil pelos corpos dos bombeiros e ontem [quarta-feira] voltamos a distribuir cerca de 120 mil máscaras pelas forças de segurança”, disse.

Patrícia Gaspar referiu ainda que nos próximos dias vai existir um novo reforço.

Portugal regista hoje 209 mortes associadas à covid-19, mais 22 do que na quarta-feira, e 9.034 infetados (mais 783), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até 17 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

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