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Desporto

Anulados os campeonatos jovens de hóquei em patins até aos sub-23

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Federação de Patinagem de Portugal decidiu hoje anular os campeonatos nacionais de hóquei em patins dos escalões jovens, dos sub-13 aos sub-23, face à crise da pandemia da covid-19.


O organismo justifica a decisão face à “evolução da situação em Portugal, ao prolongamento do estado de emergência até 02 de maio, às diretrizes de regresso à normalidade emanadas já pela Organização Mundial da Saúde e ao ‘roadmap’ para o levantamento das medidas de contenção emanadas pela Comissão Europeia e pelo Conselho Europeu”.

Os centros de treino seniores femininos e sub-17 e sub-19 masculinos também foram anulados.

Todas estas competições serão retomadas somente na época 2020/21, já o inter-regiões sub-17, previsto para a Páscoa, foi reagendado para 10 a 13 de junho.

Em 18 de maio será tomada uma decisão final sobre a retoma das competições seniores, sendo que, em 28 de abril, haverá nova análise à situação da pandemia covid-19.

A federação suspendeu todas as competições em 11 de março, um dia depois de ter limitado a 1.000 os espetadores nos jogos de hóquei em patins.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 657 pessoas das 19.022 registadas como infetadas.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Desporto

DGS recusa “catástrofe” no GP do Algarve, mas apela ao civismo

Fórmula 1

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Foto: Redes sociais

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recusou hoje que a organização do Grande Prémio (GP) de Fórmula 1 de Portugal, que decorreu no Algarve, tenha sido “catastrófica”, mas apelou à responsabilidade dos cidadãos para que respeitem as recomendações sanitárias.

“Houve coisas que correram bem e outras menos bem. E ambas foram visíveis”, começou por dizer a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, quando questionada sobre o eventual incumprimento das regras de distanciamento nas bancadas do autódromo do Algarve, que este fim de semana recebeu o GP de Portugal.

Na conferência de imprensa regular de atualização dos números da covid-19 em Portugal, Graça Freitas recordou que a DGS faz “recomendações” e, depois, confia “na fiscalização e na organização” dos eventos, sendo que, no caso do GP de Portugal, houve “alguma discrepância entre as recomendações e a capacidade de organizar todas as bancadas e fiscalizar”.

“Observei, de vários ângulos e diferentes formas, a distribuição do público nas bancadas e, na sua maioria, o público estava com a distância necessária e usava máscara. No entanto, são lições aprendidas para o futuro. Se calhar, nos próximos tempos, para controlar os imponderáveis, teremos de ter menos gente nos eventos”, afirmou.

De resto, considerou que existe uma “corresponsabilidade” de várias partes para o bom funcionamento dos eventos, a começar pelos próprios cidadãos.

“Nós é que temos de ter cuidado em manter a distância. Se um banco tem lá um autocolante a dizer ‘não se sente aqui’, era bom que não se sentassem ali. Há, aqui, uma corresponsabilidade. Nossa, enquanto cidadãos, alguma da organização [do evento] e também da DGS. De qualquer forma, não me parece que a situação tenha sido catastrófica. Não penso que dali vá surgir algum acontecimento muito dramático”, vincou.

Por outro lado, a diretora-geral da Saúde referiu que “desde o início desta epidemia, o Algarve tem sido uma região muito pouco afetada” e salientou que o autódromo de Portimão tem condições de segurança e de acesso “que impedem encontros grandes entre pessoas”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 43 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.343 pessoas dos 121.133 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Desporto

João Almeida e Ruben Guerreiro fazem balanço positivo do ‘Giro’

Volta a Itália

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Foto: Twitter

O ciclista João Almeida ainda não assimilou o seu feito na Volta a Itália, que terminou na quarta posição, mas coincidiu hoje com o ‘rei da montanha’ Ruben Guerreiro no balanço positivo que fazem da presença na ‘corsa rosa’.

“É um balanço mais do que positivo, estou muito satisfeito. Começámos com a camisola um dia, fomos vendo dia a dia até onde poderíamos chegar, e acho que 15 dias [como líder] foi surpreendente. Estou muito grato a toda a minha equipa por tudo o que fizeram por mim, sem eles não conseguiria o mesmo. E acho que é um momento sem palavras, e só quem viveu a corrida pode sentir o mesmo que eu senti”, descreveu João Almeida.

Numa conferência improvisada, em Lisboa, depois de ter sido recebido, tal como Ruben Guerreiro, com palmas por amigos, familiares e curiosos que circulavam no Aeroporto Humberto Delgado, o jovem ciclista da Deceuninck-QuickStep confessou ainda não ter perfeita noção do seu feito, o de melhor português de sempre nas 103 edições do Giro.

“Quarto lugar na geral, 15 dias de rosa… ainda não sei bem o que fiz”, declarou o corredor de 22 anos, que foi também o sub-23 mais bem classificado na prova, na qual bateu o recorde de maior dias como líder de um ciclista com menos de 23, superando, inclusive, o ‘Canibal’ Eddy Merckx.

A ‘maglia rosa’ só se separou do corpo do novo herói do desporto português no mítico Stelvio, onde Almeida descolou do grupo de favoritos logo no início da subida e pensou mesmo “adeus rosa”, antes de conseguir manter-se ‘à tona’, para perder o menor tempo possível.

“Sabia que seria complicado manter a camisola, era a etapa rainha. O Stelvio é uma das subidas mais duras do mundo. Gostei da subida, embora tenha perdido a camisola. A partir daí, foi tentar descobrir-me, manter o foco psicologicamente, que acho que é o mais difícil, e lutámos até ao final”, lembrou.

Além do quarto lugar final na geral do Giro, Portugal pôde também celebrar a conquista inédita de Ruben Guerreiro (Education First), o primeiro ciclista nacional a vencer uma das quatro principais classificações em grandes Voltas e a subir ao pódio final como ‘rei da montanha’.

“[Tenho] muito orgulho. O meu objetivo e o da equipa era lutar por uma etapa. Depois daquela etapa, a camisola foi um bónus, pelo que tinha de tentar mantê-la até ao fim. Foi uma luta muito difícil, mas com muito esforço e apoio dos meus companheiros lá conseguimos. Faço um balanço bastante positivo destas três semanas. Foi só a segunda grande Volta que fiz, estou satisfeito com as minhas sensações”, reconheceu o também vencedor da nona etapa da corrida italiana.

Ruben Guerreiro recordou a dura batalha que travou com o italiano Giovanni Visconti, que acabou por abandonar o Giro antes do arranque da 18.ª etapa por lesão, pela camisola da montanha.

“Na 15.ª etapa, perdi a camisola e tinha um rival, que era o Giovanni Visconti, que estava em muito boa forma e já tinha ganho a camisola da montanha antes na Volta a Itália [em 2015], e era muito inteligente. A minha corrida era diferente do João, passava por sair no primeiro grupo, e, a partir daí, das metas da montanha, desligava o botão, a pensar no outro dia a seguir”, detalhou.

O ciclista do Montijo, de 26 anos, confidenciou que, no primeiro dia de descanso, após ter vestido a ‘maglia azzurra’ na véspera, como bónus pelo triunfo na nona etapa, se reuniu com os responsáveis da Education First e ambos decidiram que deveriam concentrar-se na classificação da montanha, ao invés de lutarem por mais etapas.

“De facto, tive uma equipa brilhante e sempre me motivaram para a camisola da montanha, porque era uma camisola importante e para a equipa era importante estar no pódio final do Giro. As últimas seis etapas foram uma guerra autêntica para mim, em que tinha de ganhar ou tinha de ganhar”, declarou.

A 103.ª edição da Volta a Itália em bicicleta terminou no domingo, com a vitória do britânico Tao Geoghegan Hart (INEOS).

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Desporto

Francisco Neto espera Portugal “dominador” e com “melhores decisões”

Seleção Nacional de futebol feminino

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Selecionador Francisco Neto. Foto: Divulgação / FPF

O selecionador português de futebol feminino, Francisco Neto, disse hoje esperar um Portugal “dominador” e a “procurar tomar melhores decisões” no segundo jogo com o Chipre, da fase de apuramento para o Campeonato da Europa.

A equipa das ‘quinas’ venceu na sexta-feira a congénere cipriota, por 3-0, no terceiro jogo do grupo E de qualificação, disputado em Larnaca, recebendo na terça-feira a mesma formação, no Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.

“Espero, acima de tudo, um Portugal dominador, com bola, a procurar tomar melhores decisões do que, às vezes, não conseguimos fazer no primeiro jogo, e altamente motivado, à procura dos três pontos e de mais uma vitória”, expressou o treinador à Lusa, antes do treino realizado na Cidade do Futebol, em Oeiras.

O triunfo no Chipre podia ter sido mais dilatado, fruto da grande quantidade de oportunidades criadas pelas jogadoras portuguesas, mas Francisco Neto confia numa boa resposta das atletas ao trabalho efetuado nos treinos para melhorar a finalização.

“Pior ficaria se não criássemos tantas oportunidades. Acho que, agora, temos de dar um passo em frente. Com o volume ofensivo que temos tido, confiamos nas jogadoras, elas estão motivadas, têm feito esse trabalho e as respostas têm sido boas nos treinos. Acredito que vamos conseguir boas finalizações na terça-feira”, sublinhou.

Esta jornada fica também marcada pelo confronto entre Finlândia e Escócia, as duas primeiras classificadas do agrupamento, mas o selecionador apontou o foco apenas no que conseguem controlar, que são os próprios jogos.

“Nunca falámos da Escócia ou da Finlândia durante esta dupla jornada porque o nosso foco é totalmente no Chipre. Depois de fazermos o nosso trabalho, aí sim, vamos analisar o resto dos adversários, que serão a Escócia e a Albânia, em novembro. No espaço internacional, são muito poucos jogos e temos de nos focar no que realmente controlamos”, frisou.

Portugal ocupa a terceira posição no grupo E de qualificação, com sete pontos, atrás da Escócia, que tem nove, e da líder Finlândia, com 10, mas mais um encontro realizado. Albânia, com três, segue em quarto, enquanto o Chipre, em último, ainda não somou qualquer ponto.

Apuram-se para a fase final os vencedores de cada grupo, mais os três segundos classificados com melhores resultados face ao primeiro, terceiro, quarto e quinto no seu grupo.

Os restantes segundos vão disputar um ‘play-off’ em data a definir, para assegurar as últimas três vagas na fase final.

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