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Guimarães

Treze anos é “claramente tempo a mais” para concluir candidatura das Nicolinas à UNESCO

Considera André Coelho Lima, líder da oposição.

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Foto: Facebook de André Coelho Lima (Arquivo)

A coligação ‘Juntos por Guimarães’ considerou hoje que 13 anos é “claramente tempo a mais” para concluir o processo de candidatura das festas Nicolinas a património imaterial da UNESCO, considerando que “se não há vontade é preciso dizê-lo”.

Na habitual conferência de imprensa após a reunião do executivo da Câmara Municipal de Guimarães, o líder daquela coligação, André Coelho Lima (PSD) referiu que “se há questões técnicas, cientificas de análise de quem está responsável pela candidatura que devem levar a uma reponderação, elas têm que ser colocadas”.

Pinheiro abre as Nicolinas em Guimarães – há quem diga que junta 100 mil pessoas

Em resposta, pela voz da vereadora com o pelouro da Cultura, Adelina Pinto, a autarquia referiu que será apresentado dia 13 um “estudo final” sobre as festas Nicolinas (festa dos estudantes vimaranenses em honra de S. Nicolau, que dura cerca de sete dias e tem como ponto alto a noite do Pinheiro), explicando que não “há nenhuma resposta” por parte da UNESCO desde 2016, data em que foi submetida a candidatura.

“Treze anos é claramente tempo a mais. Se há questões técnicas, cientificas de análise de quem está responsável pela candidatura que devem levar a uma reponderação da parte dele, elas têm que ser colocadas e até hoje não temos conhecimento disso”, afirmou André Coelho Lima.

André Coelho Lima (PSD). Foto: Facebook

Para o vereador “é frustrante” que desde o anúncio da intenção de candidatar as Nicolinas a património imaterial da Humanidade já existam “quatro ou cinco diferentes realidades classificadas como património imaterial e as nicolinas nem a candidatura submeterem”.

“Isto é muito difícil de compreender quando foram a primeira intenção portuguesa”, disse.

Coelho Lima defendeu que “é preciso parar, tomar o processo em mãos, perceber o que vai ser feito em concreto. Se não há vontade, se têm duvidas, é preciso dize-lo. Agora estar parado (?) já parece que é um bocadinho de mais”.

A autarquia garante que a candidatura será uma realidade: “Depois (da apresentação do estudo] a seguir temos que avançar, ou não, para a candidatura sendo certo que já fizemos a proposta de inscrição no sítio da internet na UNESCO. A seguir a isto a nossa ideia é fazermos efetivamente a candidatura”, disse Adelina Pinto.

Segundo explicou a vereadora “a UNESCO está com grandes dificuldades. Há uma série de propostas o qual carece de alguma legislação complementar. Não há nenhuma resposta”.

“Da nossa parte o estudo está concluído e pronto para ser editado”, referiu.

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Guimarães

Criada em Guimarães a bolsa com 1001 looks que promete ser o sonho de qualquer mulher

E se uma bolsa de senhora pudesse ter inúmeros padrões, que são alterados sucessivamente, combinando com a nossa roupa, o estado de espírito ou o contexto? E se, além de permitir esta liberdade criativa, a bolsa evitasse o desperdício de recursos naturais, protegendo o ambiente?

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Fotos: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

E se uma bolsa de senhora pudesse ter inúmeros padrões, que são alterados sucessivamente, combinando com a nossa roupa, o estado de espírito ou o contexto? E se, além de permitir esta liberdade criativa, a bolsa evitasse o desperdício de recursos naturais, protegendo o ambiente? O projeto, chamado Llayer, nasceu no seio da TecMinho e foi no café-concerto do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, que O MINHO conheceu os pormenores.

Arquiteta e joalheira, Ana Cotter, desde sempre teve uma personalidade ligada ao reaproveitamento e à maximização na utilização dos produtos. “Há muito desperdício nas indústrias com quem me cruzo”. Depois de uma passagem pela Suíça, de uma tese, que acabou em livro, sobre o arquitecto Fernando Távora e a reabilitação da arquitectura popular e da baixa na arquitectura voltou-se para a joalharia.

Primeiro foi um hobbie, depois uma marca. “Mas é uma área que nunca se chega a quem já tem muitos anos”. Por isso foi criando bases “para não ter que começar sempre de novo e não gastar tanto em material ou equipamento”. Foi com esta filosofia que surgiu a ‘Llayer’, (camada em inglês) uma marca que revoluciona o conceito das bolsas de senhora.

“É uma solução para quem quiser criar moda sem ter know-how”, refere Ana Cotter, “permitindo que cada mulher diga mais coisas em função da sua sensibilidade”. Uma das características é o seu encaixe ser feito através de molas.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Na prática, há uma bolsa base ‘Llayer’ (“pode funcionar sozinha”) que depois é encaixada em ‘capas’ de materiais indiferenciados e de edições limitadas. Daí as 1001 possibilidades. Feita em produtos naturais (pele e couro natural), tanto as bolsas como as capas têm depois uma série de vantagens ecológicas.

“Não pesam o que permite levar várias em viagem; são versáteis; o design concebeu menos costuras o que aumenta a sua durabilidade e funcionam como uma construção o que permite à sua utilizadora modificá-la ao seu gosto”. É assim que Ana Cotter apresenta as virtualidades deste produto, garantindo que “no futuro, vai ser possível incorporar outras peças”.

O produto é fabricado no Norte do país, destina-se a fashion lovers com múltiplas atividades ao longo do dia, que podem assim levar consigo as camadas amovíveis, já de si leves e compactas, para fazer personalizações rápidas e versáteis do look da bolsa.

“A ideia é romper barreiras, permitir a cada um acompanhar melhor as tendências e até criá-las”, assinala Ana Cotter, realçando que a moda “move milhões de pessoas, mas não deve ser tratada como algo fútil, é a nossa forma de expressão”.

Eco sustentável

O projeto sempre teve uma filosofia lean, isto é, procurando a otimização de tempo, espaço e recursos. “Já não é preciso fazer uma segunda bolsa para o mesmo consumidor, ou seja, no fabrico evita-se o desperdício de recursos naturais, de trabalho manual e a poluição”, elenca.

No futuro, gostaria de trabalhar com o algodão para baixar custos mas é difícil porque “o couro é mais resistente, mais flexível, pode-se ‘amassar’ já que volta ao inicial”. Porque não lhe agradam “os materiais sintéticos”, Ana pensará sempre em soluções baseadas no reaproveitamento e na valorização de desperdícios.

Clientes

Se a bolsa base tem um custo entre os 180 até aos 500 euros, dependendo do material, as capas custam entre os 80 e os 120 euros. “Para Portugal poderá ser puxado mas este é um projeto, também, internacional”. Daí já ter clientes na Turquia, no Brasil, Chile, Suíça, Inglaterra e Espanha.

“No entanto, os meus principais clientes continuam a ser os portugueses”.

Atualmente, só se pode fazer encomendas no site já disponível. “A ideia é estar sempre em renovação porque estou sempre a criar colecções novas. Uma das particularidades é que todas as peças são únicas e irrepetíveis e por isso, só estão on-line as que estão disponíveis”.

Autora

Ana Berkeley Cotter nasceu há 33 anos em Guimarães. Formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Évora, onde já passava férias. Durante o curso foi para Milão em Erasmus e no segundo ano para Barcelona.

Com a arquitectura em crise, decide ir para a Austrália mas foi convencida a mudar de ideias e esteve um ano na Suíça.

“Cansei-me de não estar a construir nada, não estava orgulhosa porque ainda não tinha feito alguma coisa”.

A vinda para Portugal mudou-lhe a vida. Contactou a UMinho, entrou no projeto ‘IdeiaLab’ e “correu tudo mesmo bem, convidaram-me para o laboratório de empresas”. Os primeiros protótipos ‘Llayer’ foram concebidos com a ajuda da Escola de Moda do Porto e “eram agrafados e concebidos com o que se ia deitando fora”.

A Llayer no Facebook

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Guimarães

Dia Um de Portugal celebrado em Guimarães

Para além da sessão solene, o programa prevê a apresentação de um livro e a inauguração de uma escola

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Foto: DR

A batalha de São Mamede travada a 24 de junho de 1128, em Guimarães, ficou na história como o Dia Um de Portugal. Os vimaranenses juntam-se, todos os anos, para comemorar a data e hoje não é exceção.

As comemorações iniciam-se às 09:30 com o hastear das Bandeiras na Câmara Municipal, com a participação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Guimarães. Na Igreja da Oliveira, às 10:00, realiza-se a Missa Solene. Entretanto decorre mais uma edição do Passeio de Bicicleta, “Dia Um de Portugal”, numa organização da Associação de Ciclismo do Minho em parceria com a Câmara Municipal.

Pelas 11:30, será inaugurada a nova Escola Básica de Caldas das Taipas, resultado de um investimento na ordem dos 9 milhões de euros na construção de um novo edifício e com equipamento moderno.

Da parte da tarde, às 16:30, será apresentado o livro “Castelo de Guimarães: Livro-Guia do Centro Interpretativo”, no Paço dos Duques de Bragança, seguindo-se a Sessão Solene do 24 de Junho e aposição de medalhas honoríficas, a partir das 18:00. Esta cerimónia está programada para o Largo da Oliveira, mas em caso de condições climatéricas adversas será transferida para o Salão Nobre do Paço dos Duques de Bragança.

A inauguração do Adarve da Muralha, que irá tornar visitável de forma pedonal o adarve do tramo da Muralha, existente ao longo da Avenida Alberto Sampaio, está agendada para domingo (30 de junho), às 11:00.

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Guimarães

“Corrida dos Conquistadores” em Guimarães promete atrair milhares de participantes

Segunda etapa do circuito TVI Running Wonders com Meia Maratona, Mini Maratona e Caminhada.

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Foto: DR

A expetativa para a sétima edição da “Corrida dos Conquistadores”, agendada para hoje, é elevada sendo já uma referência nacional e internacional nas provas congéneres que fazem parte do calendário das Meias Maratonas do Património Mundial.

O Vereador do Desporto, Ricardo Costa, destacou a integração desta prova, à semelhança dos últimos anos, no cenário da Feira Afonsina realçando que “é uma feira medieval com cenário único, irrepetível e singular” complementando desta forma “o entusiasmo e o interesse” que tem sido revelado pelos participantes nesta Meia Maratona.

A expetativa é alta, principalmente na vertente solidária uma vez que o valor da inscrição nesta prova reverte para a CERCIGUI. “Quero lançar um apelo aos vimaranenses para participarem neste evento e gostaria de ter o dobro das pessoas a apoiar esta causa solidária da CERCIGUI, depois das oito mil que tivemos o ano passado”, salientou o Vereador da Câmara Municipal de Guimarães, realçando o trabalho desenvolvido nesta instituição.

O diretor geral da Globalsport, Paulo Costa, mencionou que a caminhada solidária “é uma das maiores em Portugal” e aponta este evento como “promoção de Guimarães a nível internacional”, com destaque especial para a transmissão em direto na TVI.

Rui Leite, acompanhado pelos utentes da CERCIGUI, fez questão de agradecer aos vimaranenses e à sua equipa pelo apoio registado ao longo dos últimos anos e vincou que “esta é uma das iniciativas que garante maior receita à CERCIGUI no sentido de investir em valências necessárias para os utentes”.

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