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SC Braga

Tribunal do Trabalho adiou julgamento de ação de indemnização a ex-gestor do bingo do SC Braga

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Estava marcado para esta quinta-feira no Tribunal de Trabalho mas foi adiado. Porque – segundo fonte judicial – a peritagem informática pedida pelo Supremo Tribunal de Justiça às contas do antigo bingo do SC Braga não ficou ainda pronta. A peritagem ocorre no âmbito do processo em que o clube foi condenado a pagar uma verba que pode ir dos 574 mil aos 800 mil euros, ao antigo gestor do Bingo, Sebastião Carvalho Campos.

Conforme O MINHO noticiou, envolve os computadores do antigo Bingo – situado no edifício do centro comercial Gold Center – e os recibos que foram passados ao então gestor.

A Comissão de peritos, que começou a funcionar em finais de 2017, tem três membros, um nomeado pelo Tribunal, e os outros pelas duas partes.

O despacho do Supremo prende-se com o recurso de revisão – interposto pelo clube – para revogação da sentença do Tribunal da Relação de Guimarães, que o obriga a pagar aquela verba ao ex-gestor.

Antes, havia prestado uma caução em Tribunal para evitar que a Taça de Portugal, conquistada em 1966 e que se encontra penhorada à ordem do processo desde 2015, fosse levada por Sebastião Carvalho Campos e posta à venda.

O recurso tem como fundamento o de que a sentença foi proferida com base em documento falso, “o qual determinou os montantes elevados dela constantes”.

O clube não aceita pagar voluntariamente a dívida, e diz que soube que o ex-gerente do Bingo tinha saído de outras empresas, onde trabalhava ao mesmo tempo que era diretor da sala de Bingo, e onde também era contabilista.

Ordenou, por isso, que fosse feita uma auditoria à contabilidade do Bingo, tendo verificado que o salário real do trabalhador era de apenas 1.500 euros e que o recibo de vencimento que este apresentou ao tribunal era falsificado, tanto que nem constava do programa de contabilidade onde eram processados os salários.

O ex-gestor ganhava 6.069 euros quando o clube fechou o bingo em 2008, por acumulação de prejuízos, tendo pedido dois milhões de euros de indemnização e salários. Na ocasião, não houve acordo de rescisão e o caso seguiu para o Tribunal de Trabalho, onde lhe foi dada razão e a sete outros funcionários, por despedimento ilegal. Estes últimos chegaram a acordo com a coletividade desportiva, tendo três sido reintegrados.

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