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Viana do Castelo

Viana exige revisão “urgente” do modelo de financiamento da Unidade Local de Saúde

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O presidente da Câmara de Viana do Castelo reclamou esta sexta-feira a revisão “urgente” do modelo de financiamento da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) por estar a “prejudicar o investimento em recursos humanos e equipamentos”.

“Os valores médios de comparticipação são inferiores à média nacional, situação que tem prejudicado o investimento em recursos humanos, equipamentos e nas instalações dos serviços de saúde do Alto Minho”, afirmou José Maria Costa, citado num comunicado autárquico.

A ULSAM é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia em Viana do Castelo e o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas. Conta com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O autarca referiu que “apesar destas dificuldades”, traduzidas em subfinanciamento, “os profissionais de saúde têm feito um bom trabalho e atingido bons resultados de gestão, sendo muitas vezes penalizados face a outras unidades de saúde, que não conseguem tão bons indicadores de atividade e são mais financiadas”.

José Maria Costa, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, defendeu ainda que “os municípios querem intervir e participar no debate nacional sobre as políticas de saúde das populações e querem também reforçar parcerias com o Ministério da Saúde nas campanhas de promoção de saúde e também reforçar parcerias nas campanhas de promoção de saúde, no combate à obesidade, ao consumo do sal e do álcool”.

O autarca falava durante a sessão de abertura das comemorações do 20.º aniversário da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, a decorrer até sábado em Viana do Castelo.

A Rede, uma associação de municípios constituída formalmente a 10 de outubro de 1997 em Viana do Castelo, tem como missão apoiar a divulgação, implementação e desenvolvimento do Projeto Cidades Saudáveis nos concelhos que tenham essa prioridade da agenda dos decisores políticos.

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