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Desporto

Treinadores de futebol dispostos a reduzir salários mas sem “abusos”

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Os treinadores estarão disponíveis para reduzir salários por causa da pandemia de covid-19 desde que não ponha em causa a sua “dignidade”, disse hoje o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) à agência Lusa.


“Ninguém pode estar otimista com este momento que vivemos, vai exigir de todos nós numa certa compreensão, e os treinadores também são portugueses e vão compreender, não podem distanciar-se da realidade do país e do resto do mundo. Haverá sempre disponibilidade para negociar [reduções de salários], desde que não haja abusos [dos clubes] que ponham em causa a dignidade dos treinadores”, referiu José Pereira.

O presidente da ANTF disse que não houve qualquer abordagem da Liga de clubes ou da Federação Portuguesa de Futebol sobre o tema, considerando que isso se deve ao facto de o momento ser de incerteza sobre o futuro das competições.

“Hoje haverá uma comunicação ao país [pelo Presidente da República sobre o eventual prolongamento do estado de emergência], teremos de aguardar o que vai ser decidido”, disse.

José Pereira lembrou que “há um contrato coletivo de trabalho, mas depois as eventuais negociações serão caso a caso, clube a clube, porque há situações muito diferentes, e aí a associação não terá qualquer papel”, a não ser que seja solicitado.

O presidente da ANTF revelou que salários em atraso são uma realidade “que existe sempre no futebol”.

“Os treinadores são mais cautelosos em relação a isso por serem líderes de um grupo de trabalho, mas já há quem esteja à espera do salário para fazer face aos seus compromissos, porque nem toda a gente ganha milhões de euros”, frisou.

E José Pereira faz mesmo a distinção nos escalões profissionais.

“Uma coisa é a I Liga, a II Liga já é diferente e outra ainda é o Campeonato de Portugal [equivalente ao terceiro escalão] e as camadas jovens em que, na maior parte das vezes, os treinadores ganham o salário mínimo [do futebol], ou seja, o equivalente a oito salários mínimos”, disse.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 187 mortes e 8.251 casos de infeções confirmadas, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Futebol

Portimonense sem covid-19 para a receção ao Gil Vicente

I Liga

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Foto: Portimonense / Facebook

O Portimonense, clube da I Liga portuguesa de futebol, anunciou hoje que os jogadores, equipa técnica e funcionários não acusaram sinais da covid-19 nos testes realizados no domingo para a despistagem da doença.


De acordo com a informação avançada na página da Internet do clube algarvio, “todos os jogadores, equipa técnica e os elementos que compõem o ‘staff’ (pessoal) da Portimonense Futebol SAD, tiveram resultado negativo”.

Segundo o clube, esta é a terceira vez que os elementos da SAD do Portimonense realizam testes para a despistagem do novo coronavírus (SARS-Cov-2), “todos com resultados negativos”.

O Portimonense recebe o Gil Vicente, nono classificado, com 30 pontos, na quarta-feira, às 19:00, no jogo, da 25.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, que marca o reinício da competição, suspensa desde março, devido à pandemia da covid-19.

Após cumpridas 24 jornadas, o emblema algarvio ocupa o 17.º e penúltimo posto da classificação, com 16 pontos, a seis do Paços de Ferreira, a primeira equipa acima da ‘linha de água’ e com mais três do que o último, o Desportivo das Aves.

Nas restantes jornadas, os algarvios vão defrontar Benfica (em casa), Santa Clara (fora), Marítimo (casa), Famalicão (fora), Vitória de Guimarães (casa), Rio Ave (fora), Boavista (casa), Paços de Ferreira (fora) e Desportivo das Aves (casa).

O Governo autorizou a realização à porta fechada dos 90 jogos do campeonato, que é liderado pelo FC Porto, com um ponto de vantagem sobre o campeão Benfica, e da final da Taça de Portugal, entre ‘dragões’ e ‘águias’, tendo excluído a continuidade da II Liga.

Portugal contabiliza pelo menos 1.424 mortos associados à covid-19 em 32.700 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Relativamente ao dia anterior, há mais 14 mortos (+1%) e mais 200 casos de infeção (+0,6%).

O número de pessoas hospitalizadas desceu de 474 para 471, das quais 64 se encontram em unidades de cuidados intensivos.

O número de doentes recuperados é de 19.552.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, que sexta-feira foi prolongado até 14 de junho, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório apenas para pessoas doentes e em vigilância ativa e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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Futebol

Gil Vicente quer “ganhar primeiros jogos para oficializar a manutenção”, diz Claude Gonçalves

I Liga

em

Foto: Imagem Gil Vicente TV

O médio luso-francês Claude Gonçalves assegurou hoje que os futebolistas do Gil Vicente estão “com muita vontade de jogar e ganhar” ao Portimonense, na quarta-feira, num jogo da 25.ª jornada que assinala a retoma da I Liga.


“A equipa está bem e a trabalhar muito. Fizemos uma pré-época muito intensa e vamos estar prontos para o primeiro jogo. A primeira fase foi muito difícil, já que era muita bola e corrida e gostamos mais de jogar. Felizmente, depois treinámos como uma equipa”, referiu o internacional sub-20 pela seleção das ‘quinas’, em conferência de imprensa.

O campeonato vai ser reatado sob fortes restrições na quarta-feira, com a deslocação dos minhotos ao terreno do antepenúltimo classificado, no primeiro dos 90 desafios das últimas 10 rondas, que serão realizadas sob fortes restrições e sem público nos estádios até 26 de julho, após quase três meses de paragem motivada pela pandemia de covid-19.

“O Portimonense é uma equipa muito forte e com qualidade. Não está numa boa fase, nem merece estar numa posição daquelas, mas iremos lá para ganhar. Temos o nosso objetivo de ficar na I Liga e o ‘mister’ tem passado essa mensagem, lembrando que há três anos o Arouca jogava na Liga Europa e desceu. Eu estava no Tondela e sei bem disso”, contou.

Antes da suspensão da prova, em 12 de março, o Gil Vicente tinha pontuado nos últimos três encontros na condição de visitante, com um empate em Braga (2-2) e triunfos diante de Vitória de Setúbal (2-1) e Boavista (1-0), que suportam uma campanha tranquila no regresso administrativo ao principal escalão, na sequência do ‘caso Mateus’.

“A época ainda não acabou. Em primeiro lugar, queremos ganhar os primeiros jogos para oficializar a manutenção. Depois disso, tentaremos jogar como fizemos até aqui, mas mostrando mais alegria com bola. O clube fez muita coisa para que todos estejam seguros”, frisou Claude Gonçalves, após quatro testes negativos ao novo coronavírus.

Ao abrigo do protocolo estabelecido para o reinício da I Liga, os plantéis de Portimonense, Gil Vicente, Famalicão e FC Porto submeteram-se no domingo à primeira fase de despistagem obrigatória, com um período de antecedência de 72 horas a cada encontro, tendo os ‘galos’ revelado hoje a ausência de casos positivos.

Vítor Oliveira viajará ao Algarve sem o extremo brasileiro Lourency, suspenso depois de ter cumprido uma série de cinco cartões amarelos no empate caseiro frente ao Santa Clara (1-1), em 08 de março, enquanto o defesa Fernando Fonseca sofreu uma lesão da sindemose, que tem implicado um longo processo de recuperação pós-operatória.

O Gil Vicente, nono colocado, com os mesmos 30 pontos de Moreirense e Santa Clara, visita o Portimonense, antepenúltimo, com 16, seis abaixo da zona de salvação, na quarta-feira, às 19:00, no Portimão Estádio, no jogo inaugural da 25.ª jornada do campeonato, que é liderado pelo FC Porto, com 60 pontos, mais um ponto que o campeão Benfica.

Além da I Liga, também a final da Taça de Portugal, entre ‘dragões’ e ‘águias’, integra o plano de desconfinamento face à pandemia de covid-19, ainda em data e local a designar.

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Futebol

Gil Vicente testa negativo no último rastreio antes da retoma da I Liga

Covid-19

em

Foto: Gil Vicente / Facebook

Os jogadores, equipa técnica e outros funcionários do Gil Vicente voltaram a dar todos negativo na quarta bateria de testes à covid-19, realizada no domingo, três dias antes da retoma da I Liga de futebol.


“O Gil Vicente FC informa que os testes de rastreio à covid-19 realizados ao plantel e ‘staff’ deram todos negativos”, lê-se numa nota publicada nas redes sociais dos minhotos.

Ao abrigo do protocolo estabelecido para o reinício da I Liga, os plantéis de Portimonense, Gil Vicente, Famalicão e FC Porto submeteram-se no domingo à primeira fase de despistagem obrigatória, com um período de antecedência de 72 horas a cada encontro.

Nona colocada, com os mesmos 30 pontos de Moreirense e Santa Clara, a formação de Vítor Oliveira prepara a deslocação aos algarvios, antepenúltimos da tabela, com 16, seis abaixo da zona de salvação, na quarta-feira, às 19:00, no encontro inaugural da 25.ª jornada do campeonato, suspenso desde 12 de março devido ao novo coronavírus.

O embate no Portimão Estádio será o primeiro dos 90 jogos das últimas 10 rondas, realizadas sob fortes restrições e sem público nos estádios até 26 de julho, trazendo o FC Porto na liderança isolada, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica.

Além da I Liga, também a final da Taça de Portugal, entre ‘dragões’ e ‘águias’, integra o plano de desconfinamento face à pandemia de covid-19, ainda em data e local a designar.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 372 mil mortos e infetou mais de 6,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 2,5 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.424 pessoas das 32.700 confirmadas como infetadas, e há 19.552 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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