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Braga

Vieira do Minho disponível para investir mais 150 mil euros em obras de escola

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

O município de Vieira do Minho manifestou hoje disponibilidade para entrar com mais 150 mil euros para a requalificação da escola básica e secundária do concelho, desde que o Ministério da Educação assuma igual montante.

Em ofício dirigido ao ministro da Educação, o município apela a Tiago Brandão Rodrigues para efetuar “todas as diligências necessárias” para o avanço das obras, face à “insustentável degradação” das atuais instalações.

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Para o município, é necessário subir o preço-base do concurso em 300 mil euros, de 2,7 para três milhões de euros, para que apareçam empresas interessadas na obra.

Dois concursos já lançados ficaram vazios, tendo o vencedor do terceiro acabado por desistir também, por não ter condições de assumir a obra.

A câmara disponibiliza-se a assumir metade dos 300 mil euros adicionais, mas quer que o Ministério da Educação também o faça com a outra metade.

“A comunidade escolar de Vieira do Minho merece uma escola funcional e um tratamento igual ao de outras comunidades do país”, refere o ofício, aludindo a casos como Mondim de Basto e Valença do Minho, em que o preço-base dos concursos também foi aumentado.

Por acordo assinado em setembro de 2016, o município de Vieira do Minho passou a ser o dono da obra, encarregando-se do respetivo projeto e financiando com 225 mil euros, o mesmo montante do Ministério da Educação.

O grosso do investimento é assegurado por fundos comunitários.

Hoje, no distrito de Viana do Castelo, o ministro da Educação afirmou que o projeto para a escola de Vieira do Minho “está sobredimensionado”.

“A câmara assinou generosamente com o Ministério da Educação um acordo de parceria, mas o dono da obra é a câmara (…). Os projetos têm de ser realistas, em função do orçamento e das possibilidades financeiras e orçamentais”, referiu.

Tiago Brandão Rodrigues sublinhou ainda que o ministério tem trabalhado “de uma forma muito próxima” com a câmara para encontrar uma solução que permita o arranque dos trabalhos.

Os pais já promoveram três manifestações para exigir as obras e marcaram uma reunião para quarta-feira, para decidir o que fazer.

Para o presidente da câmara, António Cardoso Barbosa, só há dois caminhos: ou o Ministério da Educação assume mais 150 mil euros ou, se os pais assim o entenderem, o projeto será reformulado, com a consequente “perda de qualidade”.

A comunidade escolar queixa-se do amianto, do frio, da humidade e de fissuras.

“É uma escola que não reúne quaisquer condições para um ensino moderno e de qualidade”, sintetizou o presidente da Associação de Pais.

Para Paulo Magalhães, “é urgente que câmara e Ministério da Educação se entendam de uma vez por todas e as obras sejam desbloqueadas”.

“De uma forma ou de outra, o dinheiro sairá dos bolsos de todos nós”, referiu.

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