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Braga

Viatura ECMO do Hospital S. João ‘resgata’ doente covid em Braga

Só acontece em casos muito graves

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Viatura ECMO esteve quarta-feira no Hospital de Braga. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

É um procedimento normal, mas pouco frequente,  uma vez que é apenas usado em casos muito específicos e de extrema gravidade. Uma viatura ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorporal) ‘resgatou’, na tarde de quarta-feira, um doente com covid-19 do Hospital de Braga para o de S. João, no Porto, unidade de referência no Norte que tem este equipamento.

Ao que O MINHO apurou, este tipo de transporte só é efetuado raramente e em circunstâncias muito específicas, tendo o doente que responder a diversos critérios muito exigentes. Neste caso, segundo foi possível apurar, o doente estará na casa dos 20 anos.

Na semana passada, já havia sido transportado outro doente ECMO a partir do Hospital de Braga.

A tripulação é constituída por dois enfermeiros e dois médicos que ligam o paciente àquele equipamento para que possa ser transportado numa ambulância até ao hospital.

O doente encontrava-se nos cuidados intensivos do Hospital de Braga e por necessitar de ECMO teve que ser transferido para o de S. João, que é o único na região Norte que dispõe deste tratamento.

Fontes hospitalares contactadas por O MINHO explicam que este é um procedimento regular. No entanto, não é muito frequente, uma vez que é dirigido para casos de muita gravidade.

Em Portugal há três ECMO, dois em Lisboa e outra no S. João de Porto, que é referência para todo o Norte e Centro.

O Hospital de S. João tem capacidade para 20 doentes ECMO.

Este é um tratamento usado em “doentes com falência respiratória grave” que permite manter a funcionar os pulmões e o coração, com perspetivas de reversão.

O Hospital de S. João explica, na sua página de internet, que “o ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorporal) é uma técnica de suporte vital extracorporal. Tem sempre um caráter temporário, pretendendo-se que seja uma ponte para a recuperação ou para tratamento definitivo (e.g. cirurgia cardíaca)”.

Em casos muito selecionados, o ECMO pode também ser uma ponte para transplante. É uma técnica de tratamento complexa, de alto risco e com custos elevados, que exige uma equipa multidisciplinar e multiprofissional diferenciada com capacidade de resposta imediata 24 horas por dia, sete dias por semana.

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