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Alto Minho

Autarcas pedem “coerência” ao Governo na rejeição à exploração mineira na Serra d’Arga

Exploração de lítio

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Foto: CM Caminha

Os autarcas de Caminha, Ponte de Lima e Viana do Castelo pediram hoje ao Governo para manter a “coerência” e “estar ao lado” dos municípios na valorização da Serra d’Arga e contra a exploração mineira naquela área protegida.


“O Governo e o Turismo de Portugal, hoje, reconheceram, mais uma vez, a valia da natureza que está subjacente à Serra d’Arga. Estão a apoiar-nos na valorização dos garranos, nos percursos de valorização natural”, afirmou à Lusa o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, referindo-se à assinatura, hoje, do contrato do projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima, no âmbito do Programa Valorizar, num investimento global de mais de 268 mil euros.

O autarca socialista, que falava na sede da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte, em Viana do Castelo, à margem daquela sessão, presidida pela secretária de Estado do Turismo, disse que o “trajeto” que os três municípios “têm feito nos últimos anos e querem continuar, é diferente de outros projetos que existem para a Serra d’Arga”, referindo-se à pretensão de exploração mineira naquela serra.

Segundo a proposta de Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

Devem ser abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

“O Governo, até agora, tem estado ao nosso lado. Os municípios apenas pedem coerência nesta estratégia de valorização do património natural, geológico, paisagístico e cultural da Serra d’Arga.”, sustentou.

Para Miguel Alves, o projeto turístico hoje apresentado, que pretende promover o cavalo de raça garrana, típica daquela zona, “é mais uma peça na estratégia” traçada pelos três municípios.

O socialista defendeu que “os interesses devem ser ponderados”, colocando “num dos pratos da balança a valia paisagística, natural, e o bem-estar da população e, no outro, “a valorização de uma exploração mineira”.

Também o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes (CDS), exigiu “respeito pelas populações, pelos autarcas, pelos valores ambientais, culturais e patrimoniais da Serra d’Arga”.

“Se esses valores forem respeitados, não tenho a menor dúvida que a exploração de lítio na Serra d’Arga não é compatível”, reforçou, garantindo que a estratégia de valorização que as autarquias definiram para a Serra d’Arga é “inequivocamente a correta”.

“Acho que irá imperar o bom-senso. Se queremos falar de economia, este é que é o caminho, o que estamos a trilhar, a favor da economia e das nossas populações. Não é o outro caminho”, acrescentou.

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, realçou a “unanimidade” dos autarcas e adiantou que “o Governo vai ter o bom-senso de continuar a apostar na Serra d’Arga como um território de paisagem protegida, de valores patrimoniais e culturais e onde as explorações não fazem sentido”, disse.

A serra d’Arga, abrange uma área de 10 mil hectares, nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Aqueles cinco municípios têm em curso o projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, liderado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que visa a classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal.

O projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima representa um investimento de 268 mil euros e é apoiado pelo Turismo de Portugal no âmbito do Programa Valorizar com uma verba de 95 mil euros.

O projeto, já em curso e com conclusão prevista para dezembro 2021, prevê a “criação de uma rede intermunicipal de percursos equestres sinalizados e interpretados entre a Serra de Arga e o vale do Lima, com ligação aos percursos já existentes ao longo da Ribeira Lima desde a área urbana de Viana do Castelo até Lanheses.

A iniciativa contempla ainda a “criação de uma rede certificada, sinalizada e divulgada de prestadores de serviços turísticos”.

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Viana do Castelo

Empresa de Viana do Castelo cria champô sólido amigo do ambiente

Shaeco

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Foto: Divulgação / Shaeco

A Shaeco, empresa de Viana do Castelo, criou o champô “One & Done”, um produto amigo do ambiente, vegan e cruelty free.

Cada barra de champô “One & Done”, com 115 gramas, equivale, segundo a empresa, praticamente a três champôs “normais” de 250 mililitros. “Isto porque, no fundo, quando compramos champô líquido estamos a adquirir, essencialmente, água com um agente de limpeza”, aponta a Shaeco.

“No desenvolvimento do nosso champô sólido, vegan e cruelty-free, que durou cerca de um ano, procurámos um produto de qualidade premium com um desempenho equivalente – ou melhor – que os champôs ‘tradicionais’, tanto em termos de espuma, como aroma e propriedades de limpeza’, enfatiza Vera Maia, uma das mentoras da marca.

A Shaeco tem conseguido incrementar as vendas a uma taxa mensal de 30% – número relevante num mercado reconhecidamente de nicho, e que tem a internacionalização na estratégia.

Cerca de 20% da produção da marca segue já para exportação e a tendência é de maior crescimento nessa variável, nos próximos meses.

Mas o futuro imediato será marcado por mais novidades, visto que a Shaeco tem em desenvolvimento um condicionador sólido, um sabonete de rosto e de corpo. Igualmente dentro do conceito eco-friendly.

Transporte mais amigo do ambiente

Na sua estratégia de internacionalização, a Shaeco aderiu a uma solução de expedição ambientalmente mais responsável, com o objetivo de reduzir a sua pegada de carbono, também na cadeia logística e de transporte.

“Há preocupações – graúdas – que ganham outra dimensão quando as traduzimos por miúdos. E é por isso que, de há seis meses a esta parte, depois da sua estreia no mercado de cosmética português, a Shaeco se habituou a sublinhar que um camião de transporte cheio com o seu champô sólido One & Done é equivalente a cerca de 10 a 15 camiões carregados com embalagens de champô líquido”, realça a empresa de Viana do Castelo.

A Shaeco aderiu à solução DHL GoGreen, que minimiza e/ou evita emissões de gases poluentes relacionadas com logística, desperdício e outros impactos ambientais em toda a cadeia de fornecimento.

Assim, “as rotas terrestres deste champô ecológico deixam pegadas verdes até chegar às casas dos seus clientes”, nos mercados externos onde a marca já atua e, também, naqueles que vão cruzar a sua estratégia de internacionalização (França, EUA, Espanha, Reino Unido, Suécia, Alemanha e Emirados Árabes Unidos, entre outros).

A Shaeco é uma insígnia livre de plásticos, e que usa embalagens minimalistas 100% recicladas e recicláveis (com tintas de base vegetal) e ingredientes naturais na produção (como o óleo de argão e o extrato de coco), pretendendo, assim, poupar mais agressões ao planeta. Pelo simples facto de o champô sólido conter, em média, menos 70% de água na sua produção.

Como é compacto, permite também reduzir o impacto do transporte. Daí um consumo diminuído no combustível, na borracha dos pneus, no alcatrão da estrada e, sobretudo, na neutralização de emissão de gases poluentes (como o dióxido de carbono) que provocam o efeito estufa na atmosfera, nota a empresa.

Foi, aliás, essa a razão pela qual a multinacional da logística DHL (que opera em mais de 220 países e emite cerca de 30 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano) lançou o programa GoGreen – um compromisso pela sustentabilidade ambiental, que tem no horizonte a meta de zero emissões em 2050.

“A Shaeco nasceu com um grande compromisso pela sustentabilidade. E fez todo o sentido estendermos esse trilho à nossa cadeia logística mais longa, a da exportação. Daí termos aderido a uma solução de expedição mais ecológica”, explica Vera Maia.

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Viana do Castelo

Ex-candidato à liderança, Carlos Meira, abandona CDS sem conseguir “limpar” o partido

Antigo líder da concelhia de Viana do Castelo

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Foto: DR

O ex-candidato à liderança da comissão política nacional do CDS, Carlos Meira, de Viana do Castelo, anunciou esta terça-feira a desfiliação do partido, assumindo que irá afastar-se da política partidária.

Ao fim de quase 20 anos com ligação ao partido, o ex-presidente do CDS de Viana e antigo candidato à Câmara tinha proposto “limpar” o partido com “baldes de lixívia” durante o debate ocorrido a 09 de janeiro deste ano na sede nacional do partido de centro-direita.

Eleições no CDS: Carlos Meira quer “baldes de lixívia” para “limpar” o partido

Carlos Meira realça a bagagem de “enorme e profunda aprendizagem” que acarreta consigo após duas décadas de atividade partidária, mas lamenta ter sido no CDS que conheceu “o pior da sociedade” e da “natureza humana”.

“Numa época em que qualquer um escreve livros, eu não vou escrever um livro, mas quem sabe se um dia não abrirei o livro”, escreveu na sua conta pessoal de Facebook.

Crítico da liderança de Assunção Cristas, Carlos Meira usou dois minutos e meio, nesse debate, para dizer que lhe apeteceu comprar “baldes lixívia” para limpar a sede do partido e desafiou João Almeida, na altura integrante da comissão executiva em funções, a dizer o que pensa de existirem funcionários do partido alegadamente sem receber salários.

E prometeu, num discurso exaltado, que só saía dali depois de ouvir a resposta de João Almeida, o que motivou protestos entre alguns militantes presentes.

Em março de 2018, durante o Congresso Nacional, lançou duras críticas a Assunção Cristas e falou de Viana do Castelo. “Há uma coisa que os nossos deputados e dirigentes nacionais têm de perceber. O partido não é deles, é nosso, das bases, e as pessoas hoje têm medo de dizer o que se passa nas concelhias e distritais”.

Carlos Meira criticava o facto de Assunção Cristas não ter visitado mais vezes Viana do Castelo ou o Alto Minho, puxando dos galões do avô, o famalicense Joaquim Nunes de Oliveira, que foi deputado a União Nacional. Na altura pediu “mais respeito” pelo distrito de Viana e assegurou que iria “lutar sempre” pelo distrito.

Mas, cerca de nove meses depois de ter sido derrotado nas urnas por Francisco Rodrigues dos Santos, o vianense achou por bem desfiliar-se dos centristas, prometendo, no entanto, continua a lutar pelo concelho e pelo distrito, através da participação cívica.

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Alto Minho

Fotografia mostra aglomerado de alunos sem distanciamento em Ponte de Lima

Uma fotografia partilhada nas redes sociais está a causar indignação por entre a comunidade de Ponte de Lima, Perto de uma centena de alunos aglomerados na Avenida António Feijó, local onde os estudantes da vila costumam apanhar o autocarro. Foto: Redes sociais

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Foto: Redes Sociais

Uma fotografia partilhada nas redes sociais está a causar indignação por entre a comunidade de Ponte de Lima, Perto de uma centena de alunos aglomerados na Avenida António Feijó, local onde os estudantes da vila costumam apanhar o autocarro. Foto: Redes sociais

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