Candidata da CDU defende rede pública de creches em Fafe

Carmo Cunha
Candidata da cdu defende rede pública de creches em fafe
Foto: DR

A oficial de justiça Carmo Cunha é a candidata da CDU (PCP/PEV) à Câmara de Fafe, no distrito de Braga, focando a sua candidatura em temas como a educação, desporto, reforço das freguesias, mobilidade e habitação.

“Defendemos uma rede pública de creches e sabemos também que em Fafe as creches são um problema, há pessoas que, às vezes, ainda estão no início da gravidez e já têm de arranjar creches para as crianças, porque não há, na rede privada, uma cobertura que consiga abranger todas as pessoas que necessitam”, disse a candidata à agência Lusa.

Ao mesmo tempo, sugeriu que a Câmara de Fafe deve “voltar a ter a gestão pública das cantinas”, pois “há queixas sobre a qualidade das refeições e a precariedade dos trabalhadores das cantinas”.

“As equipas multidisciplinares nas escolas, que são claramente insuficientes, nomeadamente no domínio dos psicólogos, dos terapeutas, assistentes sociais, entre outros”, assinalou também como outra das preocupações.

Na componente do desporto, Carmo Cunha apontou à construção de “dois pavilhões para a prática desportiva fora do centro da cidade, da sede de concelho” e à requalificação da piscina e construção de uma nova, “porque claramente esta não tem condições, tem havido muitos problemas”.

“Tem estado há mais de 20 anos nos diversos orçamentos da Câmara. Há sempre a promessa, na altura pré-eleitoral, e depois nada se concretiza”, acusou.

A candidata defendeu ainda um reforço das verbas para as freguesias, pois “a câmara municipal, no último mandato, começou com 42 milhões de euros de orçamento e neste momento vai em mais de 85 milhões”, e mesmo que essa mais que duplicação tenha origem nas verbas de descentralização de competências, Carmo Cunha alertou que nem tudo virá daí e as freguesias “continuam a ter orçamentos ou verbas de há 10 ou 15 anos”, pelo que “há claramente uma falta de financiamento”.

Outra das propostas é “a construção de um novo e verdadeiro mercado municipal”.

No capítulo da mobilidade, admitiu que “não será fácil, pelo menos nos tempos próximos, a vinda do comboio” para Fafe, depois do encerramento da linha em 1986.

“Na falta de melhor, venha o BRT [metrobus], mas também estamos a ver que se tem falado muito e feito pouco”, apontou, alertando ainda para o isolamento de algumas freguesias em termos de transportes públicos e criticando o investimento de “vários milhões, seis ou sete, para construir parques de estacionamento, fomentando o uso do automóvel, dinheiro esse que podia ser utilizado para reforçar ou investir na mobilidade suave, na questão das vias cicláveis”.

Quanto à habitação, referiu que em Fafe “as rendas estão extremamente caras, a oferta para arrendar é pouca”, e mesmo considerando o uso de verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “uma coisa importante”, o mercado “é inacessível para o bolso das pessoas” num concelho com “média salarial mais baixa do que a maior parte dos concelhos” à volta.

O executivo de Fafe é composto por cinco vereadores do PS e dois do PSD.

Candidatam-se à liderança da autarquia o atual presidente Antero Barbosa (PS), que procura um segundo mandato, Rui Novais Silva (PSD/Fafe Sempre), Daniela Oliveira (Chega), Carmo Cunha (CDU) e Sérgio Castro (IL).

As eleições autárquicas realizam-se em 12 de outubro.

 
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