“Tivemos uma primeira parte com muita qualidade”

Declarações após o jogo FC Porto-Famalicão (2-2), da 29.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje, no Estádio do Dragão, no Porto.

– Armando Evangelista (treinador do Famalicão): “Tivemos uma primeira parte com muita qualidade, tivemos remates enquadrados, tivemos golos com muita qualidade. É verdade que os segundos 45 minutos têm um histórico completamente diferente. O FC Porto tem muitos mais remates enquadrados, tiveram mais aproximações à nossa baliza. Mas tivemos duas oportunidades flagrantes para ampliar a vantagem e poderíamos ter resolvido aí o jogo.

Parece-me que por termos conseguido chegar aos 80 e qualquer coisa a vencer poderíamos ter conseguido mais qualquer coisa. Mas parecia-me injusto também pelo que o FC Porto também fez. Daí achar que assenta bem esta igualdade.

As ideias que passámos, em tão pouco tempo, penso que foram bem assimiladas. Em tão pouco tempo é impossível trabalhar o modelo de jogo. Com o tempo, acredito que podemos vir a acrescentar algo mais a esta equipa”.

– Sérgio Conceição (treinador do FC Porto): “Ninguém ficou satisfeito. Não ficámos nós. Não ficaram os adeptos. Acho absolutamente normal os adeptos assobiarem e criticarem. Estou habituado a isso, à crítica, ao assobio. Faz parte. Têm toda a razão em fazê-lo.

Isto tem sido um resumo do que tem sido a época. Ainda agora com o Vitória foi a mesma coisa, um autogolo do Galeno. Começámos a perder o jogo. Um ambiente muito difícil. Penso que tudo contribui.

É muito fácil bater no FC Porto, mesmo as pessoas dentro do FC Porto, é muito fácil. Em vez de sermos uma mais-valia, de nos juntarmos neste momento, porque temos um título por disputar e um fim de época para acabar bem, de acordo com os pergaminhos do clube, anda aqui muita gente com estratégia própria e que prejudica seriamente o clube. E depois fica difícil. Falo de toda a gente, incluindo a terceira equipa. Fica fácil. É normal perder-se tempo, dar-se pouco tempo de recuperação. Ambiente muito difícil e os jogadores sentem. Isto é o reflexo do que se tem passado.

Eu estou aqui até que o presidente decida. A minha duração e longevidade não tem a ver com os meus lindos olhos, mas com o meu trabalho. A partir do momento que o presidente ache que é preciso algo mais na equipa para acabar a época, está completamente tranquilo.

Este tempo de preparação para este jogo foi muito bom por parte dos jogadores. Na antevisão ao jogo estava muito positivo em relação ao jogo e ao ambiente que vivíamos, dentro do momento difícil da equipa. Depois vamos para o jogo e, à primeira adversidade, esquecem o que foi trabalhado, a estratégia definida, jogadores com algum receio. Fica mais difícil.

No intervalo, identificámos e na segunda parte tivemos uma atitude diferente. Conseguimos o empate com cinco ou seis oportunidades para fazer golo, é recorrente durante esta época a pouca eficácia ofensiva”.

 
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