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Cátia Tuna vence prémio UMinho para jovens investigadores de História

História

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Foto: YouTube

O Conselho Cultural da Universidade do Minho (UMinho) distinguiu Cátia Tuna com o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2020, destinado a jovens investigadores daquela área, anunciou hoje a academia.

Em comunicado, a UMinho refere que a vencedora concorreu com a obra “Não sei se canto se rezo: ambivalências culturais e religiosas do fado (1926-1945)”, que também recebeu há dias o Prémio Fundação Mário Soares.

No valor de 3.500 euros, o prémio nasceu em 1991 com base numa doação do historiador e humanista Victor de Sá e foi reconhecido como sendo de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura.

Citada no comunicado, Cátia Tuna sublinhou o “peso historiográfico, rigor científico e décadas de tradição” do prémio, mas confessou que não tinha muita esperança de o conquistar.

“A minha esperança em vencer era limitada, porque o objeto do meu trabalho era algo periférico aos considerados grandes temas da História, como política ou tensões sociais. Por outro lado, tenho formação inicial em Teologia e não em História”, referiu Cátia Tuna.

A autora concorreu com a sua tese doutoral e concluiu que, nas duas décadas iniciais do salazarismo, “o fado passou de uma clandestinidade e subversão social para um patamar de moralização, integrando-se de algum modo na lógica do regime”.

Segundo Cátia Tuna, a religião emergiu nesse trajeto.

“Nas letras das músicas, alude-se à cruz, ao ‘ai meu Deus’, à ‘santa da minha mãe’ (figura redentora). Diz-se também que o fado é uma oração e usa-se metáforas da guitarra e da voz fadista”, elencou.

Já as letras anticlericais foram diminuindo com o reforço da censura.

Cátia Tuna analisou ainda os gestos no fado, como olhos fechados e olhos revirados (remetendo para o êxtase ou sobrenatural), o impacto retórico para o público do choro e da dor, bem como a centralidade ideológica do destino e da saudade, entre outros aspetos.

A vencedora é doutorada em História e Cultura das Religiões pela Universidade de Lisboa, professora da Universidade Católica Portuguesa e investigadora do Centro de Estudos de História Religiosa.

Foram ainda atribuídas menções honrosas a Bruno Madeira, pela obra “Homens entre ruínas? Ideias, narrativas, mundividências e representações das Direitas radicais portuguesas (1974-1985)”, e a Júlia Korobtchenko, pela obra “O Ministério dos Negócios Estrangeiros. A reforma administrativa e o corpo social (1834-1910)”.

O júri da 29.ª edição do Prémio Victor de Sá foi presidido por Viriato Capela, professor catedrático da UMinho, tendo como vogais os professores Maria Fernanda Rollo, da Universidade Nova de Lisboa, e Luís Alberto Alves, da Universidade do Porto.

Em edições anteriores, foram laureados com o prémio investigadores como Fernanda Rollo, Miguel Cardina e Cláudia Ninhos.

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Barcelos

Bloco de Esquerda condena cartazes xenófobos em Barcelos

Política

Foto: Dr / Arquivo

A concelhia do Bloco de Esquerda em Barcelos veio a público condenar o teor da notícia avançada ontem em exclusivo por O MINHO, que dava conta de duas folhas com imagens de cariz xenófobo afixadas numa janela de um restaurante daquela cidade.

Em comunicado, a concelhia refere que “numa sociedade moderna, democrática, plural e civilizada é inconcebível que alguém ou alguma entidade comercial recorra a estas práticas para selecionar os seus clientes”.

“A legislação é explícita – ninguém pode ser alvo de discriminação racial, étnica ou por filiação partidária. A gerência deste restaurante praticou um crime e deve ser devidamente punida pela justiça”, afirma a concelhia.

“Estas imagens não representam mais do que discurso de ódio e xenofobia que não deve ter lugar na nossa sociedade e no nosso concelho”, finaliza a nota enviada ao nosso jornal.

Recorde-se que numa das janelas do salão do restaurante em causa foram encontradas afixadas pelo interior duas folhas a indicar a proibição de entrada, uma com a bandeira chinesa, outra com o símbolo do Partido Comunista.

Mariana Zhu, filha de chineses e residente em Barcelos, expôs a situação através do Twitter, levando à indignação geral.

Entretanto, e segundo disse a gerente do restaurante a O MINHO, as folhas já lá não estavam ontem, embora tenha referido também que desconhecia a situação. O proprietário não quis falar ao jornal.

As redes sociais do restaurante e do proprietário foram entretanto suspensas.

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Guimarães

ASAE fiscalizou incumprimento do confinamento em operação que passou por Guimarães

Confinamento

Foto: DR / Arquivo

A ASAE instaurou hoje um processo-crime por especulação de preços e 19 contraordenações por incumprimento das medidas adotadas para conter a pandemia de covid-19, além de ordenar o encerramento de quatro estabelecimentos de restauração e bebidas.

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), diz que “foram fiscalizados 198 operadores económicos, tendo sido instaurado um processo-crime por especulação de preços e 19 processos de contraordenação dos quais se destaca a falta de cumprimento das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico nos locais abertos ao público e a falta de cumprimento das regras relativas a restrição, suspensão ou encerramento de atividades”.

Foi ainda determinada a suspensão da atividade em quatro operadores económicos da restauração e bebidas “pela existência de clientes no seu interior”, indica a ASAE.

A autoridade lembra que, com o estado de emergência, “esta atividade apenas poderá ser exercida para efeitos de confeção destinada ao consumo fora do estabelecimento, seja através de entrega ao domicílio, diretamente ou através de intermediário, ou para disponibilização de refeições ou produtos embalados à porta do estabelecimento ou ao postigo (‘take away’)”.

As ações de fiscalização contaram com cerca de 30 inspetores e decorreram nos concelhos de Guimarães, Lisboa, Porto, Matosinhos, Lamego, Coimbra, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Faro e Évora.

A operação foi direcionada a operadores económicos cuja atividade se encontra sujeita a novas regras de funcionamento, “tendo como principal objetivo a verificação do cumprimento integral das regras de lotação, ocupação, permanência e distanciamento físico em espaços públicos e estabelecimentos comerciais, bem como o cumprimento da determinação de suspensão de determinados tipos de instalações, estabelecimentos e atividades”, lê-se no comunicado.

A ASAE afirma que continuará a desenvolver “ações de fiscalização no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, para garantia do cumprimento das regras de saúde pública determinadas pela presente situação pandémica”.

O decreto do Governo que regulamenta o novo confinamento geral devido à pandemia de covid-19 entrou em vigor às 00:00 de sexta-feira e decorre até 30 de janeiro.

Entre as restrições, o diploma prevê o encerramento do comércio e restauração, com exceção dos estabelecimentos de bens e serviços essenciais.

Os restaurantes e similares podem funcionar apenas em regime de ‘take away’ ou entregas ao domicílio.

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Guimarães

Sábado com trânsito condicionado no acesso à A11 em Guimarães

Obras públicas

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Este sábado o trânsito esteve condicionado na rotunda de Silvares, no acesso a autoestrada A 11, no âmbito dos trabalhos de desnivelamento que decorreram no local.

Todas as entradas estavam encerradas pelas autoridades responsáveis pelo trânsito, com os automobilistas a circularem de forma bastante condicionada.

A autarquia tinha publicado um aviso, conforme noticiou O MINHO, a dar conta que este condicionamento decorre “dos trabalhos de pavimentação associados à empreitada em curso, da responsabilidade de execução da Infraestruturas de Portugal”.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Era aconselhada a utilização de percursos alternativos ao nó de Silvares e da saída da Autoestrada A11 (Guimarães Centro), usando como alternativa o Nó Guimarães Sul.

“Em todos os trabalhos será acautelada a presença das autoridades responsáveis pela gestão da circulação rodoviária”, referiu a autarquia.

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