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“Tudo será diferente” após pandemia

Papa Francisco

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Foto: DR / Arquivo

O Papa Francisco disse hoje, numa mensagem de vídeo divulgada esta noite, que “tudo será diferente” após a pandemia global, da qual a humanidade poderá sair “melhor ou pior”, apelando a uma “sociedade mais justa e equitativa”.


“Quando sairmos desta pandemia, não poderemos continuar a fazer o que estávamos a fazer, e como estávamos a fazer. Não. Tudo será diferente”, disse o pontífice numa mensagem de vídeo em espanhol, por ocasião da festa de Pentecostes.

“Das grandes provações da humanidade, entre estas a da pandemia, nós sairemos melhores ou piores. Não é a mesma coisa. Pergunto-vos: como querem sair disto? Melhor ou pior?” questionou o Papa Francisco.

A nível global, a pandemia causada pelo novo coronavírus já infetou mais de seis milhões de pessoas em todo o mundo, dois terços das quais na Europa e Estados Unidos, segundo um balanço da AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Mundo passa o meio milhão de mortos com covid-19

Pandemia

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A pandemia de covid-19 já matou 512.383 pessoas e infetou mais de 10,5 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG de hoje, baseado em dados oficiais dos países.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, às 19:00 TMG (20:00 de Lisboa) de hoje, 10.564.050 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em finais de dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 5.341.000 são agora considerados curados.

Porém, a AFP avisa que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países testam apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e estados países pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Desde a contagem realizada às 19:00 TMG de terça-feira, 5.354 novas mortes e 183.264 novos casos ocorreram no mundo.

Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o Brasil, com 1.280 novas mortes, os Estados Unidos (1.169) e o México (648).

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são os países mais afetados em termos de número de mortes e de casos, com 127.681 mortes e 2.658.324 casos.

Pelo menos 720.631 pessoas foram declaradas curadas até hoje pelas autoridades norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 59.594 mortes e 1.402.041 casos, o Reino Unido, com 43.906 mortes (313.483 casos), a Itália, com 34.788 mortes (240.760 casos) e a França, com 29.861 mortos (202.126 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua a ser o que apresenta maior número de óbitos face à sua população, com 84 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida pelo Reino Unido (65), Espanha (61), Itália (58) e Suécia (53).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.534 casos (três novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.479 recuperações.

A Europa totalizava às 19:00 TMG de hoje 197.605 mortes e 2.693.243 casos, os Estados Unidos e Canadá 136.344 mortes (2.762.595 casos), a América Latina e Caraíbas 116.534 mortes (2.591.485 casos), a Ásia 35.156 mortes (1.330.970 casos), o Médio Oriente16.470 mortes (769.591 casos), África 10.141 mortes (406.747 casos) e a Oceânia 133 mortes (9.423 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A AFP alerta que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia de dados, os valores de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

Em Portugal, morreram 1.579 pessoas das 42.454 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Autoridades desvalorizam novo vírus ligado a suínos com origem na China

Comissão Europeia

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Foto: DR

A Comissão Europeia garantiu hoje que um novo vírus ligado a suínos e identificado num estudo “não representa” qualquer perigo para a saúde, e disse que a União Europeia (UE) “não importa produtos suínos da China”.

“Estamos cientes da importância de sistemas de vigilância epidemiológica, mas é importante realçar que o vírus identificado neste estudo não representa, de momento, um perigo para a saúde humana e a UE não importa produtos suínos da China”, disse à Lusa fonte comunitária, a propósito de informações sobre a possibilidade de uma nova pandemia a partir de uma estirpe do vírus da gripe suína descoberta na China.

A própria China também já minimizou hoje o perigo de uma nova pandemia a partir dessa estirpe, descoberta no país por investigadores que a relataram num estudo publicado na segunda-feira na revista científica norte-americana PNAS.

Os vírus, detetados por cientistas de universidades chinesas e do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da China, foram designados G4, descendem geneticamente da estirpe H1N1, e possuem “todas as características essenciais, mostrando alta adaptabilidade para contaminar seres humanos”, tendo por isso potencial para provocar uma nova pandemia como a que o mundo enfrenta hoje, que também começou na China.

No entanto um porta-voz da diplomacia chinesa, Zhao Lijian, afirmou que “os especialistas concluíram que o tamanho da amostra citada no relatório é pequeno e não representativo”, garantindo que o país continuará a “monitorizar a doença, dará o alerta se for necessário e tratá-la-á a tempo”.

A fonte comunitária disse à Lusa que a Comissão está a monitorizar ameaças zoonóticas potenciais dentro da UE e no mundo mas acrescenta que o estudo em causa não apresenta, até ao momento, evidência de transmissão humano-humano, embora demonstre conhecer-se este vírus pelo menos desde 2013.

“De qualquer forma, caso ameaças sérias se tornem evidentes, a Comissão trabalhará para minimizar os riscos e proteger a saúde de todos. É clara a importância de uma boa preparação e de continuar a melhorar a resiliência dos nossos sistemas e sociedades porque sabemos que a covid-19 não será a última ameaça de saúde com a qual teremos de lidar”, disse a fonte da Comissão.

A fonte salientou ainda que a saúde das pessoas e a saúde do planeta estão interligadas e que a degradação do ambiente conduz a doenças que afetam os humanos.

De acordo com o estudo em causa entre 2011 e 2018 os cientistas recolheram 30.000 amostras em porcos mantidos em matadouros nas 10 províncias chinesas e num hospital veterinário e conseguiram isolar 179 vírus da gripe suína, concluindo que 10,4 por cento das pessoas que estiveram em contacto com os animais foram infetadas.

Contudo, ainda não têm provas de que, para já, os vírus G4 tenham capacidade de se transmitirem de humano para humano.

O novo coronavírus que provoca a doença covid-19, relatado pela primeira vez no final do ano passado na cidade chinesa de Wuhan (centro), já infetou mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo.

Segundo a maioria dos cientistas, o vírus provavelmente foi transmitido aos seres humanos a partir de um animal.

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Cirque du Soleil abre insolvência e despede 3.500 funcionários

Crise

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Foto: DR

A covid-19 começa a provocar as primeiras baixas financeiras em larga escala, com a cultura a ser um dos setores mais afetados. Desta vez, e o gigante dos espetáculos de acrobacia, o Cirque du Soleil, a anunciar um pedido de insolvência que levará 3.500 trabalhadores para o desemprego.

O famoso circo canadiano, conhecido em todo o mundo, anunciou o pedido na segunda-feira, após “enorme interrupção e encerramento forçado de exibições como resultado da pandemia de covid-19” .

A administração do circo pretende agora reestruturar a dívida, que orça cerca de 890 milhões de euros (de acordo com a CNN), com ajuda do governo do Canadá e com outras empresas privadas. Nos últimos três meses, o Cirque du Soleil cancelou 16 espetáculos que lhe poderiam trazer retorno financeiro para não chegar a este ponto.

“Nos últimos 36 anos, o Cirque du Soleil tem sido uma organização altamente bem-sucedida e lucrativa”, explicou em comunicado Daniel Lamarre, CEO do Cirque du Soleil Entertainment Group.

“No entanto, com zero de receitas desde o encerramento forçado de todos os nossos espetáculos devido à covid-19, a administração teve que agir rapidamente para proteger o futuro da empresa”, acrescentou.

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