Seguir o O MINHO

Braga

Ano e meio depois, Braga aprova Plano Municipal para a Integração de Migrantes

114 nacionalidades registadas, com brasileiros na linha da frente

em

Foto: Ilustrativa / DR

O executivo municipal de Braga aprovou, hoje, o Plano Municipal para a Integração de Migrantes (PMIM) com algumas críticas dos dois partidos da oposição. O documento surge um ano e meio depois do anterior plano e para além de números, muitos deles já desatualizados, apresenta, também, um conjunto de iniciativas e ideias que o Município quer desenvolver para integrar esta comunidade.


Começando pelos números oficiais, em 2017, segundo dados do SEF, foram legalizados quase 2500 cidadãos brasileiros, a nacionalidade mais representativa, seguidos de 604 ucranianos e 402 chineses.

No entanto, estes números “não espelham a atual realidade” como fez questão de sublinhar a vereadora do PS, Helena Teixeira. “A realidade apresentada é muito redutora. Desde 2017 muita coisa mudou e o executivo não tem tido a capacidade de acompanhar o aumento de migrantes”.

A vereadora socialista apresentou, ainda, uma série de constrangimentos que estão a dificultar a legalização dos “cidadãos que escolheram a nossa cidade para viver”. Os processos legalização “passaram de três meses para um ano, há falta de vagas nas escolas, não existe acesso à habitação a custos controlados, não existe uma política com serviços integradores porque quem chega não sabe a quem se dirigir ou que documentos pedir”.

O vice-presidente, Firmino Marques, começou por reconhecer que “os números oficiais apresentados pecam por defeito mas também não são aqueles que têm vindo a público”. O único número oficial que vai mais ao encontro da realidade diz que há 114 nacionalidades registadas em Braga.

Este relatório vem na sequência do anterior, com data de 2015-2017, e “dá um especial enfoque às questões do empreendedorismo, do emprego e saúde”, acrescentando Firmino Marques que “está programado um calendário de atividades, algumas delas que iremos repetir como o encontro de interculturalidade ou os sabores do Mundo”.

Outro número dá conta da entrada nas escolas do primeiro ciclo do concelho, desde Janeiro, de 100 alunos ou do registo de cinco mil utentes nos centros de saúde nos últimos anos.

Atraso no plano

O vereador da CDU, Carlos Almeida, reconheceu ser este “um instrumento importante para a integração de migrantes” mas falta-lhe o relatório de execução do plano anterior que “nos iria permitir, depois, um conhecimento mais rigoroso para a elaboração desta ‘segunda geração’” como lhe chamou Firmino Marques.

As críticas comunistas prendem-se com o ‘timing’ da aprovação do plano. “É estranho que um plano que deveria ter aplicação a partir de 2018 surja um ano e meio depois. O que quer dizer que não houve uma coordenação correta nos prazos entre o fim do anterior e o início deste”.

Firmino Marques lembrou que “a maioria dos Municípios, também, está a apresentar agora os seus planos” ‘culpando’ o Governo e a definição de novas políticas, entretanto vertidas em lei, para o atraso na sua concretização.

Um argumento que “não colhe” para Carlos Almeida. “O trabalho poderia ir sendo feito até porque aquilo que nos é apresentado está desfasado e não acompanha a realidade actual”.

De acordo com o Alto Comissariado para as Migrações, os PMIM são “documentos que incorporam as estratégias de atuação concertadas das diferentes entidades que atuam na área das migrações, a nível local, e que concorrem para a concretização do processo multivetorial de integração dos imigrantes na sociedade portuguesa”.

Anúncio

Braga

Dois feridos após incêndio num anexo agrícola em Vila Verde

Em Cervães

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Duas pessoas foram transportadas para o Hospital de Braga na sequência de um incêndio num anexo agrícola, em Cervães, concelho de Vila Verde, disse a O MINHO fonte oficial do Comando Distrital de Operações e Socorro de Braga.

O incêndio, com origem desconhecida, deflagrou num curral de animais junto a uma habitação na freguesia de Cervães, causando ainda danos materiais. Coelhos e galinhas também foram atingidos pelas chamas acabando por morrer.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Para o local foram acionados 24 operacionais e oito viaturas da corporação dos Bombeiros de Vila Verde que rapidamente procederam à extinção das chamas.

O alerta foi dado pouco antes da meia-noite deste sábado.

A GNR registou a ocorrência.

(notícia atualızada às 05h09)

Continuar a ler

Braga

Padre de Amares revoltado com quarentena depois de jantar com doente covid

Covid-19

em

Foto: Arquidiocese de Braga

As eucaristias nas paróquias de Dornelas, Figueiredo, Paredes Secas e Vilela, no concelho de Amares, estão suspensas desde o início de julho depois do pároco local ter sido aconselhado a permanecer em quarentena, ainda que um pouco contra sua vontade.

Através das redes sociais, o padre explica o motivo da quarentena forçada e fala de uma expectativa para que pudesse celebrar as eucaristias à porta fechada, que saiu gorada.

Conta que, no passado dia 27 de junho, jantou com um amigo que acusou positivo para covid-19. Quando o pároco tomou conhecimento da infeção do amigo, deslocou-se a uma unidade de saúde para fazer o teste de despistagem à doença, com o resultado a dar negativo.

Apesar de não estar infetado com o novo coronavírus, o sacerdote foi contactado pela delegação de saúde local para que cumprisse um período de isolamento profilático entre os dias 29 de junho e 12 de julho, face ao “perigo de contágio”.

“Afinal, qual seria o risco de fazer uma caminhada, dar uma volta de bicicleta, visitar a minha mãe (mantendo-me à distância como o faço desde março) ou até mesmo descer à Igreja para celebrar sozinho”, questionou o sacerdote através das redes.

O padre conta que, no dia 03 de julho, enviou um mail à delegação de saúde a pedir alteração das datas, por ter tido contacto com o infetado no dia 27, e não a 29. Todavia, não obteve resposta.

Visivelmente aborrecido por estar em quarentena, lamenta que, caso transgrida, corra em risco de crime de desobediência agravada.

O pároco vai mais longe a fala em “papalvos da República” que “alardoam” que “estamos num país livre”.

“Uma vergonha. A propalada liberdade importa para mendigar votos, branquear empregos e regalias, satisfazer interesses corporativos e partidários. O resto, somos carne para canhão”, desabafa o sacerdote, conhecido por alguns comentários mais polémicos nas redes sociais.

Continuar a ler

Braga

‘Velocidade furiosa’ em Braga. Condutor fura fila de quilómetros na variante do Cávado

Trânsito

em

Foto: Redes sociais

Um condutor furou a fila que se regista habitualmente ao final do dia na variante do Cávado, entre os concelhos de Braga e Vila Verde, à entrada de Prado, com o momento a ser registado em filmagem de telemóvel.

Não se sabe em que dia foram captadas as imagens mas estas foram agora divulgadas nas redes sociais, mostrando o condutor a seguir pela faixa que dá acesso a Vila Verde, com a fila para Prado já com uma dimensão considerável.

Na bifurcação, o condutor entra na via que segue pela EN 201, em direção a Ponte de Lima, utilizando a berma da faixa de rodagem para ultrapassar as dezenas de viaturas que se encontravam no ‘pára-arranca’.

Desconhece-se se o condutor foi sancionado pelas autoridades uma vez que cometeu várias infrações de trânsito.

Continuar a ler

Populares