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Tenente-general José Nunes da Fonseca novo chefe do Estado-Maior do Exército

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Foto: Facebook de Comando da GNR da Madeira

O tenente-general José Nunes da Fonseca será o novo chefe do Estado-Maior do Exército, tendo o seu nome recebido parecer favorável por unanimidade do Conselho Superior do Exército, anunciou hoje o primeiro-ministro, António Costa, em Bruxelas.

António Costa acrescentou que decorrerá ainda hoje um Conselho de Ministros eletrónico, de forma a que o nome seja formalmente proposto ao Presidente da República.

“O Conselho Superior do Exército acabou de dar por unanimidade parecer favorável ao nome que tinha sido indigitado pelo Governo. Neste momento vai decorrer um Conselho de Ministros eletrónico, de forma a hoje mesmo podermos propor ao senhor Presidente da República o nome do senhor tenente-general José Nunes da Fonseca para o exercício das funções como chefe do Estado-Maior do Exército (CEME)”, declarou.

Questionado sobre o que espera do sucessor do general Rovisco Duarte no cargo de CEME, o primeiro-ministro, que falava à saída de uma cimeira UE-Ásia, em Bruxelas, disse esperar “que desempenhe lealmente as suas funções”, que é aquilo que todos contam “que cada servidor público possa fazer”.

Na quinta-feira, o novo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, tinha anunciado em comunicado que já tinha convocado para audições os possíveis candidatos ao cargo, na sequência do pedido de demissão de Rovisco Duarte, tal com está previsto na Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas.

A Lei Orgânica prevê que os chefes de Estado-Maior são nomeados e exonerados pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, que terá de ir a Conselho de Ministros.

O general Rovisco Duarte apresentou na quarta-feira a carta de resignação ao Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, que a transmitiu ao Governo, a quem compete propor a nomeação e a exoneração dos chefes militares.

O tenente-general Frederico Rovisco Duarte, que tomou posse no cargo de CEME em 15 de abril de 2016 e terminaria o mandato em abril do próximo ano, justificou a demissão numa mensagem dirigida internamente aos civis e militares do Exército, afirmando que “circunstâncias políticas assim o exigiram”.

Rovisco Duarte foi a escolha do anterior ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, para suceder a Carlos Jerónimo na chefia do Exército, que se demitiu na sequência de uma polémica que envolveu a direção do Colégio Militar, sobre uma alegada discriminação em função da orientação sexual.

A demissão de Rovisco Duarte ocorreu dois dias depois da posse do novo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, que substituiu Azeredo Lopes após a sua demissão, na sexta-feira passada, na sequência dos desenvolvimentos da investigação do Ministério Público à recuperação do material militar furtado em Tancos.

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Acidentes nas estradas têm impacto económico e social negativo de 1,2% do PIB

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Foto: O MINHO / Arquivo

O secretário de Estado da Proteção Civil afirmou hoje que o impacto negativo, económico e social da sinistralidade rodoviária em Portugal é de 2,3 mil milhões de euros, equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

“A sinistralidade rodoviária no país tem um impacto económico e social que equivale a 1,2% do PIB, ou seja, 2,3 mil milhões de euros. Trata-se de um fenómeno complexo com vários fatores que contribuem para ele”, sublinhou José Artur Neves.

O governante, falava em Castelo Branco, durante a Cerimónia Nacional do Dia Mundial das Vítimas da Estrada 2018, cuja organização esteve a cargo da Liga de Associações Estrada Viva e da Associação de Motociclistas Cristãos de Portugal (CMA).

José Artur Neves explicou que, apesar dos progressos que têm sido obtidos, o número de mortos continua elevado e adiantou que a evolução da sinistralidade rodoviária dentro das localidades portuguesas tem tido uma diminuição mais lenta e adiantou que, em 2017, 77% dos acidentes com vítimas registaram-se dentro das localidades.

“Muito se tem feito, mas levamos três décadas de atraso face aos países do norte da Europa que foram adaptando os espaços urbanos e os tornaram mais seguros”, frisou.

Já em relação à fiscalização explicou que, nos primeiros dez meses de 2018, face ao período homólogo do ano anterior, houve mais 82,2% de autos de contraordenação, mais 791,5% de autos graves decididos, mais 256% de decisão relativa a autos muito graves e mais 21% de autos cobrados.

No mesmo período, as prescrições registaram uma diminuição de 74,5% e, desde que entrou em funcionamento o sistema de cartas por pontos, 118 condutores perderam a sua licença de condução e cerca de 500 estão atualmente em risco de a perder.

“O Governo tem a segurança rodoviária como um dos pilares essenciais para uma sociedade que valoriza o bem-estar. É necessário haver uma mobilização coletiva da sociedade portuguesa para o flagelo da sinistralidade rodoviária. O desafio que se coloca é gigantesco”, concluiu.

O vice-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Fernando Moutinho, avançou com alguns dados relativos ao distrito de Castelo Branco, onde, em 2017, morreram 19 pessoas, número que, a nível nacional, se cifrou em 602 mortes.

“Isto é só uma parte do problema. O combate à sinistralidade tem que passar sempre por uma mudança de comportamentos. Em 80 a 95% dos acidentes rodoviários, a responsabilidade é o comportamento do condutor. Há uma desculpabilização. Não há a perceção de que o comportamento é essencial para reduzir a sinistralidade”, disse.

Presidente da República pede aposta na prevenção da sinistralidade rodoviária

Por seu turno, o presidente da Liga de Associações Estrada Viva, Mário Alves, explicou que, a nível mundial, morrem anualmente nas estradas um milhão e 200 mil pessoas, o equivalente ao despenhamento de dez aviões 747 (jumbos) por dia.

“Trata-se de um problema grave à escala mundial e à escala nacional. Não podemos baixar os braços”, concluiu.

O Presidente da República fez hoje um apelo cívico aos portugueses para se combater a sinistralidade rodoviária no país e pediu uma aposta das autoridades “na prevenção, na educação e na sinalização”.

Marcelo Rebelo de Sousa assinalou hoje o dia mundial em memória das vítimas da estrada com uma mensagem no ‘site’ da Presidência da República, recordando que os “dados mais recentes revelaram a lamentável inversão da tendência de decréscimo, desde 2010, dos acidentes rodoviários e vítimas mortais”

“A sinistralidade rodoviária tem uma trágica e imensa dimensão para todos os que, diretamente, vivem com as memórias dolorosas, na maior parte das vezes permanentes, causadas pela privação traumática de alguém próximo. É um problema grave à escala mundial, mas também à escala nacional”, escreveu na nota colocada no ‘site’ da Presidência da República.

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Presidente da República pede aposta na prevenção da sinistralidade rodoviária

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Foto: O MINHO / Arquivo

O Presidente da República fez hoje um apelo cívico aos portugueses para se combater a sinistralidade rodoviária no país e pediu uma aposta das autoridades “na prevenção, na educação e na sinalização”.

Marcelo Rebelo de Sousa assinalou hoje o dia mundial em memória das vítimas da estrada com uma mensagem no ‘site’ da Presidência da República, recordando que os “dados mais recentes revelaram a lamentável inversão da tendência de decréscimo, desde 2010, dos acidentes rodoviários e vítimas mortais”

Trata-se de “uma preocupação nacional”, que “deverá refletir uma aposta na prevenção, na educação e na sinalização”, pediu.

O Presidente agradece “a todos os que, diariamente, lidam de forma empenhada com as consequências traumáticas dos acidentes rodoviários” e faz um pedido aos cidadãos, “apelando a todos os portugueses, para que, em respeito das regras e com consciência cívica, contribuam para um ambiente rodoviário mais responsável e mais seguro”.

Antes, Rebelo de Sousa lembrou que o dia mundial em memória das vítimas da estrada é assinalado, desde 2004, pela Liga de Associações “Estrada Viva”, associando-se à “homenagem pública a todos os que, tragicamente, perderam a vida nas estradas” e recordando “todos aqueles” que “perderam a sua saúde, um familiar, um amigo”.

“A sinistralidade rodoviária tem uma trágica e imensa dimensão para todos os que, diretamente, vivem com as memórias dolorosas, na maior parte das vezes permanentes, causadas pela privação traumática de alguém próximo. É um problema grave à escala mundial, mas também à escala nacional”, escreveu na nota colocada no ‘site’ da Presidência da República.

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O que acontece a um restaurante quando ganha uma Estrela Michelin?

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Foto: DR

Os ‘chefs’ dos dois restaurantes portugueses que ganharam, há um ano, a primeira estrela Michelin afirmam que a principal mudança se nota na procura, com uma clientela mais conhecedora, mas garantem que mantiveram os conceitos das suas cozinhas.

João Oliveira, ‘chef’ do Vista, afirmou à Lusa que a atribuição da primeira estrela, no Guia Michelin Espanha e Portugal 2018, foi “uma confirmação do trabalho” que vinha a desenvolver: “Foi a cereja no topo do bolo, foi bem-vinda”.

No último ano, o restaurante, inserido no hotel Bela Vista, na Praia da Rocha, Portimão, recebeu mais clientes portugueses, mas o chefe de cozinha notou sobretudo uma mudança no tipo de clientela.

“O cliente já vem com a mentalidade um bocadinho mais aberta, já aceita experiências diferentes, a aceitação já se torna um bocadinho diferente”, comentou.

Portugal recebe gala Guia Michelin pela primeira vez

Questionado se o facto de ter uma estrela Michelin é sentido como “uma pressão”, João Oliveira disse ter a noção de que a equipa é “avaliada diariamente, sendo ou não por inspetores”, e por isso tem de “dar o seu melhor” todos os dias.

Alcançar a segunda estrela do ‘guia vermelho’ “não é o objetivo principal”, mas o ‘chef’ diz que quer continuar a “querer crescer e evoluir”, prosseguindo “o mesmo caminho feito até agora”. Depois, acrescentou, “tudo é possível”.

João Oliveira define a sua cozinha como uma “cozinha de respeito pelo produto” e muito baseada nos produtos do mar – tem um menu de degustação exclusivamente baseado nos peixes, mariscos e bivalves e um outro composto, na maioria, por peixes. Além disso, o ‘chef’ destaca a preocupação com a sustentabilidade e o respeito pelas novas tendências da alimentação.

“A lógica é respeitar a sustentabilidade do mar e dos produtos, gerir o produto da melhor maneira possível, não obrigar o pescador a ir pescar determinada espécie, mas trabalhar com o peixe ou marisco que há naquela altura”, disse, referindo ainda que tem procurado “tirar quase a 100% o glúten, a lactose, gorduras animais e açúcar” dos pratos e sobremesas.

O italiano Daniele Pirillo conquistou, há um ano, a primeira estrela para o restaurante Gusto by Heinz Beck, em Almancil, uma notícia que recebeu “com surpresa e lágrimas”, relatou à Lusa.

O ‘chef’ diz que, um ano depois, o conceito não mudou: “Vimos que a forma como estávamos a trabalhar era a correta. Estamos a continuar o nosso trabalho, com foco no cliente, no que ele quer. É a nossa prioridade”.

Quanto à clientela, Daniele Pirillo descreveu que o restaurante passou a receber mais portugueses, mas acima de tudo, “muitos clientes ‘gourmet’, que vêm para experimentar novos sabores”.

Um dos pratos em destaque no Gusto é o ‘fagotelli carbonara’, uma espécie de ‘ravioli’ com um recheio líquido, um prato de assinatura criado por Heinz Beck há 25 anos e que atrai clientes de todo o mundo, que viajam até ao Algarve propositadamente para o experimentar.

A sua cozinha “é muito simples”, comentou: “Fazemos pratos italianos com produtos portugueses, à exceção de alguns queijos, como o pecorino ou o parmigiano, que têm de ser italianos. Mas usamos a carne, todo o peixe, o azeite extra-virgem, que é incrível, e os legumes portugueses”.

Pirillo recusa que as distinções do Guia Michelin sejam uma preocupação: “Se se começar a pensar muito na estrela, perde-se outro objetivo: os clientes, a satisfação, a felicidade”, afirmou.

Espera alcançar a segunda estrela? “Não. Uma é suficiente para nós”, respondeu, com um sorriso.

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