O homem de 64 anos que foi ontem detido por suspeitas do crime de incêndio florestal, em Cabeceiras de Basto, vai aguardar julgamento em liberdade, com apresentações semanais no posto da GNR local.
O suspeito foi hoje ouvido para primeiro interrogatório pelo juiz no Tribunal de Guimarães.
Em comunicado, a PJ referiu ontem que o suspeito terá iniciado dois incêndios por meio de chama direta na freguesia de Painzela, por volta da meia-noite, em 02 de agosto.
Aquela força explica ainda que, num contexto de “recorrente registo de ignições verificadas naquela freguesia e áreas limítrofes”, foi possível constatar, por testemunhas que se deslocavam na EN205, que, por volta da meia-noite da referida data, iniciava-se mais um incêndio em zona florestal.
“Uma vez alcançada a sua rápida extinção, por intermédio de populares que ali circulavam, não tardou até que uma segunda ignição fosse detetada, desta vez com rápida propagação, a qual não causou danos de maior dimensão graças à pronta e eficaz intervenção dos bombeiros”, nota a PJ.
Após comunicação dos factos à PJ de Braga, foram prontamente desenvolvidas diligências investigatórias, na sequência das quais foi possível recolher um “relevante acervo de prova”, que fundamenta a imputação ao suspeito da autoria dos dois incêndios, presumivelmente iniciados por meio de chama direta.
O local onde ambos os incêndios foram ateados, situa-se numa zona com “elevado potencial de propagação a extensas manchas florestais, o que gerou um grave risco para toda a floresta e para diversos aglomerados habitacionais”.
O detido, de 64 anos, desempregado e com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crimes, será hoje presente às competentes autoridades judiciárias, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.
Artigo de Ivo Borges com Pedro Gonçalo Costa.