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Barcelos

Vendedores da feira de Barcelos agastados com chegada de mais um hipermercado à cidade

Mercadona chegou à cidade em dia de feira semanal

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Abriu esta quinta-feira um novo hipermercado na cidade de Barcelos, pertencente ao grupo espanhol Mercadona, e já recolheu algumas críticas por parte de vendedores da feira semanal, que se mostraram, desde logo, irritados com o dia de abertura ter sido no mesmo dia da feira.


O MINHO falou com alguns feirantes que dividem opiniões em relação ao novo espaço, mas todos concordam que irá tirar clientela ao local de comércio da cidade.

Maria Adelaide Cruz está revoltada com os hipermercados. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Maria Adelaide Cruz, de Estela, Póvoa de Varzim, vende frutas e legumes, e sente-se bastante afetada com “tantos hipermercados” ao redor do recinto da feira.

“Hoje notou-se muita diferença em relação às outras semanas, não houve tanta afluência e não vendi quase nada”, lamenta.

A vendedora crê que foi uma afronta terem escolhido uma quinta-feira para abrir a nova loja e sente-se prejudicada por isso. “Acho que podiam fechar os supermercados nos dias de feira, mas sei que não é possível”, diz.

Acha, também, um grande contra “abrir tanto supermercado ao redor da feira”. “Estão muito perto, e isso prejudica-nos a nós, vendedores, e aos agricultores, já que só vimos uma vez por semana”.

Isabel Casais diz que nos hipermercados os produtos são mais caros. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Isabel Casais, de 31 anos, vende legumes e produtos de hortícola. Diz ter notado diferença ao longo do dia de hoje mas confessa que essa diferença “não é assim tanta”.

“Anda menos gente e vende-se menos, não digo que seja só por causa do hipermercado, porque também é fim do mês e isso contribuiu, mas não tenho dúvidas que algumas pessoas que cá costumam vir foram à nova loja”, afirma.

A vendedora refere que o problema não é este hipermercado em particular, mas sim todos em conjunto. “Toda a minha vida andei por aqui e fui notando uma grande diferença conforme foram abrindo mais hipermercados”, aponta.

Mas Isabel compreende o porquê de muitos consumidores preferirem aqueles espaços comerciais.

“Hipermercados são mais práticos, há estacionamento, não apanham chuva, e não apanham multas como acontece cá”.

Para que as pessoas regressem à feira, Isabel crê que é necessária uma mudança de mentalidade no consumidor. “Muitas pessoas vão lá porque julgam comprar mais barato mas as coisas são muito mais caras nos hipermercados e as pessoas já nem reparam nisso. Eu também compro algumas coisas por lá e vejo algumas promoções mas os outros produtos são mais caros, por vezes até três vezes mais”, salienta.

Maria Costa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Maria Costa, vendedora de ração e produtos relacionados com animais, diz não notar grande diferença na afluência de pessoas, mas confessa-se um pouco incomodada porque muitos dos clientes admitiram que, depois de dar uma volta pela feira, iam ao novo espaço comercial.

“Fico um bocado chateada com isso mas a vida é mesmo assim, os hipermercados tiram-nos muito negócio e acho que vai ser cada vez pior”, diz.

“Não sei como se pode resolver, antigamente não havia grandes superfícies e as pessoas vinham muito cá, mas agora isto vai morrendo aos poucos”, admite.

Todavia, Maria percebe o ponto de vista do consumidor, e diz mesmo que a nova loja Mercadona “fez bem em abrir por cá, sobretudo por trazer vantagens ao consumidor”. Mas recorda que “para o comércio local, nem por isso”.

Conceição Belo diz que “não podemos ser invejosos”. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Conceição Rolo, de Belinho, Esposende, diz que é preciso que todos “ganhem a vida” e, ao contrário dos colegas vendedores, não se mostra afetada pela abertura de novo hipermercado.

“Cada um vai vivendo o seu negócio e o dia a dia, porque todos temos de viver, tanto os feirantes como os hipermercados”, vinca. “Quem trabalha de dia também não consegue vir cá comprar, e por isso para essas pessoas é melhor o supermercado”, realça.

“Não podemos ser invejosos”, termina.

Conceição Pena não sente menos afluência. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Conceição Pena, de Fornelos, Barcelos, vende plantas e hortícolas, por isso admite não sentir tanto a abertura dos hipermercados. “Quem vende fruta sente mais”, adianta, revelando que do seu “lado” tem sido “tudo igual”.

“Há mais gente lá a ver mas depois voltam à feira. Não tenho receio dos hipermercados, o povo escolhe, quer ir à feira vai, se não quer, não vai. É onde for mais barato e onde agradar”, diz.

Feira de Barcelos. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Pelo recinto da feira de Barcelos, constatou-se que os vendedores de produtos alimentares são os mais afetados com a abertura de novos espaços com grandes superfícies, mas todos concordam que é preciso existir um equilíbrio entre as duas partes, de forma a que o consumidor saia sempre a ganhar.

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Barcelos

Motociclista em estado grave após colisão em Barcelos

EN 306

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Foto: O MINHO

Um motociclista sofreu ferimentos graves na sequência de uma colisão ao final da tarde deste sábado em Pereira, concelho de Barcelos, disse a O MINHO fonte do CDOS.

O homem, cuja idade não foi possível apurar, seguia na EN 306 quando terá colidido com outra viatura, ao que tudo indica um trator.

Foto: O MINHO

Para o local foi mobilizada uma ambulância dos Bombeiros de Barcelinhos que procederam à estabilização da vítima.

Foi transportada para o Hospital de Braga sendo considerado um “ferido grave”.

A GNR registou a ocorrência que cortou aquela via após as 18:55.

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Barcelos

Jovem de Barcelos diz que matou pai à machadada para acabar com inferno em casa

Justiça

em

Foto: Ivo Borges / Arquivo

Um jovem de 17 anos acusado de matar o pai à machadada em Pereira, Barcelos, confessou hoje o crime, explicando que o seu objetivo foi acabar com o “inferno” criado em casa pelo progenitor.

No início do julgamento, no Tribunal de Braga, num depoimento confuso e marcado por crises de choro, o arguido disse que o pai andava constantemente embriagado, discutia recorrentemente com a mãe sobretudo por questões de dinheiro e que a insultava “quase todos os dias”.

Além disso, admitiu também que ficava “intimidado” com os “toques” que o pai “de vez em quando” lhe dava nas costas, nos ombros e nas virilhas, atribuindo-lhes um cariz sexual.

O homicídio ocorreu em 26 de julho de 2019, um dia depois de a vítima ter regressado de França, onde estivera emigrado desde janeiro.

“Foram os melhores momentos das nossas vidas”, disse o arguido, referindo-se ao período em que o pai não esteve em casa.

Mal chegou, as discussões com a mãe voltaram, tendo a vítima ainda deixado claro que a partir dali “ainda ia ser pior”.

No dia dos factos, ao almoço, o pai voltou a insultar a mãe do arguido.

A mãe foi entretanto trabalhar e o pai foi “dormitar”, para o quarto.

O arguido foi buscar uma machada e desferiu-lhe um número não concretamente apurado de golpes, que o atingiram, além do mais, na cabeça, face, peito, membros e órgãos genitais, acabando por lhe provocar a morte.

A acusação, como hoje sublinhou a juiz presidente, tem cinco páginas com as lesões sofridas pela vítima.

O arguido deixou a machada espetada na cabeça do pai.

“Atuou com frieza de ânimo, aproveitando-se do facto de o seu pai estar deitado a descansar e alheio aos seus intentos, não lhe dando hipótese de qualquer defesa”, sublinha a acusação.

O arguido disse que nunca antes tinha pensado em fazer aquilo e alegou que não se lembra em que partes do corpo atingiu o pai.

“Só sei que fiz isto”, referiu, acrescentando ainda que quis “proteger” a mãe.

Hoje, o tribunal ouviu também a mãe do arguido, que disse ter vivido “muito aterrorizada” com o comportamento do marido e que o filho “tinha sempre muito medo do pai”.

“Até hoje ainda não acredito que o meu filho tenha feito aquilo. Ele morria de medo de objetos que cortassem. Teve de acontecer alguma coisa de muito grave, mas ele nunca me contou, porque é muito fechado, muito reservado”, referiu.

Em relação ao período em que o marido esteve emigrado, disse que “foram quatro meses como nunca tinha tido na vida”.

Disse ainda que o filho “sempre foi muito apegado” a ela, tanto que ainda hoje dormem na mesma cama.

O arguido, que à data dos factos tinha 16 anos, está acusado de homicídio qualificado, um crime punível com até 25 anos de prisão.

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Barcelos

JOM abre nova loja em Barcelos no fim do verão e aceita candidaturas

Economia

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Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

A JOM, cadeia portuguesa de artigos para o lar, está a construir uma nova loja em Barcelos.

Tendo já uma loja naquele concelho, na freguesia de Adães, a cerca de seis quilómetros da cidade, a nova unidade trará, no entanto, uma maior centralidade à marca.

Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

A nova loja está a ser construída em Arcozelo, junto à circular urbana, num terreno localizado entre a Rua Pedro Álvares Cabral e a Rua das Calçadas, uma localização próxima do centro de Barcelos.

A JOM adiantou a O MINHO que “a abertura da nova loja em Barcelos está prevista para o final de setembro/início de outubro, sendo a data oficial comunicada em breve”.

A abertura de nova loja pode representar também oportunidades de emprego.

“A JOM está em crescimento e estamos sempre abertos à captação de novos colaboradores que se identifiquem com os valores da nossa organização”, refere a empresa na resposta enviada a O MINHO, acrescentando que “os interessados poderão enviar a sua candidatura para [email protected]”.

Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

A JOM é uma empresa 100% portuguesa com mais de 20 anos no mercado que tem como base “um conceito diferente e inovador de reunir no mesmo espaço” vários artigos para o lar.

“Nas nossas lojas dispomos de um variado leque de móveis, sofás, eletrodomésticos, decoração, iluminação, utilidades e têxteis-lar. O nosso objetivo é oferecer uma variedade de soluções para diferentes gostos, estilos e tendências, desde as linhas mais modernas e de vanguarda, até aos clássicos e rústicos sempre intemporais”, descreve a empresa.

A JOM está representada em 23 cidades do país, entre as quais Viana do Castelo, Guimarães e Braga.

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