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Região

Tribunal de Braga aplica prisão preventiva a oito suspeitos de tráfico de droga

Tráfico de droga em Braga e Guimarães

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Foto: O MINHO / Arquivo

Um juiz de instrução criminal no Tribunal de Braga aplicou prisão preventiva aos oito indivíduos detidos no sábado no âmbito de uma investigação relacionada com tráfico de droga naquela cidade e em Guimarães, anunciou hoje a GNR.

No sábado, a GNR deu cumprimento a 19 mandados de busca domiciliária, oito mandados de detenção e 27 mandados de busca não domiciliária, essencialmente a veículos.

A operação, desenvolvida pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Braga, estendeu-se ainda a concelhos limítrofes de Braga e Guimarães.

Além dos oito detidos, com idades entre os 25 e 35 anos, a operação resultou ainda na apreensão de armas proibidas e armas brancas, 272 doses de cocaína, 228 doses de haxixe, 25 doses de MDMA (ecstasy), 5.248 euros, 15 telemóveis e três computadores.

Foram ainda apreendidas 10 viaturas ligeiras e uma moto.

A operação envolveu cerca de 90 militares, dos comandos territoriais de Braga, Aveiro, Porto e Viana do Castelo, através das estruturas de Investigação Criminal, Territorial, Intervenção e Cinotécnica.

Teve ainda o apoio da PSP.

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Guimarães

Cafés em Guimarães para combater as demências

“Café Memória”

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A 49.ª sessão do Café Memória de Guimarães terá lugar na Escola Francisco de Holanda, este sábado, voltada para o tema “O Alzheimer na lógica da Gerontologia”, foi hoje anunciado.

Terá como palestrante Alessandra Ruão, gerontóloga e possuidora de diversificadas competências úteis aos doentes e cuidadores de Alzheimer.

O Café Memória é um local de encontro destinado a pessoas com problemas de memória ou demência, aos respetivos familiares, cuidadores e aos demais interessados na matéria.

A organização pretende criar “um momento de troca de experiências que contribua para o apoio solidário entre pares”.

Estas sessões decorrem num contexto informal, acolhedor, reservado e seguro, sempre com a colaboração de profissionais de saúde ou de ação social e assume-se já como um projeto de referência a nível nacional.

A sessão decorre entre as 10:00 e as 12:00, com entrada gratuita.

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Ave

Famalicão vai produzir energia hidroelétrica com recurso ao rio Ave

APA já autorizou

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Foto: DR / Arquivo

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) fixou hoje em 30 dias o prazo para “todos os interessados” apresentarem pedidos de concessão de utilização dos recursos do rio Ave, em Santo Tirso e Famalicão, na produção de energia hidroelétrica.

O aviso publicado no Diário da República esclarece que a APA recebeu “um pedido de utilização dos recursos hídricos com o fim de captar água do rio Ave, para a produção de energia hidroelétrica, utilizando as infraestruturas hidráulicas do Aproveitamento Hidroelétrico de Caniços, em Bairro, Famalicão”.

Tendo em conta este pedido, a APA convida “todos os interessados para, querendo, requerer um idêntico pedido de atribuição de concessão durante o prazo de 30 dias úteis” a contar a partir de hoje.

A APA descreve no DR que o “aproveitamento hidroelétrico” está “operacional, carecendo a barragem de intervenções de reformulação, para adaptação ao normativo legal aplicável, e as estruturas anexas de obras de manutenção/reparação a elencar num futuro projeto de reabilitação”.

“A albufeira encontra-se assoreada e com necessidade de se proceder à remoção desses sedimentos” e “as comportas e equipamentos, instalados na barragem e nos canais, apresentam um deficiente estado de conservação e manutenção, carecendo de substituição”, observa a APA.

Aquela entidade nota que “será ainda necessário dotar o aproveitamento hidroelétrico de um sistema que permita implementar um regime de caudais ecológicos”.

A APA refere ainda que o pedido para usar as infraestruturas hidráulicas do Aproveitamento Hidroelétrico de Caniços foi feito com características como uma “barragem de alvenaria de granito com uma extensão de cerca de 38 metros e uma altura de cerca de 6 metros”.

Estão ainda previstos “dois canais de derivação, em alvenaria, a céu aberto, cada um localizado em sua margem” e “duas centrais em edifícios de alvenaria de granito, cada uma implantada em sua margem, com áreas aproximadas de 130 e 220 metros quadrados, onde se encontra instalado todo o equipamento de produção”.

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Guimarães

Treinadores de Guimarães proibidos de sair de cidade na China devido ao ‘coronavírus’

Cidade fechada

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Foto: Reflexo Digital

As autoridades chinesas proibiram as entradas e saídas de Wuhan e de mais duas cidades vizinhas, por período indeterminado, com o objetivo de conter a propagação de um novo tipo de coronavírus. Uma situação que apanhou milhões de pessoas desprevenidas, na véspera do início das férias do Ano Novo Lunar.

Miguel Matos, natural de Caldas das Taipas, concelho de Guimarães, estava de malas feitas para as Filipinas quando foi impedido de partir, parte de um bloqueio que visa travar a propagação de uma nova epidemia.

“É preciso muito azar”, conta à Lusa o treinador de guarda-redes do Hubei Chufeng Heli, clube que compete na terceira divisão chinesa de futebol. “Vim na quarta-feira do estágio de pré-época em Kunming (sudoeste da China), só para pegar nas malas, e hoje de manhã fui notificado que não podia sair da cidade”, revela.

“Autoestradas, ligações ferroviárias e aéreas, está tudo fechado”, descreve. “Não podemos sair daqui”, acrescenta.

As autoridades chinesas proibiram as entradas e saídas de Wuhan e de mais duas cidades vizinhas, por período indeterminado, numa quarentena de facto que apanhou milhões de pessoas desprevenidas, na véspera do início das férias do Ano Novo Lunar.

A principal festa das famílias chinesas, equivalente ao Natal nos países ocidentais, é também a maior migração interna do planeta: segundo o ministério chinês dos Transportes dever-se-ão registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

António Rosa, professor de Design e Arte numa escola internacional de Wuhan, também foi apanhado de surpresa: “Já estava de férias há vários dias, mas fiquei a aguardar pelas férias da minha namorada, que começam na sexta-feira, para viajarmos juntos para o Vietname”.

“Se soubesse o que sei hoje já não estava aqui”, diz à Lusa.

O vírus foi inicialmente detetado no mês passado num mercado de mariscos nos subúrbios de Wuhan, a capital da província de Hubei, que é também um importante centro de transporte doméstico e internacional, mas alastrou-se, entretanto, a várias províncias chinesas.

A doença foi identificada como um novo tipo de coronavírus, semelhante à pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

Inicialmente as autoridades chinesas reportaram apenas 41 pacientes, todos em Wuhan, e descartaram que a doença fosse transmissível entre seres humanos, mas o número de infetados aumentou rapidamente esta semana e atingiu esta quinta-feira os 616, distribuídos por 25 províncias e regiões chinesas, e matou 18 pessoas.

Miguel Matos conta que em Wuhan, a sétima maior cidade da China, com 11 milhões de habitantes, o silêncio é “total”, com os “estabelecimentos encerrados e as ruas vazias”.

Após a notificação das autoridades, legumes e outros bens esgotaram rapidamente nos supermercados da cidade, à medida que as famílias vão acumulando mantimentos. Nas bombas de gasolina, formaram-se também longas filas ao longo do dia.

“O que me disseram é que não está a haver excesso de zelo, mas que a situação é mesmo grave”, relata um português em Wuhan

“Fomos às compras, porque não tínhamos nada aqui em casa, mas já só conseguimos comprar alguma carne”, relata o treinador.

António Rosa revela que as máscaras, cujo uso é recomendado pelas autoridades para prevenir o contágio, esgotaram rapidamente nas lojas de Wuhan, e há quem se esteja a aproveitar para as vender agora por quatro vezes o preço original.

O professor diz que, por enquanto, a situação de quarentena se aguenta, mas que caso se prolongue durante semanas será “incomportável”.

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