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Cerca de 30 “coletes amarelos” mantêm-se no Marquês em Lisboa

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"Coletes amarelos" em Lisboa, esta tarde. Foto: DR

Cerca de 30 manifestantes do movimento “coletes amarelos” permaneciam hoje cerca das 17:30 junto da praça Marquês de Pombal, em Lisboa, sem sinais de desmobilizar, mas também sem tomar qualquer iniciativa.


A polícia começou, entretanto, a deslocar os manifestantes para o passeio central da rotunda, com vista a reabrir o trânsito naquele local, apesar da resistência dos protestantes.

Durante toda a tarde o grupo esteve concentrado nas imediações do Marquês de Pombal, no início da rua Braamcamp, acabando por não marchar para a Assembleia da República, como inicialmente fora anunciado.

Apesar de nas redes sociais se sugerir uma grande manifestação, e de um cartaz com a frase “vamos fazer história”, os manifestantes foram pouco mais de uma centena no momento com mais participação durante a tarde e foram perdendo adeptos à medida que as horas passaram.

Desde as 15:00 que se vê manifestantes a abandonar a concentração e a subir a rua Braamcamp.

Rodeados de muita polícia, os manifestantes têm estado em desacordo sobre o destino do protesto, quando por exemplo uns gritam “Assembleia, Assembleia” e outros “daqui não saímos”.

Outro protesto que estava convocado nas redes sociais, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, para as 17:30, mobilizou apenas quatro pessoas e poucos agentes policiais.

Os protestos dos “coletes amarelos” em Portugal foram convocados por vários grupos através das redes sociais, com inspiração nos movimentos contestatários em França.

Um dos grupos, Movimento Coletes Amarelos Portugal, num manifesto divulgado na quarta-feira, propõe uma redução de impostos na eletricidade, com incidência nas taxas de audiovisual e emissão de dióxido de carbono, uma diminuição do IVA e do IRC para as micro e pequenas empresas, bem como o fim do imposto sobre produtos petrolíferos e redução para metade do IVA sobre combustíveis.

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Covid-19: Há 41 surtos ativos no Norte

Segundo a DGS

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Foto: O MINHO / Arquivo

Portugal tem 164 surtos ativos de covid-19, afirmou hoje o subdiretor-geral da Saúde, indicando que alguns têm origem em contágios entre membros da mesma família.

“A situação dos surtos e a transmissão da doença alteraram-se”, declarou Rui Portugal na conferência de imprensa regular para atualização de informação sobre a pandemia.

Na região Centro, por exemplo, metade dos 10 surtos ativos têm “origem familiar”, o que se deverá a coabitações em período de férias.

“Já não é uma questão de trabalho ou social”, o contágio decorre do “convívio entre coabitantes entre eles, como família”, afirmou o responsável da DGS.

Rui Portugal alertou que “não é por ser família” que alguém está livre de transmitir ou ser contagiado.

Covid-19: Mais 3 mortos, 157 infetados e 89 recuperados no país

Na região de Lisboa e Vale do Tejo há 84 surtos ativos, na região Norte 41, na região do Alentejo 13 e no Algarve 16.

Em relação a surtos em lares, apontou que no lar de São José, no Barreiro, há 31, de 80 utentes, infetados e 14 entre 41 profissionais deram positivo para a covid-19.

Cinco dos utentes deste lar estão internados, afirmou.

No lar de Nossa Senhora da Luz, em Torres Vedras, 49 dos 80 utentes estão infetados com o novo coronavírus e 25 dos 78 funcionários estão doentes. Internados, estão 28 utentes do lar.

Em relação a haver nova interdição geral de visitas em lares, Rui Portugal afirmou que para já, serão avaliados “caso a caso” os lares em que surjam casos de covid-19, salientando preferir “avaliações locais” a qualquer tipo de “decisão nacional”.

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Vendas dos lojistas cedem 37% em julho

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

As vendas dos lojistas caíram 36,8% em julho, face ao mesmo mês de 2019, um retrocesso inferior ao registado em junho (40%), apesar de ser esperado “um ano desastroso para o setor”, avançou a associação de marcas do retalho.

“Em julho, o cenário foi ligeiramente menos negativo em todo o país com a quebra de vendas a registar 36,8% face ao mesmo período do ano passado (em junho foi de 40%), apesar de em Lisboa a quebra ter sido superior (-42,8% face ao período homólogo do ano passado) e pior do que o mês de junho (42,5%)”, apontou, em comunicado, a Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR).

As vendas de lojas de centros comerciais, por seu turno, registaram um decréscimo de 36,5% em julho, em comparação com igual período do ano anterior, enquanto as lojas de rua totalizaram um retrocesso de 37,4%.

Por setor, a restauração continua a ser o mais afetado, com a descida das vendas a totalizar 49,1%.

O retalho e os serviços destacam-se igualmente com perdas de, respetivamente, 34,3% e 38,5%.

“O cenário continua bastante negro. Esperávamos, nesta fase, melhores resultados. Caminhamos para um ano desastroso para o setor”, considerou, citado em comunicado, o presidente da AMRR, Miguel Pina Martins.

Este responsável notou ainda que todos os lojistas “têm feito um esforço enorme” para continuar a investir em ações de promoção de vendas.

Esta análise considerou os dados recolhidos em mais de 2.500 lojas de associados da AMRR, de norte a sul.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 731 mil mortos e infetou mais de 19,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.759 pessoas das 52.825 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Covid-19: Mais 3 mortos, 157 infetados e 89 recuperados no país

Boletim diário da DGS

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Foto: DR / Arquivo

Portugal regista hoje mais 3 mortes e 157 novos casos de infeção por covid-19, em relação a domingo, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 52.825 casos de infeção confirmados e 1.759 mortes.

Há 38.600 casos recuperados, mais 89.

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