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Braga

Sindicato exige harmonização dos salários dos enfermeiros do Hospital de Braga

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

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Foto: DR / Arquivo

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exigiu hoje a harmonização dos salários daqueles profissionais que trabalham no Hospital de Braga, considerando “vergonhoso” que haja 168 que recebem 1.060 euros em vez dos 1.201 “previstos na lei”.


Em comunicado, o SEP referiu que já pediu a intervenção do Presidente da República e do primeiro-ministro, face às “ausências de resposta” da administração do hospital e do Ministério da Saúde.

“Os enfermeiros não precisam de ser apelidados de heróis, tão pouco que lhes batam palmas. Exigem ações, condições de trabalho e, no caso concreto, ter salários iguais aos restantes”, sublinhou o sindicato.

Contactada pela Lusa, a administração do hospital disse que no decorrer do processo de adesão aos acordos coletivos de trabalho (ACT), remeteu uma minuta de acordo a todos os sindicatos para que manifestassem a sua intenção de adesão, sendo que do SEP não recebeu, até ao momento, “qualquer resposta”.

“O Hospital de Braga lamenta que o atual período vivido a nível nacional seja utilizado pelo sindicato para mediatizar as suas reivindicações”, acrescentou a administração.

No comunicado, o SEP diz que “ninguém compreende que os salários destes enfermeiros se mantenham naquele vergonhoso valor [1.060 euros], quando todos os que foram admitidos pós-setembro recebem, e bem, os 1.201 euros”.

Em 01 de setembro de 2019, a gestão do Hospital de Braga passou para a esfera pública, depois de dez anos nas mãos do Grupo Mello Saúde, ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP).

O SEP garante que, no período anterior à transição, alertou a administração e o Ministério da Saúde para a obrigatoriedade de, logo em setembro, decorrer o processo de adesão aos instrumentos de regulamentação coletiva do trabalho, para garantir que os enfermeiros à data contratados pelo Grupo Mello com um salário de 1.060 euros passassem para os 1.201.

“Porventura mais preocupados com as eleições que com os profissionais, nada fizeram e assim continuaram, apesar das muitas insistências”, critica o sindicato.

O SEP lembra que o protelamento determinou o agendamento de uma greve para 17 e 19 de Março, que acabaria por ser suspensa devido à pandemia de covid-19.

O sindicato vaticina ainda que, tendo em conta o histórico, o estado de alerta e agora o estado de emergência, “previsivelmente, nenhuma decisão será tomada pela tutela”.

O conselho de administração do hospital disse ainda que “procurou, desde sempre, garantir uma aproximação às preocupações dos seus profissionais e tem envidado todos os esforços nesse sentido”.

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Braga

Centenas em Braga em protesto contra racismo nos Estados Unidos e em Portugal

Protesto

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Os protestos “Vidas Negras Importam” e “Resgatar o futuro – não lucro” já decorrem em Braga, na Avenida Central, desde as 17:00 horas.


A manifestação dupla foi convocada por um grupo de ativistas de Braga que articulou a ação com as autoridades de saúde e camarárias para garantir o “estreito cumprimento das normas da Direção-Geral da Saúde”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Marta Dias, uma das ativistas, explicou a O MINHO que há setores separados para garantir o distanciamento social e que todos os participantes terão que usar máscara.

A manifestação serve dois propósitos: solidarizar com os protestos a decorrer nos Estados Unidos da America face à morte de George Floyd, no passado dia 25 de maio. e alertar para alegadas desigualdades que ficaram mais salientes com a “crise causada pela pandemia da covid-19″.

A organização assegura ainda que existe racismo e força abusiva das autoridades para com cidadãos negros em Portugal.

(em atualização)

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Braga

Todos os bombeiros de Amares infetados já recuperaram da covid

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os seis operacionais assalariados dos Bombeiros Voluntários de Amares que estavam infetados com covid-19 já recuperaram e regressaram ao trabalho.


O MINHO falou com Domingos Ferreira, responsável do comando daquela associação humanitária, que confirmou a ‘boa nova’, dando conta de que regressaram com “todas as medidas de segurança”.

O comandante-adjunto acrescenta ainda que já está formado uma equipa de combate a incêndios integrada no dispositivo especial, em prontidão, caso surja algum incêndio no concelho, algo que ainda não aconteceu desde que foi estabelecida.

Recorde-se que os primeiros casos de bombeiros contagiados ocorreu a 02 de maio, com dois casos positivos. Foram, entretanto, confirmados mais quatro casos, mas já todos recuperaram.

Durante o mês de maio, a sombra de novos contágios pairou sobre o corpo ativo, com o receio de que o quartel tivesse de ser encerrado, face à falta de operacionais. Mas a questão foi contornada com o serviço a ser assegurado em exclusivo por elementos voluntários.

Segundo o relatório da DGS por concelho de sexta-feira, existiam no concelho de Amares 78 casos confirmados de contágio pelo novo coronavírus.

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Braga

Primeira feira junto ao Estádio Municipal de Braga decorre sem incidentes

Feiras e mercados

em

Foto: DR / Arquivo

A primeira feira semanal dos comerciantes que operavam no exterior do mercado de Braga está a decorrer, hoje, “sem incidentes” na Alameda do Estádio.


A vereadora do setor, Olga Pereira revelou hoje a O MINHO que a feira está a ter uma afluência “razoável” estando a ser realizada de acordo com as regras de segurança impostas pela Direção Geral de Saúde e que passam por uma distância de dois metros entre cada tenda, por corredores próprios para a entrada e a saída de pessoas e pelo uso de máscara.

“A Câmara congratula-se com a realização da feira. Ao contrário do que, por vezes foi dito, a nossa intenção sempre foi a de dar a oportunidade aos vendedores de exercerem a sua atividade noutro local, já que a zona exterior do mercado não tinha condições para que as regras de segurança fossem cumpridas”, salientou.

No local está, também, uma força da Polícia Municipal “para ajudar a que tudo corra bem” e para que cada feirante ocupe o lugar que lhe está determinado.

Recorde-se que os feirantes realizaram vários protestos em frente ao edifício dos Paços do Concelho exigindo que o Município lhes passasse um documento em como voltariam para o exterior do mercado.

A vereadora recusou-se a passar o dito documento, dizendo que a palavra da autarquia é suficiente, mas, em resposta a um abaixo-assinado entregue pelos feirantes, presidente da Câmara reafirmou que o direito ao regresso estava garantido, o que levou o grupo a desistir do protesto e a aceitar a ida para junto do estádio.

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