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Braga: Defesa pede julgamento à porta fechada no caso do homicídio no Fujacal

Para evitar ‘confusões’

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"Max" à saída da PJ de Braga. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Tribunal de Braga agendou para finais de setembro o julgamento de dois homens acusados do homicídio a tiro, em 2021, na zona do bairro do Fujacal, em Braga, de Carlos Galiano, de 25 anos.

Luís Miguel Teixeira, conhecido pela alcunha de Max, o autor dos disparos que atingiram o antigo amigo, – com quem cresceu em Amares – e Diogo Miguel Azevedo, de 24 anos, que é tido como alegado cúmplice do Max no homicídio, ambos em prisão preventiva, vão ser julgados por homicídio qualificado.

O julgamento pode vir a decorrer à porta fechada, dado que um dos advogados de defesa pediu ao coletivo de juízes que decorresse “sem publicidade”, em requerimento a que o Tribunal ainda não respondeu.

Ao que o O MINHO sabe, o pedido visa garantir a tranquilidade dos dois arguidos e das testemunhas, tendo em conta que a eventual presença de familiares e amigos, quer da vítimas quer dos dois acusados, poderia gerar situações conflituosas em plena sala de audiências.

Conforme o O MINHO reportou, o “Max” nega ter agido por vingança – tese que consta da acusação – e diz que o co-arguido Diogo Miguel Azevedo, é o “autor moral” do crime.

Na contestação que enviou ao Tribunal, o “Max”, de 24 anos, autor dos dois tiros que vitimaram o Galiano, diz não ser verdade que a vítima o tenha denunciado aquando de um processo-crime julgado em Braga por tráfico de droga em Amares (onde ambos foram arguidos e condenados), desmentindo, assim, a tese do Ministério Público.

Diz que pegou na pistola para ir enfrentar o Galiano, no que foi instigado pelo Diogo que tinha acabado de brigar com a vítima, mas que nunca pensou ou premeditou matá-lo.

Na contestação enviada ao processo, o Max atribui a culpa ao Diogo, a quem chama de “autor moral” do crime. Diz que chorou ao pensar que o Galiano podia falecer e que até rezou para que tal não acontecesse.

Diogo nega ter instigado o Max

Já Diogo diz que não o instigou a matá-lo, após ter jantado num restaurante do Fujacal, onde estava o Galiano. Refere que, à saída, os dois discutiram, tendo-lhe o Galiano dado uma cabeçada e não um soco, como diz a acusação.

Conforme então, também noticiamos, o Diogo foi apanhado em junho pela polícia francesa e extraditado para Portugal, onde também está em prisão preventiva. No entanto, pediu já a passagem a prisão domiciliária, o que o Tribunal ainda não decidiu.

Na sua contestação, nega ter ameaçado a vítima, e diz que depois contou o sucedido ao Max, tendo sido este a pegar na pistola por ter decidido matá-lo devido a querelas anteriores, o que aconteceu num snack-bar para onde o Galiano tinha ido. Baleou-o com dois tiros e ele morreu três dias depois.

A acusação diz que o falecido Galiano e o Diogo estiveram a jantar juntos num restaurante da zona, ocasião em que este lhe disse que era um “bufo”.

A discussão prosseguiu no exterior, ocasião em que o Galiano deu um soco no Diogo, tendo este dito que ia a casa buscar uma pistola. A seguir, contou o sucedido ao Max, e ambos combinaram ir procurá-lo para o matarem.

Foram, às 02:00 de 05 de outubro, à sua procura no café que a vítima frequentava, tendo-o avistado e ido a correr ao seu encontro, e parando a dois metros de distância, altura em que o Max lhe desfechou dois tiros. Após o que fugiram.

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