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Braga

Ativistas de Braga juntam-se em matadouros para transmitir “amor e compaixão” a porcos e vacas

Libertação animal e fim do especismo

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Foto: Divulgação / Braga Animal Save

Um grupo de ativistas de Braga, com o propósito da libertação animal e do fim do especismo, irá juntar-se, quinzenalmente, aos domingos de manhã, para acompanhar a chegada de porcos e vacas a um matadouro, em vigílias pacíficas, foi hoje anunciado.


“Vamos testemunhar a última viagem de vacas e porcos, a caminho do matadouro. Queremos transmitir a estes animais todo o amor e compaixão que eles merecem, no último dia das suas vidas”, explica o Braga Animal Save em comunicado enviado a O MINHO.

E continua: “Com recurso a cartazes, é pedido aos condutores dos camiões de transporte de animais que parem, de forma voluntária, por uns breves minutos e permitam que os voluntários se aproximem dos camiões para poderem ver os animais”.

Foto: Divulgação / Braga Animal Save

Ao registar estes momentos, afirmam, todas estas “vítimas” são tornadas visíveis ao mundo enquanto indivíduos com identidade e personalidade própria, provando que são muito mais do que o número que lhes foi atribuído.

“São seres que sentem medo, dor, fome e estão assustados”.

O Braga Animal Save, pertencente ao movimento internacional The Save Movement que conta com mais de 660 grupos em todo o mundo. Desde a sua criação, em dezembro de 2017, tem vindo a organizar vigílias em matadouros, e outros eventos, como o Braga Vegan Market, o Festival Vegan, o Dia Mundial contra o Especismo e o Dia Mundial do Veganismo e ações de sensibilização pelo bem estar e direitos dos animais.

“As pessoas tendem a relacionar-se com a emoção das outras pessoas, sentem empatia. Ao mostrarmos empatia por aqueles animais prestes a serem abatidos, acreditamos que o mundo poderá sentir a nossa empatia e, assim, pensar duas vezes sobre as escolhas feitas no dia a dia”, salienta o grupo.

Foto: Divulgação / Braga Animal Save

As vigílias realizam-se em matadouros do distrito de Braga e são abertas a todas as pessoas que respeitem os valores do movimento: “respeito, tolerância e compaixão por todos e todas as opiniões e contribuam para um ambiente acolhedor, pacífico e seguro para todos aqueles que participam”.

Para participar nesta iniciativa basta aceder ao grupo de voluntários na página de Facebook do Braga Animal Save – que conta com 3.500 seguidores – onde são dadas todas as indicações para as vigílias.

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Braga

Ricardo Rio defende que as restrições deveriam ser para todo o país

Covid-19

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Foto: CM Braga / Facebook

O presidente da Câmara de Braga afirmou hoje que as novas medidas anunciadas pelo Governo para combater a pandemia de covid-19 são “as necessárias perante as atuais circunstâncias”, mas defendeu que deveriam ser estendidas a todo o país.

Em declarações à Lusa, Ricardo Rio, eleito pela coligação PSD/CDS/PPM, sublinhou que as medidas anunciadas para 121 concelhos restringem matérias e atividades “mais supérfluas”, sem pôr em causa a “normalidade possível” a nível profissional, académico e económico.

“São as medidas necessárias para as atuais circunstâncias, mas considero que, até por uma questão de clareza, seria benéfica a sua aplicação homogénea em todo o país”, referiu.

O Governo anunciou hoje que 121 municípios vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador, devido à covid-19.

Segundo o primeiro-ministro, António Costa, que falava após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, em Lisboa, os restaurantes nestes 121 concelhos do continente – uma lista que será revista a cada 15 dias – não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22:30.

Os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22:00.

Também nestes territórios – que representam 70% da população residente -, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

“Se nada tivermos a fazer de imperioso, devemos ficar em casa. Claro que podemos sair para ir trabalhar, para ir à escola, para fazer as compras, para fazer algum exercício físico nas proximidades, passear animais de companhia, dar assistência a alguma pessoa que precise, mas a regra não podemos esquecer: devemos ficar em casa”, afirmou António Costa.

Dos 14 concelhos do distrito de Braga, apenas ficam de fora Terras de Bouro e Vieira do Minho.

“Parece-me que, tendo em conta que os concelhos abrangidos significam 70% da população residente, o ganho da diferenciação não será grande. Até porque me parece que à medida que o tempo for passando serão mais os concelhos a entrar para a lista do que aqueles que irão sair”, disse ainda o autarca de Braga.

Para definir a lista dos 121 municípios, foram incluídos os concelhos com mais de 240 casos de infeção com o vírus da covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

António Costa sublinhou que este critério é o que é seguido pelo Centro Europeu de Controlo das Doenças.

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Braga

M1lhão saiu no distrito de Braga

Jogos Santa Casa

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Foto: DR

O código vencedor do concurso 44/2020 do M1lhão, sorteado hoje, é o CVR 20 301, informou o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O prémio, no valor de um milhão de euros, saiu a uma aposta registada no distrito do Braga .

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Braga

“Eu f***-vos, eu esfaqueio-vos”. Assalta de navalha aberta dois jovens em Braga

Crime

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Foto: Ilustrativa (Arquivo)

“Fala agora… agora eu fodo-vos, eu esfaqueio-vos”. Foi assim que, na madrugada de 18 de agosto de 2020, um homem de 32 anos se dirigiu na Rua do Taxa, junto da antiga Taberna Inglesa, com uma navalha aberta, a dois jovens que regressavam a pé dos bares da zona da UMinho e que assaltou, de seguida.

O Ministério Público do Tribunal de Braga acusou-o, agora, de dois crimes de roubo qualificado. E está em prisão preventiva, por ter antecedentes criminais.

A acusação diz que – e conforme O MINHO já havia noticiado – os dois jovens vinham pela Rua Nova de Santa Cruz, às 03:30 da madrugada, em direção à Rua D. Pedro V.

Quando passavam junto ao restaurante Alice, surgiu o agressor na varanda de um dos prédios, a reclamar com eles por estarem a “fazer barulho”.

Após uma breve troca de bocas, os dois seguiram para a Rua do Taxa. Aí, foram surpreendidos pela retaguarda pelo agressor, que apontou a navalha, aberta, ao pescoço de um, ao mesmo tempo que lhe disse: “canta agora aí de baixo, voltas a dizer essas merdas, para a próxima falas baixinho. Agora não vais estar a falar, passa para cá tudo o que tens nos bolsos”.

Temendo que o arguido o fosse esfaquear, atentando contra a sua vida, o jovem entregou-lhe um telemóvel, avaliado em 120 euros e um pacote de tabaco de enrolar, que valia sete. O agressor exigiu-lhe, também, a carteira que tinha dois cartões bancários, ficando com eles e deitando o resto para o chão.

De seguida voltou-se para o outro jovem e disse: “anda cá se não vou fodê-lo. Carteira e telemóvel, dá-me tudo o que tens nos bolsos, passa para cá”.

A vítima deu-lhe então o seu telemóvel, avaliado em 120 euros e uma carteira que o agressor atirou para o chão por nada ter de valioso.

Assim, e na posse dos objetos, pôs-se em fuga rumo à Rua D. Pedro V. Nesse momento, uma das vítimas correu para o Posto Territorial da GNR que fica naquela artéria e pediu auxílio aos militares.

Pelas 04:20, a GNR intercetou o ladrão junto à Pastelaria Flor da Venezuela, na Rua D. Pedro V, e apreendeu-lhe os objetos roubados e a navalha, com uma lâmina de 7,5 centímetros.

O arguido, concluiu a acusação, tinha já sido condenado, em 2013, a quatro anos e 2 meses de prisão for roubo qualificado e condução sem carta.

Tem outra pena, suspensa, pelo crime de tráfico de estupefacientes, de que é consumidor, e não tem vínculo laboral.

“Na personalidade do arguido enraízou-se um hábito de praticar este tipo de crimes e a anterior condenação em prisão efetiva não serviu de suficiente advertência”, sublinha o magistrado.

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