Três presidentes de Câmara do Alto Minho feridos após queda de teto durante reunião

Secretário de Estado saiu ileso
Sede da CIM Alto Minho, em Ponte de Lima. Foto: DR / Arquivo

A sede da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, instalada no Palacete da Villa Moraes, em Ponte de Lima, foi encerrada depois de parte do estuque do teto cair e ter ferido três presidentes de Câmara, foi hoje divulgado.

Contactado pela agência Lusa, na sequência de uma notícia hoje avançada pelo jornal Alto Minho, o presidente da CIM do Alto Minho explicou que o incidente ocorreu no sábado, no final de uma reunião dos presidentes de Câmara do distrito de Viana do Castelo com o secretário de Estado do Turismo, que saiu ileso.

“Ouvimos um ruído e vimos que uma parte considerável do estuque do teto da sala de reuniões caiu e atingiu ligeiramente três autarcas, de Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e de Viana do Castelo, que, por uma questão de precaução, foi conduzido ao hospital”, afirmou.

Manoel Batista adiantou que “de imediato” as instalações da CIM no Palacete Villa Moraes, construído nos finais do século XIX, início do século XX, alugadas à Câmara de Ponte de Lima, foram encerradas.

“Os serviços técnicos da CIM saíram do edifício e estão, neste momento, a trabalhar nas instalações de Viana do Castelo e Valença. A Câmara de Ponte de Lima, que é proprietária do edifício, está a fazer averiguações de todos os tetos do edifício reconstruídos há 20 anos para se perceber da segurança que oferecem”, adiantou.

A CIM do Alto Minho funciona no primeiro piso do palacete, sendo que as reuniões dos 10 autarcas do distrito de Viana do Castelo acontecem na sala rosa, onde ocorreu o incidente.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Ponte de Lima, um dos autarcas atingidos pelo estuque, explicou que os serviços da autarquia continuam a funcionar no rés do chão e no segundo piso.

Segundo Vasco Ferraz, atingido na cabeça, mãos e costas, aquando da recuperação do palacete, “em algumas partes, manteve-se a estrutura original, sendo que noutras partes foram utilizados os métodos construtivos mais recentes, nomeadamente nos tetos e nas paredes, recuperados com ‘pladur’ e tetos falsos”.

“No primeiro piso, onde funcionava a CIM, os tetos são em estuque à moda antiga, que foram recuperados. Agora estamos a fazer uma peritagem com os nossos técnicos e depois vamos chamar uma equipa especializada para continuar o trabalho de testagem e recuperação”, disse Vasco Ferraz.

 
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