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Associação ‘Gatos de Ninguém’ pede ajuda “urgente” para criar abrigo para gatos em Viana

Imóvel ocupado pela associação “Gatos de Ninguém” está a venda e reúne poucas condições

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Foto: Facebook

A associação Gatos de Ninguém, de Viana do Castelo, lançou uma campanha de angariação de fundos para comprar contentores que permitam criar um abrigo para os animais, na sequência de o imóvel que atualmente ocupa ter sido colocado à venda.

Em declarações à agência Lusa, Feliciano Silva explicou hoje que “a casa emprestada que a associação ocupa há dois anos, situada no centro da cidade, está à venda, que, a concretizar-se, deixará os animais sem um teto”.

O responsável adiantou que a campanha de financiamento colaborativo (‘crowdfunding’), que decorre até ao dia 09 de julho, visa angariar “17 mil euros para a aquisição de contentores prefabricados que permitam, sem grandes construções, criar um abrigo para os 62 gatos da associação”.

Feliciano Silva explicou “que a campanha conta até hoje com 420 euros de donativos”.

De acordo com as estimativas da associação, são necessários “15 mil euros para a aquisição dos contentores, cerca de mil para a montagem e outros mil para a instalação da rede elétrica”.

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Os contentores serão instalados num terreno cedido por um elemento da associação, em regime de comodato, situado na freguesia de Santa Marta de Portuzelo.

Em outubro de 2018, naquele terreno, a associação inaugurou a primeira fase do gatil, num investimento de cerca de 13 mil euros.

“O objetivo deste gatil é continuar o trabalho com animais de rua sem acesso a cuidados de saúde básicos, alimentação suficiente, abrigo ou conforto, vítimas de fome, doenças e maus-tratos, condenados a existências curtas e sem qualidade de vida”, lê-se na campanha de ‘crowdfunding’.

O projeto de criação da associação Gatos de Ninguém nasceu em 2013. Em novembro de 2014 foi legalmente constituída. Tem 45 sócios (amigos) pagantes.

É uma associação sem fins lucrativos que “através de um grupo de voluntários dá resposta aos animais em risco, particularmente às colónias de gatos errantes, com o propósito maior de reduzir o número através da esterilização (Programa CED) e de promover a saúde pela prestação de cuidados veterinários”.

A par desta associação, também a Associação Vila Animal recolhe, trata e encaminha para adoção cães e gatos no concelho, sendo que as duas contam anualmente com um apoio financeiro da autarquia.

Viana do Castelo é um dos municípios servidos pelo canil intermunicipal do Alto Minho, construído pela Comunidade Intermunicipal (CIM) e instalado em Ponte lima.

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Braga

Jovem de Braga com doença congénita precisa de uma cadeira elétrica

Onda de solidariedade está a crescer para conseguir 13 mil euros para ajudar Bárbara Guerreiro, de 17 anos

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Síndrome artrogripótico congénito. Não tem cura. É este o nome da doença de Bárbara Guerreiro, uma jovem de 17 anos, aluna na Escola Básica de Lamaçães. Uma onda de solidariedade nasceu junto dos colegas com a ajuda do professor Paulo Lopes. Precisam de 13 mil euros para comprar uma cadeira de rodas elétrica para a Bárbara.

Não tem mobilidade dos membros inferiores e superiores. Ainda assim é uma ‘guerreira’ porque consegue comer sozinha, escrever com a boca, teclar no computador e no telemóvel e escovar os dentes com as mãos pousadas no lavatório.

“Sempre tive muita força de vontade e nunca me deixei levar pela doença”, refere Bárbara à reportagem de O MINHO.

De resto, Bárbara precisa de ajuda para se vestir, fazer a higiene pessoal e outras actividades ‘banais’ do dia-a-dia. Até aos 10 anos tinha uma cadeira de rodas elétrica que comandava com o queixo. Cresceu e a cadeira deixou de servir. A qualidade de vida diminuiu drasticamente.

Hoje, anda numa cadeira de rodas normal. Precisa sempre de ajuda para se deslocar. A velha cadeira está obsoleta.

“No início, aqui na escola não foi fácil mas agora sinto-me integrada e acarinhada por todos”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“A cadeira são as minhas pernas. A nova cadeira muda completamente a minha qualidade de vida”. Por isso, a esperança é uma palavra que está sempre na boca de Bárbara.

A nova cadeira é de manobragem fácil, tem Bluetooth e a condução com o queixo é mais facilitada.

Projeto de solidariedade

Foi dentro da sua turma do 9.º ano, que o professor de Educação Moral Religiosa Católica, Paulo Lopes, lançou o desafio: “desenvolver um projeto de solidariedade para conseguir comprar uma cadeira de rodas elétrica nova”.

A ideia ganhou asas e toda a escola se começou a envolver. E segundo o professor, “um dos apoios mais importantes tem sido da Associação de Pais que, de uma forma extraordinária, tem desenvolvido actividades e contactado empresas para conseguirmos o nosso objectivo”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Para o efeito foi criada uma conta solidária e até recibos para quem o desejar. Há, inclusive, um filme disponível nas redes sociais.

Onda solidária

No próximo domingo, 31 de março, está programada uma caminhada solidária. “Todos os Gverreiros com Bárbara Guerreiro” vai percorrer cerca de sete quilómetros pelo centro da cidade, a começar e a acabar na Arcada.

“Tem um custo de cinco euros e dá direito a uma camisola, água e uma peça de fruta”, revela o professor. Os bilhetes podem ser adquiridos no dia da caminhada. Alan, ex-jogador do SC Braga já se associou à campanha e outros jogadores braguistas apelaram nas redes sociais à participação de todos, “dentro de uma moldura que criamos para o efeito”.

Foto: Divulgação

Um dos sonhos de Paulo Lopes era ver “o filme da Bárbara passar no ecrã num dos intervalos do jogo do SC Braga”.

Também uma companhia de teatro brasileira que vai participar no festival de teatro de Palmeira com uma comédia, no próximo dia 06 de abril, irá oferecer a receita de bilheteira para esta causa.

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