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País

Universidade da Beira Interior vence Prémio Manuel António da Mota

No valor de 50 mil euros.

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Foto: DR/Arquivo

O Prémio Manuel António da Mota, no valor de 50 mil euros, foi este domingo entregue ao projeto eCO2blocks, da Universidade da Beira Interior, que se propõe desenvolver produtos para construção civil com resíduos industriais, reduzindo a utilização de recursos naturais.

Dirigido em particular às indústrias que produzem produtos pré-fabricados, a solução apresentada pela eCO2blocks, um projeto desenvolvido por um consórcio criado pela Universidade da Beira Interior (UBI) e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), utiliza resíduos industriais ricos em cálcio e magnésio que endurecem com absorção de dióxido de carbono, em condições de humidade, temperatura e pressão constantes.

Os produtos são depois obtidos por moldagem e compactação da mistura dos resíduos e água residual não potável, um processo de fabrico 10 vezes mais rápido e 45% mais barato relativamente à opção tradicional com cimento.

Além disso, o processo de fabrico dos produtos não requer a utilização de água potável como na obtenção de produtos de construção equivalentes produzidos com cimento Portland.

Por cada tonelada de cimento Portland produzido é libertada para a atmosfera cerca de uma tonelada da CO2 e, por cada metro cúbico de betão, em média, são gastos cerca de 150 litros de água potável, além de grandes quantidades de recursos minerais, como, por exemplo, areias dos rios que ao serem removidas agravam a erosão costeira.

Segundo o presidente da Comissão Executiva da Fundação António da Mota, Rui Pedroto, a nona edição do Prémio Manuel António da Mota, sob o lema “Portugal Sustentável”, procurou chamar a atenção para a importância do cumprimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável na construção do futuro coletivo, tendo distinguido as instituições que se notabilizaram pelos projetos apresentados nestes domínios, em que se cruzam as questões económicas, sociais e ambientais.

A par da UBI, foram ainda distinguidas nove instituições nacionais, cabendo o 2.º e 3.º lugares, respetivamente, à Associação BIPP – Inclusão para a Deficiência, com um prémio de 25.000 euros, e GAT – Grupo de Ativistas em Tratamento, com um prémio de 10.000 euros.

Foram também atribuídas sete menções honrosas, no valor de 5.000 euros cada, às instituições AGUIARFLORESTA – Associação Florestal e Ambiental de Vila Pouca de Aguiar, Associação Algarvia de Pais e Amigos de Crianças Diminuídas Mentais, Associação Cuidadores – Melhorar a vida de quem cuida, Câmara Municipal de Esposende, Cooperativa Integral Minga CRL, COOPÉRNICO – Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável CRL e Os Pioneiros – Associação de Pais de Mourisca do Vouga.

A cerimónia, que decorreu no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O Prémio Manuel António da Mota foi criado em 2010 pela Fundação Manuel António da Mota com o objetivo de reconhecer anualmente organizações e personalidades que se destaquem nos vários domínios de atividade da Fundação.

A edição de 2017 foi dedicada ao combate à pobreza e exclusão social, com especial enfoque nas crianças, jovens e famílias.

Desde que foi criado, este prémio já distinguiu cerca de 90 entidades, num montante global de um milhão de euros.

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País

Espeleólogos portugueses resgatados “sãos e salvos” em Espanha

Resgate

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Foto: Telemadrid

Os quatro espeleólogos portugueses já foram resgatadas da gruta de Cueto-Conventosa, na Cantábria, Espanha, anunciou o Município de Cantábria. Dois dos “aventureiros” são da região do Minho, um de Esposende e outro de Guimarães.

Ficaram retidos dentro da gruta no sábado e só ao final desta segunda-feira conseguiram ser resgatados. A subida da água por causa da chuva bloqueou-lhes a saída.

A gruta de Cueto-Coventosa situa-se na região autónoma da Cantábria, na costa norte de Espanha, e é um desafio para todos os espeleólogos.

Os quatro portugueses entraram pelo Cueto, e cerca de 30 horas depois deveriam ter saído por Covendosa.

São 695 metros de desnível com um intrincado sistema de poços e túneis.

Os espeleólogos portugueses ainda conseguiram avançar 50 metros de profundidade durante hora e meia, mas a subida das águas impediu o resto do percurso.

O resgate foi feito pelas autoridades espanholas e concluído com sucesso ao final da tarde desta segunda-feira.

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País

Quase 50 empresas vão promover frutas e legumes portugueses em Madrid

Fruit Attraction

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Foto: DR / Arquivo

Quase 50 empresas e organizações de produtores vão estar, através da associação Portugal Fresh, entre terça e quinta-feira, em Madrid, a promover legumes e frutas portuguesas, na Fruit Attraction, uma das maiores feiras do setor da Europa.

A comitiva portuguesa tem vindo a crescer, passando de 20 empresas e organizações em 2011, ano em que a associação se estreou no certame, para 46, conforme, avançou, em comunicado, a Portugal Fresh.

A área ocupada também será a maior de sempre, com o stand português a alcançar os 600 metros quadrados (m2), mais do dobro do que tinha em 2011 (275 m2).

“A diversidade da oferta portuguesa aumentou consideravelmente e os pioneiros da promoção internacional – empresas do setor das peras e maçãs – estão hoje muito bem acompanhados por pequenos frutos, laranjas, tomates, kiwis, uvas, abóboras, couve portuguesa, cenouras, batatas e tantos outras que garantem uma mistura de aromas, sabores e cores únicas”, destacou, citado no mesmo documento, o presidente executivo da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade.

A participação portuguesa nesta feira insere-se na estratégia de promoção externa da associação, que tem como objetivo alcançar 2.000 milhões de euros de exportações do setor em 2020.

Em 2018, as vendas para os mercados externos representaram 1.500 milhões de euros.

Entre as 46 entidades portuguesas que vão estar presentes na Fruit Attraction, encontram-se 29 empresas como a Lusomorango, a Beirabaga, a Quinta do Pizão e a Central Fruitas do Painho.

Por outro lado, vão também marcar presença nove associações, onde se encontram, a Associação Nacional de Kiwicultores (APK) e a Associação Portuguesa da Castanha (Refcast).

No stand português vão ainda estar oito parceiros como a Hubel, a Magos e a Caixa Agrícola.

Criada em, 2010, a Portugal Fresh conta, atualmente, com 87 sócios, que representam mais de 4.500 produtores portugueses.

Entre os objetivos desta associação encontram-se a valorização da origem Portugal e o incentivo ao consumo de frutas e legumes.

No total, a Fruit Attraction vai receber 1.800 empresas de 130 países e são esperados 90 mil visitantes.

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Especialista defende fixação de pessoas nas zonas florestais remotas

Domingos Xavier Viegas quer minimizar incêndios florestais

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Foto: DR / Arquivo

O professor universitário Domingos Xavier Viegas defendeu, na Lousã, a fixação de pessoas nas zonas florestais remotas, para que o interior possa enfrentar as alterações climáticas e minimizar os riscos de incêndio.

“Verificamos que muitos desses territórios são atualmente ocupados por cidadãos estrangeiros, que não são propriamente eremitas”, disse Xavier Viegas à Agência Lusa.

O investigador da Universidade de Coimbra, especialista em incêndios rurais, falava à margem de um encontro de discussão no âmbito do projeto europeu de investigação “Resilient Forest”, coordenado pela Universidade Politécnica de Valência, em Espanha.

“É possível fixar população nessas zonas florestais”, algumas das quais foram povoadas no passado, e “podemos pensar num outro tipo de pessoas” para o efeito, designadamente jovens que pretendam “encontrar condições ambientais” para uma nova vida, preconizou.

Nas últimas décadas, famílias de outros países, maioritariamente da União Europeia (UE), instalaram-se na Serra da Lousã, por exemplo, em diferentes concelhos que têm sido devastados pelos fogos, nos distritos de Coimbra e Leiria.

“Estes cidadãos não têm problemas em escolher para viver locais remotos no meio das serras”, salientou Xavier Viegas, indicando que esta tendência é comum a diversos municípios de norte a sul de Portugal.

Na sua opinião, a aposta no turismo deve ser acompanhada por medidas do Estado e das autarquias que promovam outras atividades económicas, que criem oportunidades de emprego e incentivem o regresso das pessoas às áreas florestais do interior.

“É mais agradável visitar um território onde vivem pessoas”, sublinhou o presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Cofinanciado pelo programa LIFE+ da UE, o projeto “Resilient Forest” tem a participação de uma equipa do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI, cujo laboratório funciona no aeródromo da Chã do Freixo, junto ao polo da Lousã da Escola Nacional de Bombeiros.

No encontro, com a presença de representantes das câmaras municipais e de outras entidades da região, foram debatidas iniciativas de índole ambiental que têm sido desenvolvidas na bacia hidrográfica do rio Ceira, afluente do Mondego, um dos casos de estudo do projeto.

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