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Tubarões-azuis filmados junto às praias da Galiza

Nas Ilhas Ciés

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Um grupo de tubarões-azuis foi captado em imagens junto à costa da Galiza, levando a um alerta do Instituto Espanhol de Oceanografia. Estes animais não representam perigo para os humanos e estarão mais perto da costa para procurar alimento e para evitar serem devorados por peixes maiores, no Oceano Atlântico profundo.

De acordo com o jornal La Voz de Galicia, os tubarões já foram avistados junto a diferentes praias, sobretudo nas Ilhas Ciés, na praia de A Lanzada e na ria de Arousa, assim como nos areais de Muros e Nóia.

De acordo com a mesma fonte, estes animais são crias de tubarão e já há alguns anos que escolhem águas galegas para se desenvolverem, antes de iniciarem o percurso pelo oceano. Muitos deles são inclusive pescados junto à costa.

A mesma fonte explica que estes tubarões nada têm a ver com os de outras zonas como África Sul, Recife ou Austrálias, até porque são criaturas em vias de desenvolvimento. “Nascem no meio do oceano mas graças ao instinto de sobrevivência, nadam junto à costa para conseguir alimento e evitar predadores”, disse o biólogo Alfredo López, assegurando que são inofensivos para o ser humano.

O biólogo salienta que os exemplares adultos, como as mães, não estão na Galiza, mas sim em águas profundas do alto mar, e nunca se aproxima das rias.

De acordo com o mesmo biólogo, os exemplares avistados em Espanha têm, geralmente, cerca de meio metro de comprimento, embora haja exceções, como o captado nas imagens esta semana, que rondava os 1,30 metros de comprimento.

“Têm dentes muito afiados, por isso podem fazer algum dano se não forem manejados de forma adequada”, disse Alfredo Lopez, recordando um caso de um menino mordido numa mão por um destes tubarões, em Finiesterra, porque “terá pisado ou manuseado o tubarão”.

Nesse sentido, e apesar de não ser considerado um perigo para o ser humano, o biólogo recomenda que se evite o contacto direto com o animal, muito menos agarrá-lo, pelo que poderá morder. Caso algum seja avistado no areal, sem conseguir regressar à água, o melhor é arrastá-lo com uma toalha.

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