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Suspeito de atirar mulher para ribanceira em Ponte de Lima nega crime: “Não a empurrei”

Declarações exclusivas a O MINHO

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Foto: O MINHO

“Não a empurrei pela ribanceira abaixo para a matar. Ela estava agarrada ao meu braço, desequilibrou-se e caiu”. Quem o afirma, em declarações exclusivas a O MINHO, é o homem de 27 anos que está acusado pelo Ministério Público de Viana do Castelo de homicídio qualificado na forma tentada, por, em junho, ter, alegadamente, atirado, em Ponte de Lima, uma mulher, de 46, por uma ribanceira abaixo, no Monte de Santo Ovídio, em Arcozelo. E ainda lhe terá arremessado várias pedras alegadamente para a acabar de matar: “Isso também é mentira e vou prová-lo em Tribunal. Tenho provas, mas não digo quais. Ela caiu e eu não atirei pedra nenhuma”, garante, dizendo que ficou desorientado, pelo que não deu a necessária assistência à vítima.

O arguido, que está agora em prisão domiciliária numa casa em Freixo, depois de inicialmente ter estado em preventiva, diz que a mulher o acusa de a tentar assassinar, “porque é casada e assim não tem problemas familiares”.

Adianta que a foi buscar à Covilhã, onde ela reside, porque esta lhe “pediu ajuda”, tendo-a transportado até ao concelho limiano. “Trouxe-a com a intenção de a ajudar, e para se instalar em casa dos meus pais”, explicou, assegurando que, antes da queda, ela agarrou-o pelo braço, pedindo-lhe que a levasse de volta à Covilhã. Aí, ela desequilibrou-se e caiu.

Vítima diz que foi empurrada

A PJ/Braga adiantou que a vítima, uma pessoa com limitações físicas devido a doença do foro neurológico, conheceu o arguido através das redes sociais. No dia 17 de junho deste ano, encontraram-se e foram para um local ermo nas cercanias da vila. Aí, e depois de uma discussão, o homem empurrou-a para a ribanceira, de 16 metros de fundo e com declive acentuado, provocando a sua queda desamparada, rebolando-se e embatendo com várias partes do corpo em pedras, árvores e vegetação arbustiva ali existente.

Atirou-lhe pedras

A seguir, o arguido arremessou pedras de dimensões consideráveis na direção dela, mas não a atingiu. A mulher deitou-se, então, atrás de uma árvore, ficando imóvel e fingindo estar morta, o que levou o arguido a fugir do local, abandonando-a.

“Não obstante o seu estado debilitado, a mulher ainda conseguiu subir a ribanceira e alcançar a estrada, onde solicitou que lhe fosse prestado socorro”, salientou a PJ.

A PJ veio a detê-lo dois dias depois.

O arguido não tem cadastro criminal.

Fonte judicial revelou, na ocasião, citando testemunhas do caso, que o homem tem manifestado alguma tendência para se envolver com mulheres mais velhas, neste caso com quase o dobro da sua idade.

O que este nega terminantemente: “Não sei onde inventaram isso. Sou uma pessoa normal, que gosto de me dar com toda a gente”.

O julgamento ainda não tem data marcada.

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