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Alto Minho

Unidade Contra Terrorismo deteve espanhol em Monção para cumprir pena de 30 anos

Polícia Judiciária

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Foto: DR / Arquivo

Um espanhol procurado “há muito” tempo pelas autoridades do seu país, para cumprimento de uma pena de 30 anos de prisão, foi detido no sábado na região de Monção por agentes da Polícia Judiciária, foi hoje anunciado.


O detido, de 54 anos, foi detido pela Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra Terrorismo, naquela vila raiana, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades judiciárias de Espanha, adianta a PJ em comunicado.

Segundo a PJ, o suspeito era “há muito” procurado pelas autoridades espanholas para cumprimento de “uma pena cumulativa de 30 anos de prisão, pela prática de vários crimes de roubo à mão armada a agências bancárias, de extorsão a empresários e de um crime de homicídio, factos cometidos entre os anos de 1990 e 1997 em Espanha”.

O arguido foi presente ao Tribunal da Relação de Guimarães e encontra-se agora em prisão preventiva a aguardar extradição.

A Unidade Nacional Contra Terrorismo contou com a colaboração do Corpo Nacional de Polícia de Espanha.

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Alto Minho

Morreu segundo piloto do avião que caiu a combater incêndio de Lindoso

Vítima de 38 anos

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Foto: DR

Morreu esta segunda-feira o co-piloto espanhol de 38 anos do avião que caiu a combater o incêndio no Parque Nacional da Peneda Gerês, em 8 de agosto, agosto e que tinha provocado a morte do piloto português Jorge Jardim.

De acordo com a imprensa espanhola, o cadáver foi encontrada na casa dos pais, em Babilafuente, onde se encontrava a recuperar dos graves ferimentos sofridos no acidente.

Aguardam-se os resultados da autópsia para determinar as causas da morte.

Morreu um dos pilotos do avião que caiu a combater incêndio no Gerês

O mesmo acidente tinha vitimado Jorge Jardim, piloto de nacionalidade portuguesa, de 65 anos, que morreu no local, apesar das tentativas realizadas pelos elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O avião despenhou-se numa área do território espanhol, “a cerca de um, dois quilómetros da fronteira com Portugal”, acrescentou a mesma fonte.

Tratava-se de um avião anfíbio pesado (Canadair CL215), do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, do Centro de Meios Aéreos de Castelo Branco, que participava nas operações de combate a um incêndio que lavra no Parque Nacional da Peneda Gerês.

O avião despenhou-se num acidente junto à Barragem do Alto do Lindoso, na sequência de uma operação de ‘scooping’ (reabastecimento de depósito de água).

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Alto Minho

Caminhada na Serra d’Arga quer “mostrar ao vivo” impacto de exploração de lítio

Ambiente

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Foto: CM Caminha / Arquivo

Uma caminhada em torno do maciço granítico da Serra d’Arga quer mostrar “ao vivo”, no domingo, o impacto da eventual exploração de lítio naquela área partilhada por Viana do Castelo, Caminha, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira.

“O objetivo é alertar a população. Explicar o que está em causa, e nada melhor do que vermos ao vivo as zonas e a biodiversidade que poderá ser afetada. Achamos que melhor do que uma sessão de esclarecimento dentro de quatro paredes é uma sessão de esclarecimento feita a caminhar no próprio local”, disse hoje à agência Lusa o porta-voz do movimento SOS Serra d’Arga, que organizada a ação.

Segundo Carlos Seixas, a caminhada, com uma extensão de cerca de seis quilómetros, começa e termina na Chã Grande, na Senhora do Minho.

O ponto de encontro dos participantes está marcado para domingo, pelas 08:30, na Chã Grande na Senhora do Minho, com chegada às 11:30, ao mesmo local o destino dos participantes que optarem por fazer o percurso em BTT.

Segundo o porta-voz do movimento SOS Serra d’Arga, os interessados “terão de se inscrever num formulário ‘online’ que foi criado para o efeito e onde constam todas as regras determinadas pela Direção-Geral da Saúde”.

“As pessoas terão de usar máscaras de proteção, sendo que os participantes serão distribuídos por grupos, que partirão para a caminhada intervalados entre si para garantir o devido distanciamento social”, especificou.

O movimento SOS Serra d’Arga tem vindo a promover, desde agosto, várias ações de sensibilização, envolvendo associações galegas “em defesa de um património comum, o rio Minho, que poderá estar em causa se o projeto de mineração que o Governo português pretende implementar for para a frente”.

Em comunicado hoje enviado à Lusa, o movimento explicou que a caminhada marcada para domingo pretende ser “um momento de celebração e tributo ao património natural, cultural, histórico e paisagístico da nossa serra sagrada”, com o “propósito de partilhar e experienciar, coletivamente, a vastidão da paisagem e ajudar a formar uma consciência clara do que se encontra sob ameaça de um projeto de fomento mineiro que o Governo pretende implementar”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Aqueles municípios já deram início ao projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, liderado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que visa a classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal.

O movimento SOS Serra d’Arga congratula-se com a iniciativa, mas “não descansa”.

“Estamos muito satisfeitos com o processo já iniciado pelas câmaras municipais para a criação da área protegida. É mais um instrumento de proteção, mas não estamos descansados. O projeto de decreto-lei, recentemente publicado pelo Governo, nem sequer assegura que estas zonas venham a ser protegidas da mineração e, por isso, não podemos estar sossegados. É mais um passo até termos assegurada a suspensão definitiva deste processo que visa a mineração dos nove sítios no Norte de Portugal”, disse Carlos Seixas.

Em julho de 2019, o Governo decidiu “excecionar” o sítio Rede Natura 2000 Serra d’Arga do conjunto de áreas a integrar no concurso para a prospeção de lítio, mas o movimento SOS Serra d’Arga assegura que se mantém a pretensão de exploração mineira naquela serra.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

Devem ser abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

No início deste mês, a Comissão Europeia defendeu a exploração de lítio no norte de Portugal, no âmbito da nova estratégia da União Europeia (UE) para reduzir a dependência externa de matérias-primas essenciais, mas apelou ao diálogo com as comunidades locais.

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Viana do Castelo

Chico da Tina volta a ser rei da internet com 100 mil ‘views’ em menos de 24 horas

Trapstar do Alto Minho

em

Foto: DR

O novo videoclipe de Chico da Tina, músico de Viana do Castelo, é mais um sucesso na internet. Lançado às 12:00 de domingo no You Tube, “7. Ronaldo” já tinha, às 10:00 desta segunda-feira, ultrapassado as 100 mil visualizações.

Chico da Tina (abreviatura de Francisco da Concertina) é um dos maiores fenómenos da música portuguesa atual, somando números astronómicos de visualizações no You Tube.

Já o último videoclipe, “Resort”, como O MINHO noticiou, tinha alcançado as 100 mil visualizações em apenas um dia – pouco mais de um mês depois já ultrapassou um milhão.

Algo a que o ‘trapstar’ do Alto Minho já está habituado, uma vez que os vídeoclipes de dois dos seus temas mais famosos, “Põe-te Fino” e “Freicken”, têm 1,6 milhões e 1,7 milhões de visualizações, respetivamente.

Chico da Tina estreou-se com o EP “Trapalhadas” em 2019 e no mesmo ano lançou o primeiro longa-duração “Minho Trapstar”.

Novo ‘clip’ de Chico da Tina (trapstar do Alto Minho) com 100 mil ‘views’ em 24 horas

O músico minhoto ganhou maior visibilidade após ganhar o Prémio de música realizado pelo festival Mimo de Amarante, no ano passado.

Fortemente influenciado pelos sons e vivências do Minho, criou uma combinação inédita entre o trap (subgénero do rap), a concertina e as gírias regionais, unindo a tradição e a modernidade.

“É uma proposta meta-irónica do trap subvertido ao linguajar e costumes do universo minhoto. No entanto, para além desta ‘colagem’ estética entre dois polos que à primeira vista poderiam ser opostos, há um atrevimento lírico que se pretende afirmar pelo desafio ao politicamente correcto e aos limites da linguagem que ultimamente se têm vindo a estreitar”, refere a sua descrição na página do festival Mimo.

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