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Braga

Ainda existem ‘vacas-louras’ em Vila Verde. É o maior escaravelho de Portugal

Biodiversidade

em

Foto: Domingos Costa

Um casal de ‘vacas-louras’ macho (Lucanus cervus) foi avistado e registado durante a tarde desta quarta-feira por um apicultor, enquanto tratava de um apiário, em Aboim da Nóbrega, concelho de Vila Verde.


Este casal encontrava-se junto a uma colmeia e, segundo o apicultor, Domingos Costa, tentavam entrar para dentro da mesma. O insecto deslocou-se depois para uma árvore, um carvalho-alvarinho, arboredo autóctone do interior minhoto, local onde costuma ser mais avistado.

Vaca-loura. Foto: Domingos Costa

Vaca-loura. Foto: Domingos Costa

Vaca-loura. Foto: Domingos Costa

Vaca-loura. Foto: Domingos Costa

Vaca-loura. Foto: Domingos Costa

Considerado um ecossistema sensível por só existir na Península Ibérica e no Norte de África, a vaca-loura é rotulada como uma espécie protegida e “quase ameaçada” pela UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza. Os machos, com mandíbulas em forma de pinça, chegam a medir 5,3 centímetros, sem contar com as mandíbulas. Com estas, podem atingir os oito centímetros.

Já as fêmeas são mais pequenas, podendo atingir os 4,1 centímetros, são mais brilhantes e têm o tórax mais negro e o abdómen e as pinças acastanhadas.

Este escaravelho, o de maior dimensão em Portugal, tem sido alvo de um cadastro a nível nacional através do projeto VACALOURA.pt, coordenado pela Associação Bioliving em parceria com a Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, com a Sociedade Portuguesa de Entomologia e com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Vaca-loura. Foto: Domingos Costa

Vaca-loura. Foto: Domingos Costa

Vaca-loura. Foto: Domingos Costa

Vaca-loura. Foto: Domingos Costa

Segundo os autores do projeto, o objetivo do mesmo passa por “compilar e organizar informação enviada pelos cidadãos sobre a distribuição e estado das populações da Vaca-Loura e dos restantes escaravelhos da família Lucanidae em Portugal, de forma a colaborar na Rede Europeia de Monitorização da Vaca-Loura que por sua vez pretende averiguar o estado de conservação desta espécie na sua área de distribuição”.

O projeto tem uma forte componente de educação ambiental, para disseminar e sensibilizar para a importância da madeira morta nos ecossistemas florestais, da biodiversidade associada a estes habitats e de como é possível  ajudar a conservar estes ecossistemas através da ajuda do cidadão comum.

Curiosidades

Segundo o site Vacaloura.pt, esta espécie depende de árvores antigas, de folha caduca como o carvalho-alvarinho ou o castanheiro, árvores autóctones da região interior do Minho.

Normalmente encontram-se nos ramos altos das árvores e podem ser predados por aves devido ao seu elevado valor nutritivo, refere o mesmo portal.

Ciclo de Vida

As larvas de vaca-loura vivem nas raízes de árvores antigas durante mais ou menos 3 anos, onde se alimentam de madeira morta. Ao fim dos três anos, o macho sofre a metamorfose e vive durante um mês, acasalando e morrendo de seguida.

​Geralmente aparecem na primavera tendo o pico de atividade durante os meses de junho e julho. Já as fêmeas são vistas até setembro, pois sobrevivem mais tempo de forma a colocar ovos para assegurar a continuidade da espécie.

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Braga

UMinho desenvolve tratamento para o mais agressivo cancro da mama

Investigação

em

Foto: DR

A Universidade do Minho (UMinho) está a desenvolver um projeto de investigação para encontrar tratamento para um dos mais agressivos subtipos de cancro da mama, o triplo negativo, anunciou hoje aquela academia.

Em comunicado, a UMinho refere que está em desenvolvimento uma opção terapêutica constituída por cromenos sintéticos, uma família de compostos abundantes na natureza, que têm mostrado eficácia no combate à doença.

“Os cromenos naturais existem em todo o lado – raízes, vegetais, frutas, entre outros – e os nossos derivados demonstraram ter propriedades anticancerígenas potentes e seletivas, especialmente quando aplicados em células de cancro da mama triplo negativo, assim como em outros tipos de tumores”, explica Marta Costa, investigadora responsável pelo projeto e especialista em Química Medicinal.

Citada no comunicado, Marta Costa acrescenta os cromenos não revelaram toxicidade em nenhum dos testes já realizados, ou seja, atacam apenas as células cancerígenas, deixando incólumes as saudáveis.

“Foi surpreendente, porque os nossos cromenos não revelaram toxicidade em nenhum dos testes e mostraram eficácia em vários modelos animais, reduzindo consideravelmente o tamanho do tumor. Além disso, não foi detetada qualquer reação adversa”, sublinha.

Para Marta Costa, este tratamento é “uma esperança” para quem tem cancro da mama triplo negativo, uma vez que, até à data, “não existe uma terapêutica específica, nem eficaz”.

Segundo a investigadora, a quimioterapia “não tem bons resultados, porque, apesar de numa primeira fase poder ter alguns efeitos positivos, a taxa de reincidência do tumor é muito elevada e, muitas vezes, reaparece de uma forma mais severa, associada a uma alta taxa de mortalidade”.

A propriedade intelectual deste projeto está já protegida por patente internacional.

A investigação recebeu, recentemente, financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional para a Patente Internacional, também apoiada pela Associação Ciência, Inovação e Saúde (B.ACIS).

Está a ser desenvolvida pelo Instituto das Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da UMinho.

O cancro da mama triplo negativo é o subtipo mais agressivo, representando 15% a 20% de todos os tumores malignos da mama.

Este subtipo de cancro da mama não responde a terapias mais específicas, sendo a única opção a quimioterapia clássica, “com resultados muito limitados”.

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Braga

Carro de emigrante roubado no Gerês recuperado em Famalicão

GNR

em

Foto: DR

A GNR recuperou um carro que tinha sido roubado, na tarde da passada sexta-feira, enquanto a proprietária, emigrante, estava a desfrutar das férias, no rio Caldo, no Gerês, Terras de Bouro.

O Mercedes Class A com matrícula luxemburguesa foi localizado, pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Braga, numa garagem em Brufe, Famalicão.

“No âmbito de uma denúncia de um furto de veículo no Gerês no dia 7 de agosto, avaliado em 40 mil euros, os militares da Guarda encetaram diligências policiais que permitiram encontrar o veículo estacionado numa garagem na localidade de Brufe”, explica a GNR, em comunicado.

Durante a ação, foi constituído arguido um homem de 37 anos por recetação de veículo furtado.

Os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Braga e o veículo devolvido à proprietária.

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Braga

Há 15 casos ativos de covid-19 no concelho de Braga

Pandemia

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O concelho de Braga registava, até ao final da tarde desta segunda-feira, 1.425 casos acumulados de infetados com covid-19 desde o início da pandemia, mais seis do que na passada quarta-feira, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Destes, 1.336 estão recuperados, ou seja, mais onze desde o último balanço feito pelo nosso jornal. Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

Existem, atualmente, 15 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

Estes dados são apurados por O MINHO junto de fonte local do setor da saúde e não coincidem com os divulgados pela Direção-Geral de Saúde (DGS), no qual o concelho de Braga regista 1.280 acumulados.

Covid-19: Mais 3 mortos, 157 infetados e 89 recuperados no país

Portugal regista hoje mais 3 mortes e 157 novos casos de infeção por covid-19, em relação a domingo, segundo o boletim diário da DGS.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 52.825 casos de infeção confirmados e 1.759 mortes.

Há 38.600 casos recuperados, mais 89.

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