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Europeias: Rui Rio voltou a sentar-se à bateria com casa cheia na Quinta da Malafaia, em Esposende

Caravana do PSD andou pelo Alto Minho, no domingo, e fechou a volta com um jantar com 2.500 pessoas. No sábado, os sociais-democratas andaram pelo distrito de Braga

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Foto: DR

O presidente do PSD, Rui Rio, exibiu hoje os seus dotes de baterista na Quinta da Malafaia (Esposende), naquela que foi a maior mobilização da campanha do partido para as europeias de 26 de maio.

Rui Rio voltou a acompanhar à bateria a música “Conquistador” dos Da Vinci, tal como tinha feito há seis meses, no mesmo espaço, onde funciona um arraial minhoto, com ranchos folclóricos, bandas de música popular e até gigantones.

Vídeo: Rui Rio em novembro de 2018

Depois de um discurso de cerca de 20 minutos, onde quis marcar a diferença para o PS e dizer que apoia a lista do PSD “mas não é o candidato”, Rio foi desafiado pelo animador a ser “o novo baterista” da Quinta da Malafaia

O presidente do PSD acedeu ao pedido e, com ar compenetrado, voltou ao instrumento que tocava numa banda na juventude, e teve até direito a um ‘solo’, só sorrindo no final, quando foi aplaudido pelas cerca de 2.500 pessoas que enchiam a sala.

No final da ‘atuação’ foi cumprimentando por militantes e alguns até tiveram direito a ‘selfies’ com Rui Rio.

Na sua intervenção política, Rio procurou marcar a diferença entre aquela que tem sido a sua presença na campanha do cabeça de lista do PSD, Paulo Rangel, e a do secretário-geral, António Costa, na do PS.

“Ao contrário dos nossos adversários, nós não queremos esconder Paulo Rangel. Pelo contrário, queremos mostrá-lo bem para que possam votar nele. Escolhemos uma lista para mostrar e para ser votada e não para esconder. O presidente do PSD está com a lista, apoia a lista, mas não é o candidato”, frisou.

Rio juntou-se hoje pela terceira vez à campanha de Paulo Rangel, a segunda no período oficial: primeiro, no domingo à noite (que o PSD considerou o seu arranque oficial de campanha) num jantar em Penafiel, e depois na quarta-feira, em eventos com as Mulheres Sociais-Democratas e a Juventude Social-Democrata, estando previsto a partir de terça-feira uma presença diária até ao final.

O dia do PSD no distrito de Viana do Castelo. Fotogaleria PSD> 

Rui Rio acusou ainda o PS de “puxar para trás” em áreas como a saúde, a proteção civil e a economia, e defendeu que só o voto nos sociais-democratas pode “puxar para a frente”.

O presidente do PSD considerou “decisivo” para o resultado eleitoral do próximo domingo que a abstenção desça.

“Nas últimas europeias votaram menos de um terço dos eleitores: em cada dez pessoas que encontrámos na rua, só três votaram”, alertou.

O líder social-democrata voltou a apontar falhas nos serviços públicos e a acusar o PS de sobrecarregar os portugueses com “a maior carga fiscal de sempre”.

“Lembramo-nos quando o ministro Vítor Gaspar disse que íamos ter um brutal aumento de impostos. Hoje quase que teríamos saudades desse brutal aumento de impostos, porque os portugueses nunca pagaram tantos impostos como na governação socialista”, acusou.

No Minho, Rui Rio voltou ao tema dos passes sociais, denunciando graves problemas na oferta dos transportes na Margem Sul de Lisboa e na ligação urbana entre Sintra e a capital.

“Se a ideia era pôr mais portugueses a andar de transportes públicos porque passaram a ser mais baratos – e a ideia é uma boa ideia – o gato estava escondido com o rabo de fora, porque não melhoraram a oferta: as pessoas pagam passes mais baratos, mas não têm condições para serem transportadas”, criticou.

O maior assobio da sala chegou quando Rio se referiu às nomeações de familiares pelo Governo para o executivo e para o aparelho do Estado.

“Temos de hoje a oito dias a oportunidade de mostrar ao PS que os portugueses não estão de acordo, não podem apoiar um Governo que utiliza o poder para meter familiares e amigos do PS por tudo o que é administração pública em Portugal”, apontou.

Recuperando a máxima de Sá Carneiro – primeiro Portugal, depois o PSD e depois os interesses pessoais -, Rio acusou o PS de dizer o contrário: “Primeiro a família, depois o PS e depois Portugal”.

“Temos de dizer que não aceitamos isto. Estou seguro que o resultado de hoje a oito dias vai premiar tudo aquilo que fizemos e queremos fazer pelo país”, afirmou.

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Braga

Braga: Sócios da TLCI separam-se ao fim de 25 anos – “Foi um divórcio amigável”

Empresa de Braga, que engloba a Phone House, tem mais de uma centena de lojas em Portugal, cerca de 800 colaboradores e faturação na ordem dos 80 milhões

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Capa Pereira (segundo à esquerda) ouve Jorge Martins (de costas, à direita) numa visita da InvestBraga. Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O Grupo TLCI, de Braga, que opera na área das telecomunicações, foi objeto de uma reestruturação, com a alienação da totalidade das participações detidas por José Manuel de Capa Pereira ao sócio Jorge Martins.

O conhecido empresário bracarense, que foi presidente da Associação Industrial do Minho (AIMinho), disse a O MINHO que se vai manter na área empresarial em Braga, nomeadamente na do imobiliário.

“Foram 25 anos de trabalho no setor, onde, em vários aspetos fomos pioneiros”, disse.

A TLCI, que engloba a Phone House, tem mais de uma centena de lojas em Portugal, cerca de 800 colaboradores e um volume de negócios na ordem dos 80 milhões de euros.

Ao Jornal de Negócios, Capa Pereira refere que os sócios tinham “diferentes estratégias relativamente à forma de conduzir o futuro das empresas do grupo, especialmente a Phone House”. Ainda assim, diz, trata-se de um “divórcio amigável”.

“Dirimimos as nossas divergências de forma recatada. Foi um divórcio amigável”.

Criado em 1992 por um grupo de acionistas liderado por Capa Pereira, o Grupo TLCI contava, desde 1994, com a participação acionista e executiva paritária de Jorge Martins e de José Manuel Capa Pereira.

Com a reestruturação do Grupo TLCI, a Exclusive5M – Serviços, SA, sociedade maioritariamente detida por Jorge Martins, adquiriu à Imominius – Sociedade Imobiliária, SA, sociedade detida por José Manuel de Capa Pereira, as participações sociais correspondentes a cinquenta por cento de cada uma das sociedades que integram o Grupo TLCI: a TLCI2 – Soluções Integradas de Telecomunicações, S.A., a MMCI – Multimédia, S.A., a Mobile World – Comunicações, S.A., a Digital Place – Comunicações e Serviços Digitais, S.A. e a The Phone House – Comércio e Aluguer de Bens e Serviços, S.A..

O Grupo TLCI é atualmente um dos principais players nacionais do mercado dos produtos e serviços de telecomunicações e multimédia, um parceiro de referência das operadoras de telecomunicações.

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Braga

Vento forte: Braga deixa aviso à população

INFORMAÇÃO MUNICIPAL

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O Município de Braga deixou hoje um aviso à população devido ao vento forte previsto para os próximos dias.

AVISO À POPULAÇÃO

Vento forte

No seguimento das informações prestadas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e de acordo com a informação meteorológica disponibilizada, prevêem-se para as próximas 48 horas condições meteorológicas adversas, nomeadamente vento forte.

Hoje – 13 Novembro:

• A partir do final da tarde, períodos de chuva, no Minho;

• Vento do quadrante oeste por vezes forte na faixa costeira ocidental com rajadas até 60 km/h e forte nas terras altas, com rajadas até 100 km/h a partir do início da noite.

Quinta-feira – 14 Novembro:

• Períodos de chuva ou aguaceiros, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada no Norte;

• Vento do quadrante oeste, forte no litoral oeste, com rajadas até 85 km/h no Norte.

Sexta-feira – 15 Novembro:

• Aguaceiros fracos, em especial no litoral Norte;

• Vento noroeste por vezes forte no litoral oeste com rajadas até 60 km/h, e com rajadas até 75 km/h nas terras altas.

Em função das condições meteorológicas previstas, a Divisão Municipal de Protecção Civil faz as seguintes recomendações:

· Garantir a adequada fixação de estruturas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

· Especial cuidado na circulação e permanência junto a áreas arborizadas, mantendo-se atentos à possibilidade de queda de ramos e árvores;

· Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança.

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Ave

Casal de feirantes suspeito de explorar homem de 36 anos de Celorico de Basto

PJ/Vila Real

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Foto: DR

Um casal foi hoje detido pela Polícia Judiciária (PJ), em Vila Real, por suspeitas de explorar um homem de 36 anos, natural de Celorico de Basto, que vivia em “condições quase desumanas” num pequeno atrelado e tomava banho num tanque.

António Trogano, coordenador de investigação criminal da PJ de Vila Real, esclareceu que foi uma denúncia anónima que alertou esta polícia para o caso que culminou com a detenção, na terça-feira, de um casal de feirantes, de 46 e 50 anos.

“Chocou as condições degradantes, quase desumanas, em que este indivíduo vivia e de alguma ausência da comunidade em prestar-lhe algum apoio, mais não seja, denunciando às autoridades estas circunstâncias”, afirmou o responsável em conferência de imprensa.

De acordo com o António Trogano, a “vítima vivia em condições deploráveis”, mesmo “quase desumanas”.

“Vivia num reboque, num atrelado, e fazia a sua higiene pessoal num tanque existente nas proximidades desse reboque e era sujeito a um modo de vida muito precário”, frisou.

O pequeno atrelado, tapado com uma lona, estava localizado num bairro da cidade de Vila Real.

Os dois arguidos estão, segundo a PJ, “fortemente indiciados” pela prática do crime de tráfico de pessoas, ou seja, são suspeitos de explorar o homem de 36 anos, aproveitando-se do “défice cognitivo” de que padece e “ficando com o rendimento do seu trabalho”.

A vítima trabalhava na agricultura, nomeadamente nas vindimas, poda ou apanha da castanha.

“Os arguidos contratavam diretamente com os empregadores e recebiam o salário que era devido à vítima. Isto ocorreu durante cerca de dois anos”, frisou.

Não há qualquer relação familiar entre os arguidos e o homem.

Após a detenção do casal, segundo o coordenador da PJ, a vítima foi conduzida para junto do seu agregado familiar.

“Que nós saibamos não estava referenciado, nem era acompanhado por ninguém. Estava entregue ao arguidos que o exploravam e obtinham os rendimentos do seu trabalho”, referiu António Trogano.

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