UMinho quer “valorizar e proteger” biodiversidade e ecossistemas da zona do Alvarinho

Melgaço e Monção
Foto: DR

A Universidade do Minho quer “valorizar e proteger” a biodiversidade e os ecossistemas associados às vinhas que produzem Alvarinho, através do estudo da fauna e da flora de quintas de Melgaço e Monção, na região demarcada.

Em entrevista à Lusa, uma das responsáveis pelo projeto “ECO-AGRIFOOD”, Fernanda Cássio, diretora do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) daquela universidade, que desenvolve o projeto em parceria com o Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade (IB-S), explicou que além da proteção, o projeto visa a “fomentação da biodiversidade” daquela área.

Segundo a investigadora, o projeto, financiado pelo programa operacional Norte2020, também com o objetivo de “valorizar a zona Norte de Portugal”, vai depois debruçar-se sobre o estudo “nomeadamente dos nematoides dos solos”, estudando “as diferenças que existem entre as zonas que mantêm as plantas espontâneas e aquelas em que as plantas são semeadas”.

“A combinação de diferentes infraestruturas ecológicas, como por exemplo sebes, muros de pedra, e bosques, fazem com que se quebre a monocultura de vinha, aumentando a biodiversidade e a complexidade de habitats, criando refúgio para fauna e flora e reduzindo a vulnerabilidade ecológica a pragas na vinha” explicou Fernanda Cássio.

A investigadora referiu ainda que já foi possível concluir que, nas zonas “com maior diversidade a eficácia, há menos ataques de pestes” pelo que, salientou, “menor necessidade de recorrer a pesticidas”, o que acrescenta vantagens à produção.

“Se o uso de pesticidas não é necessário, isso tem implicações ao nível da saúde dos ecossistemas, do ambiente, também dos custos de produção, que baixam, e na saúde dos consumidores, porque acabamos por os acumular nos nossos organismos, além de que alteram os ecossistemas”, disse.

Sobre a escolha da região para realizar o estudo, Fernanda Cássio referiu que “além do financiamento Norte2020 ter que beneficiar diretamente a região, há nesta zona há três culturas chave: o vinho, a castanha e a produção de azeitona”.

“Nós começámos pelas vinhas, mas este projeto não irá parar aqui”, adiantou.

 
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