Seguir o O MINHO

País

Adesão à greve dos enfermeiros rondou os 72% em todo o país

em

A greve de seis dias dos enfermeiros teve hoje, no segundo dia, uma média de 72% em todo o país, disse à agência Lusa o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

José Carlos Martins adiantou que o turno da noite de hoje está a ter uma adesão de cerca de 75%, tendo a adesão durante a manhã sido de 69,8% e à tarde 70,1%.

Segundo o sindicalista, a adesão nas várias unidades hospitalares do país foi “muito similar e uniforme”.

Comentando à Lusa as afirmações, na quarta-feira, do ministro da Saúde, de que o Governo tem “uma vontade enorme” de chegar a um entendimento com os enfermeiros sobre o modelo de carreira e valorização profissional, considerando que essa reivindicação é justa, José Carlos Martins disse que “o executivo só pode ser honesto e apresentar na reunião negocial de sexta-feira uma proposta que se aproxime das apresentadas pelos sindicatos” da classe.

O SEP tem já contabilizadas “centenas de cirurgias adiadas”, sendo que todas as cirurgias de urgência estão asseguradas pelos serviços mínimos.

Os enfermeiros iniciaram na quarta-feira um período não contínuo de seis dias de greve para exigir ao Governo que apresente uma nova proposta negocial da carreira de enfermagem que vá ao encontro das expectativas dos profissionais e dos compromissos assumidos pela tutela.

No primeiro dia, a paralisação centrou-se exclusivamente nos hospitais (blocos operatórios e cirurgia de ambulatório) e foi hoje alargada a todas as instituições de saúde do setor público que tenham enfermeiros ao serviço.

A paralisação nacional dos enfermeiros repete-se nos dias 16, 17, 18 e 19 de outubro, dia em que está marcada uma manifestação em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para exigir do Governo o cumprimento dos compromissos que assumiu mo processo negocial de 2017.

Os sindicatos exigem a revisão da carreira de enfermagem, a definição das condições de acesso às categorias, a grelha salarial, os princípios do sistema de avaliação do desempenho, do regime e organização do tempo de trabalho e as condições e critérios aplicáveis aos concursos.

Anúncio

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem O MINHO, jornal estritamente digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O MINHO é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Inspirados na filosofia seguida pelo jornal inglês "The Guardian", um dos mais importantes órgãos de comunicação do Mundo, também nós achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler O MINHO, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar O Minho - e só demora um minuto. Obrigado.

País

Alunos do profissional vão poder entrar na universidade sem terem de fazer exames nacionais

Novo regime de acesso ao superior

em

Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Foto: DR

A alteração do acesso ao ensino superior para os alunos com origem nos cursos profissionais, por concursos locais nas instituições, não vai obrigar a exames adicionais e deve ter apenas por base as notas e competências adquiridas pelos alunos.

A garantia foi hoje deixada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, no parlamento, durante uma audição regimental na comissão de educação e ciência, na qual disse aos deputados que o Governo, “em diálogo com as instituições e após discussão com o conselho nacional do ensino superior”, está a “conceber uma 3.ª via” de acesso ao ensino superior para estes alunos – para além do concurso nacional de acesso, que obriga a exames nacionais a disciplinas fora dos seus currículos, e dos cursos superiores profissionais (CTESP).

“Mas não é para ter mais provas, foi essa a grande inovação face ao sistema que esteve em discussão e que os próprios institutos politécnicos solicitaram que não fosse posto em prática. É fazer concursos locais usando apenas as aptidões, as competências e as notas que eles têm no seu percurso profissional à semelhança do que se passa com os alunos do científico humanístico, que não fazem mais nenhum exame. São os seus exames na via científica e humanística que lhes dão acesso ao ensino superior”, disse Manuel Heitor aos deputados.

Os concursos locais terão ainda que ser registados na Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) e só depois serão definidas as vagas alocadas em cada instituição, que, segundo explicou o ministro à Lusa à saída da audição, deverão ser fixadas em 10% a 15% do total de vagas no concurso nacional de acesso, mas o processo de decisão só deve ficar fechado em meados de maio.

No final de março o jornal Expresso avançou que o Governo estava a preparar alterações ao regime de acesso ao ensino superior para os alunos do ensino secundário profissional com efeitos já no próximo ano letivo, para permitir que estes alunos – que têm planos curriculares específicos dos seus cursos mais práticos e profissionalizantes – possam entrar num curso superior sem fazer exames nacionais.

A ideia avançada na altura passava por substituir os exames nacionais em disciplinas que muitas vezes não faziam parte dos seus currículos, mas que são prova de ingresso nos cursos superiores, por concursos locais, ou seja, é dada a possibilidade às instituições – universidades ou politécnicos – de definirem critérios e provas de acesso específicas para estes alunos.

Hoje o ministro excluiu que os as condições de acesso nos concursos locais passem por aplicar provas ou exames.

Em entrevista à Lusa no início de abril, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Pedro Dominguinhos, recusou que as alterações a ser preparadas possam ser uma via de acesso facilitista para os alunos do ensino profissional e sublinhou que existem outras formas de medir os conhecimentos à entrada para os cursos que não passam por exames, e que já são aplicadas em regimes especiais de acesso como o ‘maiores de 23’, um regime específico para adultos.

Continuar a ler

País

Bombeiros profissionais vão ter carreira única e reforma aos 60 anos

Novo estatuto profissional

em

Foto: Divulgação / Arquivo

Os bombeiros profissionais contestaram hoje a proposta do Governo sobre as novas regras de aposentação aos 60 anos de anos, mas congratulam-se com o acordo alcançado em relação ao estatuto profissional que vai permitir uma carreia única.

A Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais e o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP/SNBP) terminaram hoje negociações com o Governo sobre o estatuto profissional e o novo regime de aposentação, depois de uma reunião com o secretário de Estado da Proteção Civil, José Neves.

O presidente do sindicato, Sérgio Carvalho, disse à Lusa que 17 anos depois os bombeiros profissionais vão ter um novo estatuto profissional, devendo a versão do Governo ser aprovada nas próximas semanas.

Apesar de a versão hoje apresentada pelo secretário de Estado não contemplar todos os contributos da ANBP/SNBP, o Governo aceitou alguns pontos e deixou cair algumas das propostas mais polémicas avançadas na proposta inicial do estatuto profissional.

Sérgio Carvalho destacou que os bombeiros sapadores e municipais, elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB) da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e da Força de Bombeiros Sapadores Florestais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas vão ter uma carreira única.

Segundo a ANPB/SNBP, o Governo vai manter os atuais postos de bombeiros profissionais, tendo deixado cair da versão inicial a redução das carreiras.

Sérgio Carvalho explicou também que os bombeiros municipais e sapadores vão ter o mesmo ordenado, sendo aplicada a tabela dos sapadores ao auferirem um ordenado base de 949.50 euros, com subsídios incluídos.

“Não vai haver qualquer prejuízo para nenhum bombeiro”, disse.

Sobre a proposta de aposentação, a ANPB/SNBP referiu que não concorda com a reforma aos 60 anos para os bombeiros, nem com as novas regras que o Governo quer impor ao propor que sejam colocados em trabalhos administrativos nas corporações aos 55 anos.

A ANPB/SNBP propôs ao secretário de Estado que os bombeiros passem à pré-reforma aos 55 anos, como acontece com as forças de segurança.

Continuar a ler

País

Lisboa prepara-se para receber “elite mundial” da exploração científica

Serão abordados temas como os oceanos, as alterações climáticas e o espaço

em

Foto: DR / Arquivo

Lisboa recebe em julho uma conferência internacional dedicada à exploração científica, em que serão abordados temas como os oceanos, as alterações climáticas e o espaço, anunciou hoje a organização.

O evento, denominado “Global Exploration Summit (GLEx)”, decorre a 03, 04 e 05 de julho e tem o apoio do Turismo de Portugal, estando já prevista uma segunda edição, também na capital portuguesa, em 2021, de acordo com a informação divulgada à imprensa.

A iniciativa realiza-se em parceria com a The Explorers Club, organização fundada há cerca de 100 anos em Nova Iorque e que conta com 33 delegações espalhadas pelo mundo para promover a exploração científica em terra, no ar, nos oceanos e no espaço.

O GLEx insere-se também nas comemorações dos 500 anos da primeira viagem de circum-navegação e dos 50 anos da chegada do Homem à lua.

A organização promete reunir em Lisboa a “elite mundial” de exploradores, cientistas e investigadores, nas várias áreas do conhecimento, para partilhar experiências.

Entre os primeiros oradores confirmados estão Alexander More, cientista e diretor do World Ocean Forum, Bertand Piccard, médico e pioneiro na realização de um voo em balão à volta do mundo sem escalas, a arqueóloga Beverly Goodman, o explorador e cineasta Fabien Cousteau, e James Garvin, cientista-chefe da NASA, revelou a organização.

No final, será assinada uma declaração, a título individual, pelos participantes no encontro, apresentada como “Resolução de Lisboa”, cujo objetivo é ser “um documento orientador” para o futuro da exploração científica e da preservação ambiental.

Exploração científica, inovação, tecnologia e novas fronteiras serão alguns dos temas agendados para os três dias do encontro, que no primeiro dia vai decorrer à porta fechada, na Fundação Champalimaud.

O segundo dia será aberto ao público, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, e o terceiro terá um momento na Câmara Municipal de Lisboa, segundo o programa preliminar hoje apresentado.

“A primeira edição do GLEx constitui uma oportunidade única para cientistas e investigadores portugueses estabelecerem contactos com investigadores e exploradores de todo o mundo”, sendo a primeira vez que o grupo norte-americano realiza “uma cimeira” fora dos Estados Unidos, lê-se no comunicado distribuído hoje.

A curadoria está a cargo do The Explorers Club de Nova Iorque, apresentado como a mais antiga sociedade de exploração científica do mundo dedicada à “investigação de campo avançada”.

Entre os membros do clube, segundo a mesma fonte, estão o astronauta Buzz Aldrin, o realizador James Cameron, a cientista Jane Goodall e os empresários Jeff Bezos e Elon Musk, além de instituições como a NASA, o MIT e Harvard, entre outras.

Para a apresentação à imprensa, deslocaram-se a Lisboa, o presidente do clube norte-americano, Richard Wiese, e a vice-presidente, Ann Pascer.

Continuar a ler

Populares