Seguir o O MINHO

País

CDS confronta primeiro-ministro com carências nos cuidados paliativos

Cecília Meireles

em

Foto: DR

A líder parlamentar cessante do CDS-PP, Cecília Meireles, questionou, esta terça-feira, o primeiro-ministro, António Costa, sobre aquilo que o Governo pode fazer para “evitar sofrimento que pode ser evitado com cuidados paliativos” prestados a doentes em fim de vida.

A dois dias da discussão dos projetos de lei sobre a despenalização da eutanásia, na sua última intervenção como presidente da bancada centrista, que tem eleições marcadas, esta terça-feira, Cecília Meireles escolheu para o debate quinzenal com o primeiro-ministro dois temas de saúde, a defesa da parceria público-privado do Hospital de Braga, entretanto integrado na gestão pública, e os cuidados paliativos a doentes em fim de vida.

“Em 2018 cerca de 102 mil doentes adultos precisaram de cuidados paliativos, só 25% tiveram acesso a estes cuidados. Cerca de oito mil crianças precisaram de cuidados paliativos, só 80 crianças conseguiram ter acesso aos cuidados paliativos de que precisaram”, ilustrou.

Segundo Cecília Meireles, “num setor que precisa de 496 médicos, há apenas em Portugal 66. Num setor que precisa de 2.384 enfermeiros em Portugal há apenas 243″, sendo “a mediana do tempo de dedicação semanal de menos de 45 minutos na medicina”.

“O que é que o Governo pode fazer para evitar sofrimento que pode ser evitado com cuidados paliativos?”, questionou a líder parlamentar do CDS-PP.

O primeiro-ministro respondeu com as medidas tomadas na anterior legislatura e prosseguidas na atual, sobretudo a aprovação do plano estratégico para o desenvolvimento cuidados paliativos para 2018-2020.

“Cumprimos o anterior, estamos a cumprir o atual biénio. Por isso é que ao longo deste ano iremos alargar até 800 camas os cuidados paliativos, iremos dar início a dez unidades dia e de promoção da autonomia e iremos alargar respostas de equipas domiciliárias, iremos ao longo deste ano criar mais dez equipas comunitárias nos diferentes ACES, permitindo assegurar uma cobertura de 63%, abrir unidades paliativos nos hospitais universitários e no IPO de Lisboa”, afirmou António Costa.

Anúncio

País

Estruturas da PSP e GNR exigem que polícias sejam prioritários nos testes

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

As estruturas que representam os elementos das forças de segurança consideram irresponsável e inconcebível que os polícias não façam parte do grupo prioritário nos testes de covid-19, avançando que há serviços na PSP e GNR que podem encerrar.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) pedem que esta decisão seja alterada rapidamente e que o Ministério da Administração Interna (MAI) deve encontrar uma solução.

“É no mínimo uma irresponsabilidade que os polícias não façam parte do grupo prioritário com acesso aos testes de covid-19. Com os casos positivos a aumentar bem como as quarentenas, há serviços na polícia que irão encerrar brevemente”, disse à agência Lusa o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues.

Como exemplo, referiu um caso que se passou na terça-feira com um polícia da zona do Porto, que esteve em contacto com um familiar que testou positivo e que só vai fazer o teste a 14 de abril, tendo de ficar de quarentena todo este período.

Paulo Rodrigues frisou que já há esquadras, sobretudo na zona Norte, a funcionar com 50% do efetivo, estando o restante de quarentena.

O aumento do número de infetados na Polícia de Segurança Pública “vai levar ao encerramento de esquadras e de serviços. Em pouco tempo é fácil ter dois ou três mil policias de quarentena”, sublinhou.

Ao não serem considerados um grupo prioritário para os testes, “é impossível dar uma resposta às necessidades de segurança”, numa altura em que o estado de emergência se vai prolongar.

O presidente da ASPP explicou que os polícias ao terem acesso aos testes de forma rápida isso significa “a diferença entre estar dois ou três dias ausente ou 15 dias ausente do serviço para fazer um teste”.

“As entidades de saúde não estão a ter consciência do problema que se está a criar no seio da PSP. As entidades competentes não estão a olhar de forma consciente”, afirmou, sublinhando que se trata de “um problema que deve ser resolvido rapidamente” para garantir que os polícias não são “um fator de contágio”.

Paulo Rodrigues disse ainda que os polícias entendem que os médicos e enfermeiros sejam prioritários, mas os elementos das forças de segurança também estão na linha na frente do combate a esta pandemia ao fiscalizar as medidas previstas no estado de emergência.

Também o presidente da APG, César Nogueira, considerou “inadmissível” que os militares da GNR “não sejam prioritários” para realizar os testes à covid-19, uma vez que “são parte fundamental” na proteção e combate à pandemia e fazem parte do grupo de risco.

“É inconcebível. Estão na linha da frente e devem ser prioritários nos testes”, disse à Lusa César Nogueira, sublinhando que basta um militar estar infetado para que toda a equipa fique de quarentena, o que pode pôr em causa o serviço.

O presidente da APG defendeu a existência de uma despistagem constante aos elementos das forças de segurança para que se consiga ter os níveis de eficácia.

“Se não corremos o risco de ficar sem efetivos”, disse, sustentando que os militares deviam realizar testes a cada 15 dias, como foi defendido pelo bastonário da Ordem dos Médicos.

Na conferência de imprensa realizada hoje, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, foi questionado pela Lusa sobre a realização de testes para os elementos das forças de segurança, tendo respondido que há regras básicas independentemente da profissão.

“Seja qual for o cidadão que tenha uma situação de sintomas, será testado de acordo com a gravidade desses sintomas, em domicílio, em centro de saúde ou em hospital e serão todos isolados, obviamente. Uma pessoa com sintomas tem de ficar isolada, mesmo antes de sabermos o resultado do teste. Essa é a regra básica, independentemente da profissão. Depois, os testes são de acordo com a sua condição clínica também, independentemente da profissão”, disse Graça Freitas, frisando que “a regra número um é que quem tem sintomas fica aqui isolado”.

Continuar a ler

País

Presidente da República propõe ao parlamento renovação do estado de emergência

Covid-19

em

Foto: Divulgação

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, propôs hoje ao parlamento a renovação do estado de emergência em Portugal por novo período de 15 de quinze dias para permitir medidas de contenção da covid-19.

O chefe de Estado anunciou o envio desta proposta para o parlamento numa nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, após ter recebido parecer favorável do Governo, que se reuniu em Conselho de Ministros extraordinário para esse efeito.

“Depois de ouvido o Governo, que se pronunciou em sentido favorável, o Presidente da República enviou à Assembleia da República, para autorização desta, o projeto de diploma decretando a renovação do estado de emergência por 15 dias”, lê-se na nota, que inclui em anexo a carta e o projeto de decreto enviados ao parlamento e o projeto de decreto.

O estado de emergência vigora em Portugal desde as 00:00 horas de 19 de março até às 23:59 desta quinta-feira e, de acordo com a Constituição, não pode ter duração superior a 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações com o mesmo limite temporal.

Para o decretar, o Presidente da República tem de ouvir o Governo e ter autorização da Assembleia da República, que se reunirá na quinta-feira para debater e votar a prorrogação do estado de emergência, através de uma resolução.

Continuar a ler

País

Há 50 militares infetados, dois deles hospitalizados

Covid-19

em

Foto: portugaldigital.com.br

As Forças Armadas portuguesas têm 50 casos confirmados de militares infetados com covid-19, dois deles hospitalizados, informou hoje o Ministério da Defesa Nacional.

O número de militares atualmente infetados (50) mais do que triplicou relativamente aos dados de 25 de março, quando eram 14.

Um militar da Marinha já figurava na lista dos curados.

Dos 50 ainda doentes, todos com “bom prognóstico”, dois militares encontram-se hospitalizados e os restantes 48 “encontram-se em isolamento social”, de acordo com informações prestadas à Lusa pelo Ministério da Defesa.

Do grupo de 48 em isolamento, 26 são do Exército, 20 da Força Aérea e dois da Marinha, acrescenta ainda o ministério.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Continuar a ler

Populares