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Futebol

Sporting alcança maior goleada fora da temporada – resumo

32.ª jornada da I Liga

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O Sporting impôs hoje ao Belenenses a maior goleada de sempre em casa, ao vencer por 8-1 na 32.ª jornada da I Liga de futebol, com três golos de Bruno Fernandes, em jogo marcado pela expulsão de Muriel.


O cartão vermelho mostrado ao guarda-redes definiu o rumo da partida, em que Gudelj e Doumbia se estrearem a marcar pelo Sporting e Bas Dost voltou ao ativo. O avançado holandês, que não jogava desde 15 de março, regressou e fez o seu 15.º golo no campeonato.

Com este resultado, o Sporting soma o décimo jogo consecutivo a vencer (13 sem perder em todas as competições), e capitaliza a derrota do SC Braga diante do Marítimo (1-0), confirmando não só o terceiro lugar da I Liga, como mantém ainda a possibilidade matemática de chegar à segunda posição.

O guarda-redes do Belenenses ficou diretamente ligado ao descalabro da equipa orientada por Jorge Silas. Primeiro porque ofereceu a bola a Raphinha, no golo inaugural, 10 minutos, e depois ao ser expulso por derrubar o brasileiro, em cima da linha da grande área e em posição frontal à baliza, aos 21.

A jogar com mais um jogador durante 72 minutos, tempo de compensação incluído, o Sporting, que para este jogo fez duas alterações no ‘onze’ inicial em relação do triunfo sobre o Vitória de Guimarães (2-0) – Doumbia e Diaby cedem os lugares a Borja e Gudelj -, empurrou o Belenenses para trás da linha de meio-campo e depois apareceu Bruno Fernandes.

O capitão dos ‘leões’, que não conseguiu acertar no alvo aos 25, 28 e 29 minutos, serviu Luiz Phellype para o 2-0, em cima do intervalo (45+1), num lance em que o guarda-redes Guilherme Oliveira pareceu mal batido.

O Belenenses reagiu e fez o golo de honra por intermédio de Licá, aos 61 minutos, depois de um mau passe de Mathieu. A bola sobrou para Ljujic, que rematou para defesa incompleta de Renan Ribeiro. Na recarga o avançado só teve de encostar para o fundo das redes, marcando o 10.º golo na I Liga.

A alegria durou apenas quatro minutos. Depois foi a hecatombe. O campo ganhou inclinação tal que pareceu que cada remate à baliza de Guilherme Oliveira acabava por abanar a rede. Em 25 minutos o Sporting marcou seis golos.

Gudelj estreou-se a marcar na I Liga, aos 65, com um remate em que a bola ainda desviou em André Santos e enganou o guarda-redes.

Sagna, aos 68, derrubou Luiz Phellype na grande área. O árbitro lisboeta João Capela assinalou grande penalidade. Bruno Fernandes encarregou-se da cobrança e fez o 4-1 (70). O capitão do Sporting acabaria por bisar, aos 75, depois de Luiz Phellype ter roubado a bola a Guilherme Oliveira.

Com o resultado tão avolumado, o treinador Marcel Keizer aproveitou para colocar em campo Bas Dost, aos 76 minutos, e poucos segundos depois o avançado holandês, que regressou de lesão, fez o 6-1, depois de um remate seu defendido para frente pelo guarda-redes belenense.

Aos 84 minutos, o inevitável e inigualável Bruno Fernandes fez o ‘hat-trick’, com um pontapé à meia volta, na sequência de um cruzamento de Acuña, somando 31 golos na conta pessoal – 19 no campeonato -, o que espelha toda a influência que tem no Sporting.

Antes do apito final, tempo ainda para Doumbia selar o resultado. Bruno Fernandes endossou a bola a Diaby, que a recebeu e serviu o marfinense para o 8-1, escrevendo também pela primeira vez o nome na lista de marcadores na I Liga.

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Futebol

“O empate parece-me justo”

João Pedro Sousa

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores do Famalicão e do Benfica, João Pedro Sousa e Nélson Veríssimo, respetivamente, no final da partida da 31.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, que terminou com um empate 1-1:

João Pedro Sousa (treinador do Famalicão): “Não conseguimos controlar o jogo para depois o dominar. Tivemos algumas dificuldades na fase inicial, onde o Benfica foi pressionante.

Custou-nos a pegar no jogo, errámos e não conseguimos ferir o adversário, mas, no final, melhorámos e tivemos o prémio pela nossa persistência com o golo, numa jogada bonita, que dá um empate que me parece justo.

(sobre a entrada de Guga) Não gosto de individualizar, mas é um profissional enorme, que trabalha sempre a 100 % e quase obriga o treinador a pô-lo a jogar. Dá-nos plenas garantias pela sua energia e empenho. É um jogador à Famalicão. Está de parabéns.

(sobre mudanças na equipa) A época está muito longa, os jogadores estão cansados. Jogámos em Tondela com 37 graus. Temos de ter cuidado e proteger os jogadores. Estamos a trabalhar há mais de um ano. Tivemos de fazer a gestão física da equipa.

O principal indicador do Famalicão é a vontade que temos de ganhar, hoje até podíamos ter perdido, mas mostrámos essa ambição. Estamos orgulhosos.”

Nélson Veríssimo (treinador do Benfica): “Saímos frustrados com o resultado, acho que a equipa fez um jogo muito competente, em casa de um adversário difícil.

Criámos muitas oportunidades de golo para sair com outro resultado, mas, no fim, o que conta é este empate. Mas, globalmente, fizemos um jogo consistente, em muitos momentos a controlá-lo. Tenho de dar os parabéns aos jogadores, que tiveram uma postura de grande compromisso.

(sobre a classificação) O Benfica nunca atira a toalha ao chão. O que tenho dito, desde o último jogo com o Boavista, é que vamos encarar o que falta do campeonato sempre a lutar pela vitória, independentemente do que acontecer com os resultados das outras equipas.

A situação para chegar ao título não é fácil, mas a história do Benfica obriga-nos a jogar sempre para vencer.

As escolhas do ‘onze’ obedecem à observação que fazemos do adversário e ao momento e condição individual dos nossos jogadores, são esses critérios que vamos manter.”

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Futebol

FC Famalicão ‘empata’ Benfica e ‘dá um empurrão’ ao FC Porto rumo ao título

31.ª jornada

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Foto: FC Famalicão

O FC Famalicão empatou hoje 1-1 com o Benfica, em jogo da 31.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e deixa o FC Porto cada vez mais perto do título.

Os lisboetas até entraram melhor no desafio, adiantando-se no marcador, aos 37 minutos, com um golo de Pizzi, mas, no segundo tempo, perderam o ascendente e foram inconstantes, expondo-se ao crescimento do Famalicão, que foi premiado pela insistência com o golo do empate, assinado por Guga, aos 84.

Com este empate, o Benfica mantém-se no segundo lugar, com 68 pontos, agora a oito do do FC Porto, que apenas precisa de um ponto para se sagrar campeão. Já o Famalicão perdeu o quinto lugar para o Rio Ave, caindo para o sexto, com 49 pontos, mas mantém-se na luta por um lugar nas competições europeias.

Os ‘encarnados’ entraram no jogo sabendo que um deslize, em forma de derrota, entregaria, automaticamente, o título ao rival FC Porto, tentando impedi-lo com uma entrada forte no desafio e assumindo, desde cedo, o controlo das operações, deixando as primeiras ameaças num remate de Cervi, para grande defesa de Defendi, e um tiro ao lado de Nuno Tavares.

O Famalicão sentiu dificuldades para responder ao futebol pressionante e, várias vezes, viril do adversário, tentando aproveitar o embalo ofensivo do Benfica para aplicar os seus contra-ataques, explorando sobretudo as alas.

A iniciativa mais consistente dos minhotos surgiu, aos 18, numa desmarcação de Pedro Gonçalves culminada com um remate de fora da área, que o guardião benfiquista Vlachodimos respondeu com uma das defesas do jogo.

Apesar do atrevimento dos nortenhos, o Benfica não se intimidou com a ameaça e continuou a pisar mais vezes a área contrária, explorando os cruzamentos na tentativa de um desvio de Seferovic, que, aos 28, surgiu em posição soberana, mas não resistiu a um corte ‘in extremis’ de Roderick, na altura do remate.

Nesta toada de insistência, acabou por não surpreender que o primeiro golo do jogo caísse para os ‘encarnados’, com Pizzi a consubstanciar uma ameaça prévia e a inaugurar o marcador, aos 37, numa recarga a um desvio inicial de Seferovic, que Defendi afastou para os pés do internacional português.

O Famalicão ainda tentou responder no imediato, numa escapada de Fábio Martins, mas com fulgor insuficiente para inverter a vantagem de 1-0 com que as ‘águias’ recolheram ao intervalo.

Os minhotos regressaram do descanso com a responsabilidade de inverter a desvantagem e até começaram a fazer por isso, surgindo mais pressionantes e a operar uma boa circulação de bola na tentativa de encontrar brechas num Benfica que, apesar de conceder a iniciativa, não desarmava na procura do segundo golo.

Já depois da hora de jogo, Pizzi esteve perto de conseguir um segundo golo, em mais uma recarga, desta feita a um tiro inicial de Chiquinho, que Defendi segurou, e pouco depois foi vez do recém-entrado Vinicius rematar frouxo quando estava isolado

Ainda assim, o Famalicão recusava render-se, e, aos 72, começou a ameaçar o empate, quando Fábio Martins, assistido por Pedro Gonçalves, atirou à barra da baliza benfiquista, num aviso que teve continuidade num remate de Walterson, por cima, aos 81.

Os sucessivos golpes dos locais iam quebrando a resistência do Benfica, que, aos 84 acabou por ceder, quando Guga, aposta do técnico João Pedro Sousa dois minutos antes, desviou para o 1-1 um cruzamento de Fábio Martins, que ditou o resultado final

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal 22 de Junho, em Famalicão.

Famalicão – Benfica, 1-1

Ao intervalo: 0-1

Marcadores:

0-1, Pizzi, 37 minutos.

1-1, Guga, 84.

Equipas:

– Famalicão: Rafael Defendi, Patrick William (Ivo Pinto, 66), Riccieli, Roderick, Coly (Alex Centelles, 82), Rúben Lameiras (Walterson, 65), Racic, Gustavo Assunção, Fábio Martins, Del Campo (Anderson, 56) e Pedro Gonçalves (Guga, 80).

(Suplentes: Vaná, Ivo Pinto, Guga, Walterson, Ofori, Nehuen Perez, João Neto, Alex Centelles e Anderson).

Treinador: João Pedro Sousa.

– Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Nuno Tavares, Pizzi (Jota, 88), Julian Weigl, Gabriel (Samaris, 81), Cervi (Rafa, 81), Chiquinho e Seferovic (Carlos Vinícius, 66).

(Suplentes: Zoblin, Zivkovic, Dyego Sousa, Samaris, Rafa, Jota, Tomás Tavares, Carlos Vinícius e Ferro).

Treinador: Nélson Veríssimo.

Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Cervi (07), Julian Weigl (24), Roderick (39), Pedro Gonçalves (45+1) e Gabriel (57).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido a pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 01h08)

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Futebol

Gil Vicente compensa detentores de lugares anuais com atribuição de ‘vouchers’

I Liga

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Foto: DR

O Gil Vicente vai compensar os detentores de lugares anuais no Estádio Cidade de Barcelos com a atribuição de ‘vouchers’, que poderão ser descontados em produtos e serviços do 12.º classificado da I Liga de futebol.

“Os detentores de lugar anual podem levantar nos serviços administrativos do clube um ‘voucher’ de valor proporcional ao crédito dos cinco jogos em falta, para descontar na compra de ‘merchandising’ na Loja Gilista ou ser usado na aquisição do lugar anual para a próxima temporada”, lê-se em comunicado publicado no sítio oficial dos ‘galos’.

A medida entra em vigor na segunda-feira e, “caso os associados não manifestem o seu interesse, depreender-se-á que pretendem ceder o respetivo valor” aos minhotos, na sequência de uma época assinalada pela oitava melhor média de espetadores da I Liga, estimada em 4.389 adeptos e uma taxa de ocupação de 36,48% do Cidade de Barcelos.

“Estes números, que muito nos orgulham, só foram claramente possíveis graças à força e presença dos nossos associados, que nos ajudaram a manter um registo imaculado na primeira volta, na qual o Gil Vicente foi a única equipa portuguesa sem derrotas em casa, um registo apenas ao nível dos grandes clubes europeus”, prossegue a nota.

Os ‘galos’ ocupam o 12.º posto, com 36 pontos, nove acima da zona de despromoção, e podem confirmar a permanência na I Liga na sexta-feira, às 17:00, no Estádio D. Afonso Henriques, caso pontuem frente ao Vitória de Guimarães, sétimo, com 46, num duelo minhoto da 31.ª jornada, com arbitragem de Vítor Ferreira, da associação de Braga.

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