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Braga

60 novos empregos: Centro logístico industrial de Braga nasceu “para servir” a Bosch

Construído de raiz, o novo centro tem 6500 m2 e perspetiva uma operação com capacidade para manusear 200.000 paletes, armazenar cerca de 11.300 e 11 milhões de caixas, por ano

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Foto: Divulgação

O centro de operações de logística industrial que a Rangel Logistics Solutions está a instalar em Braga nasceu “para servir a Bosch” e começa a funcionar em 01 de março, foi hoje anunciado.

O diretor executivo da Rangel Logistics Solutions, Nuno Rangel, disse que a plataforma vai criar cerca de 60 postos de trabalho e estará a laborar a 100% “dentro de dois a três meses”.

“É um projeto que nasceu de uma necessidade da Bosch e para servir a Bosch. Viemos pela mão da Bosch, que nos lançou o desafio e cá estamos”, referiu.

Foto: Divulgação

Aquela plataforma rececionará as matérias-primas necessárias para a laboração da fábrica de Braga da Bosch e recolherá também os produtos acabados da empresa, para dali seguirem rumo aos clientes.

“A Rangel é uma aposta segura. A sua experiência e ‘know-how’ [conhecimento] dão-nos a confiança de que esta parceria poderá contribuir para a consolidação da competitividade da Bosch e de Portugal como fornecedor global”, disse Lutz Welling, administrador comercial daquela empresa alemã em Braga.

Segundo Nuno Rangel, a plataforma, instalada no Mercado Abastecedor de Braga, poderá vir a servir outras empresas da região.

Para o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, aquele centro logístico, além de potenciar um espaço devoluto no Mercado Abastecedor de Braga, irá colmatar uma lacuna daquele que classificou como sendo, “informalmente, o terceiro concelho mais exportador do país”.

“Esta é uma organização logística de que Braga carecia”, sublinhou o autarca.

Construído de raiz e com cerca de 6.500 metros quadrados, o centro de operações de logística industrial estima armazenar, por ano, 11.300 paletes, 11 milhões de caixas e 7.300 camiões de 25 toneladas.

Resulta de um investimento conjunto entre a Rangel e o Mercado Abastecedor de Braga de cerca de 8,5 milhões de euros, a cinco anos.

A Rangel Logistics Solutions espera que dentro de dois ou três anos a plataforma de Braga “já esteja totalmente tomada pela operação da Bosch”, admitindo que na altura esteja já a pensar num novo projeto para a região.

Paralelamente, tem no seu plano de investimentos a curto prazo o reforço ou a criação de novas estruturas no grande Porto, Aveiro e Setúbal.

Com 1.500 colaboradores diretos, a Rangel registou, em 2017, um volume de faturação de 170 milhões de euros, com 263 mil metros quadrados de área logística.

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Braga

Suspeito de abusar de enteadas detido pela PJ em Vila Verde

Abuso sexual de criança

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga anunciou hoje a detenção de um homem de 48 anos, residente em Vila Verde, por alegado abuso sexual de duas enteadas desde 2015 até à atualidade.

Em comunicado, a PJ refere que o homem foi detido fora de flagrante delito e é “suspeito da eventual prática de vários crimes de abuso sexual de crianças”.

O detido vai ser presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

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Braga

Braga vai investir 617 mil euros no Theatro Circo – e 400 mil são para o modernizar

Ao longo dos próximos quatro anos

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Foto: DR / Arquivo

O Theatro Circo, em Braga, vai investir 617 mil euros ao longo dos próximos quatro anos, sendo a maior fatia, de cerca de 400 mil euros, destinada a equipamentos, disse hoje a administradora à Lusa.

Segundo Cláudia Leite, em causa está aquisição de novos equipamentos de luz, som e projeção, além da renovação de toda a maquinaria de cena.

“O Theatro já reabriu há bastante tempo [em 2006, após profundas obras de remodelação] e já se justifica o reinvestimento na modernização dos equipamentos”, referiu.

Em termos estruturais, terão também lugar obras de ampliação dos espaços de trabalho, uma necessidade já identificada há meia dúzia de anos.

“As equipas têm vindo a crescer e os espaços de trabalho já não são adequados. Hoje em dia, há equipas de teatro a trabalhar em espaços improvisados e de passagem. A ideia é termos escritórios condignos para todas as equipas”, disse ainda Cláudia Leite.

A responsável adiantou que haverá a preocupação de as intervenções causarem “o menor impacto possível” na atividade normal do teatro.

Uma parte das equipas vai trabalhar provisoriamente no edifício gnration, mas o teatro tentará manter a programação normal.

“Temos uma função de serviço público que não pode ser, nem será, descurada, prejudicada ou interrompida”, vincou a administradora.

O Theatro Circo foi inaugurado em 21 de abril de 1915.

Em 1986, a Companhia de Teatro de Braga tornou-se a estrutura residente do Theatro Circo e, para além de assegurar produção teatral própria, também assumiu responsabilidades na programação artística.

Um ano depois, a Câmara Municipal de Braga adquiriu a quase totalidade do capital acionista do Theatro.

Em 1999, teve início o processo de remodelação do edifício, que foi submetido a profundas obras de restauro e requalificação, ao abrigo de um protocolo estabelecido entre a Câmara de Braga e o Ministério da Cultura.

A requalificação incluiu o restauro de todo o imóvel, com “total respeito” pela sua arquitetura e o reforço e a consolidação da estrutura e sua segurança.

Segundo o ‘site’ do Theatro, o objetivo foi a reconversão do “num grande complexo cultural, capacitado com a mais atual e completa tecnologia cénica e sonora, capaz de responder às necessidades da arte contemporânea nas suas mais variadas dimensões”.

Para além da sala principal, com lotação de 897 lugares, o equipamento foi complementado com duas novas salas: um pequeno auditório com 236 lugares e uma sala de ensaios.

Foi ainda aumentada a sua capacidade nas zonas de apoio, com a dotação de novos camarins e armazéns.

A requalificação incluiu também a reposição da traça original do salão nobre, libertando-o das alterações que foi sofrendo ao longo dos anos.

O teatro reabriu em 27 de outubro de 2006.

Dois anos depois, o município adquiriu as restantes ações e tornou-se detentor de 100% do capital da empresa.

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Braga

Prisão efetiva para cinco examinadores de condução de centro de exames de Vila Verde

Caso com 47 condenados, envolveu escolas de Vila Verde, Barcelos, Ponte de Lima, Vizela e Guimarães. Tribunal da Relação reduziu as penas a três deles

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Penas de prisão efetiva confirmadas pelo Tribunal da Relação de Guimarães. Os juízes decretaram-na, para cinco ex-examinadores do centro de exames da ANIECA- Associação Nacional dos Industriais de Condução, que existia em Vila Verde. Por corrupção nos exames, teóricos e práticos, para obtenção de cartas de condução.

ANIECA. Foto: O MINHO / Arquivo

Em princípio, apenas o examinador, Joaquim Oliveira, pode recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça, dado que a sua pena é de oito anos. Aos outros, aplica-se o princípio da dupla conforme, ou seja, o de que a decisão se torna definitiva quando é aplicada duas vezes.

Aquele Tribunal da Relação diminuiu as penas a Joaquim Oliveira, de dez para oito anos, a José Miguel Mota, de seis para cinco anos e seis meses, e a João Abreu, de sete para cinco anos e seis meses.

Os juízes mantiveram as penas a 25 outros condenados em primeira instância no Judicial de Braga, não alterando as de prisão efetiva, dos examinadores, João Ribeiro, (quatro anos e três meses) e João Cancela (quatro e nove meses).

Estes cinco arguidos ficam, ainda, obrigados a entregar ao Estado um total de 730 mil euros.

47 condenados

Em 2018, o Tribunal condenou, ao todo, 47 arguidos, 42 com penas suspensas,entre examinadores, donos de escolas de condução, instrutores e alunos. Estes arguidos ficaram obrigados a entregar quantias em dinheiro – de cinco a mil euros – a diversas instituições sociais.

O Coletivo de Juízes sentenciou, ainda, um agente da GNR, que apanhou dois anos e meio por alegadamente ter pedido favores para três alunos. Houve, ainda, dois arguidos absolvidos.

O tribunal considerou provado que os alunos eram auxiliados pelos examinadores, a troco de quantias monetárias que, em média, variavam de 1.000 a 1.500 euros, no caso dos exames teóricos, e de 100 a 150 euros nos práticos.

Mas havia quem pagasse mais, como foi o caso do futebolista Fábio Coentrão, que desembolsou 4.000 euros, tal como o próprio testemunhou em tribunal. O caso envolveu escolas de Vila Verde, Barcelos, Ponte de Lima, Vizela e Guimarães, sendo que os factos decorreram entre 2008 e 2013.

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