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Alto Minho

Sindicato acusa empresas de transportes de Cerveira de tentar travar greve

João Pires Transportes Internacional e da Loartrans Transportes

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O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) acusou hoje a administração das empresas João Pires Transportes Internacional e da Loartrans Transportes, de Vila Nova de Cerveira, de tentar impedir a greve iniciada na segunda-feira.

“Hoje, um trabalhador ficou entregue à sua sorte na Alemanha. Depois de cumprir um serviço comunicou à empresa que ia paralisar. Foi-lhe indicado um parque para estacionar o camião e foi informado que um colega iria recolher a viatura, ficando assim impedido de aceder ao veículo. Os camiões não são só o nosso local de trabalho como também a nossa casa. Este trabalhador foi deixado à sua conta e risco, sem alojamento e outras condições”, disse à Lusa, Anacleto Rodrigues.

O porta-voz do SIMM adiantou que, “hoje de manhã, a GNR foi chamada à sede da empresa, em Vila Nova de Cerveira, numa clara tentativa de intimidação do piquete de greve, e de ‘lock-out'”.

Contactado pela agência Lusa, João Pires, administrador das duas empresas de transportes internacionais, negou os casos reportados pelo sindicato, classificando-os como “falsas acusações”.

“É tudo mentira. Hoje a GNR esteve aqui, mas por iniciativa própria, para ver como estava a situação porque sabem da greve. A empresa só chamaria a GNR se houvesse confusão, mas estamos a trabalhar com normalidade”, sustentou o administrador.

Hoje cumpre-se o segundo dia de uma paralisação que durará até domingo, pela melhoria das condições salariais.

De acordo com o SIMM, os trabalhadores em greve reivindicam a reposição das retribuições pré-acordo do Contrato Coletivo de Trabalho.

Os trabalhadores pretendem ainda a restituição dos valores dos sábados dos últimos três meses do ano de 2018 e a implementação de uma diária que cubra o valor médio pago atualmente em ajudas de custo (diária+quilómetros), por forma a acabar com o pagamento ao quilómetro.

O SIMM quer ainda que a empresa passe a “mencionar em detalhe todos os valores pagos no recibo de vencimento (prémios, subsídio, gratificações, ajudas de custo e as demais cláusulas de natureza pecuniária) e pagar a totalidade dos valores até ao dia 15 do mês seguinte”.

O administrador das duas empresas, que emprega cerca de 250 motoristas de pesados, disse ter “como provar que todas as acusações são falsas”.

“Somos uma empresa séria, que honra todos os seus compromissos. Pagamos tudo a que os trabalhadores têm direito e mais alguma coisa. Já cá esteve a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e a Segurança Social e temos tudo em ordem”, referiu João Pires.

O SIMM sublinhou que as tentativas de diálogo com administração das empresas João Pires Transportes Internacional e da Loartrans Transportes continuam a ser “infrutíferas”.

Confrontado pela Lusa, João Pires afirmou que “não aceita a meia dúzia de pessoas que têm promovido toda esta confusão como representantes do SIMM”.

“A maioria dos trabalhadores não dá credibilidade e não os considera representantes do sindicato. A administração não vai reunir com estas pessoas porque não as aceita como representantes do SIMM. Se quisessem reunir com a administração tinham pedido uma reunião antes de marcar a greve”, sustentou, garantindo “estar de consciência tranquila e que tudo não passa de má fé”.

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Alto Minho

As “valedoras” de Cerveira-Tomiño, duas pioneiras na Europa sem fronteiras

São defensoras dos direitos da cidadania transfronteiriça

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Foto: Eurocidade Tomiño/Cerveira

Cinco meses depois de conseguirem a denominação de “eurocidade”, Tomiño (Espanha) e Vila Nova de Cerveira (Portugal) são pioneiras numa experiência inovadora da Europa sem fronteiras, a integração nas suas administrações das “valedoras”, defensoras dos direitos da cidadania transfronteiriça.

Esta figura, criada para melhorar o dia a dia dos habitantes destas localidades situadas nas margens do rio Minho, ajuda também a aproximar os projetos da Agenda Estratégica de Cooperação Transfronteiriça das necessidades dos cidadãos.

A assinatura da constituição da eurocidade Cerveira-Tomiño representou o referendar da cooperação institucional, económica, social, cultural e ambiental entre os municípios, ligados historicamente, mas pertencentes a diferentes estados da União Europeia (UE).

A “valedora” espanhola Zara Pousa e a portuguesa Lurdes Cunha ajudam com o seu trabalho a “defender os interesses dos habitantes de Cerveira e de Tomiño como cidadãos europeus”, afirma a primeira, após explicar à jornalista da EFE María Abad que “na Europa sem fronteiras continua a haver diferenças”, pois muitas “leis são diferentes” em ambos os países.

Tanto Pousa como a sua homóloga portuguesa recolhem nos seus relatórios as queixas, reivindicações e sugestões dos cidadãos para adaptar as ações das instituições locais e europeias às necessidades dos ‘tomiñenses’ e cerveirenses.

A presidente do município (‘alcaldesa’) de Tomiño, Sandra González, destaca que estas defensoras “influenciam de maneira muito positiva” a resolução de problemas ou limitações que afetam os cidadãos pela existência de uma fronteira que às vezes se pensa que não existe, mas que está presente “em questões políticas e administrativas”.

Elas contribuem para “que a cidadania europeia seja cada vez mais efetiva”, afirma González. São as encarregadas de informar sobre “aquilo que as pessoas normalmente não dizem diretamente à ‘alcaldesa’ ou ao presidente da Câmara. Colocam problemas que, de outro modo, passariam completamente despercebidos”.

Uma solicitação das “valedoras” à Câmara de Cerveira e à de Tomiño serviu, por exemplo, para resolver diferenças entre utentes da piscina de Cerveira, na qual os espanhóis tinham o pagamento com cartão de crédito limitado por estarem num país diferente.

Pendente de resolução está a barreira na mobilidade transfronteiriça infanto-juvenil, que afeta as atividades comuns organizadas entre institutos dos dois municípios.

“Uma das formas de divulgar a eurocidade e fazer com que haja interação entre as pessoas foi chegar às escolas”, diz Lurdes Cunha, professora de profissão, segura de que, “desde criança, quando as pessoas começam a ser formadas, têm uma visão mais ampla, mais global, que se vai tornar em fermento para que o mundo seja melhor”.

As atividades entre estudantes dos dois municípios exigem, só por atravessar o Minho, “um formulário assinado por ambos os progenitores perante a Guarda Civil” para os espanhóis e, no caso português, “autorização com assinatura validada de pai, mãe ou tutor perante um notário, com os correspondentes custos económicos”.

Como tal, as “valedoras”, através de um relatório enviado a organismos europeus e nacionais, apostam em fomentar a “flexibilidade da linha fronteiriça”, considerando no contexto da eurocidade uma “zona franca administrativa”.

Este será mais um passo para fomentar a integração entre os moradores das margens do Minho, que vivem em dois países europeus diferentes, mas que se sentem “cidadãos do mundo”.

“Somos todos daqui”, resume a “valedora” portuguesa.

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Viana do Castelo

Grupo espanhol investe 17 milhões e cria 70 novos empregos em Viana

No parque empresarial de Lanheses

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Foto: DR / Arquivo

Um grupo espanhol do setor automóvel vai investir 17 milhões de euros numa nova unidade industrial no parque empresarial de Lanheses e criar 70 novos postos de trabalho, anunciou o presidente da Câmara de Viana do Castelo.

José Maria Costa adiantou que o contrato de investimento vai ser submetido à apreciação do executivo municipal na próxima reunião camarária.

O autarca socialista, que falava na sexta-feira à noite, numa tertúlia promovida pelo Fórum Vianense, nas instalações do porto de mar da cidade, em Darque, sobre “Dinamização Industrial como fator de competitividade regional”, considerou que o concelho vive uma “fase vibrante de atividade económica”, referindo como exemplo “as sete novas unidades fabris que estão a instalar-se no concelho”.

“Semana sim, semana não, recebemos uma nova intenção de investimento industrial no concelho”, frisou.

O presidente da câmara adiantou que foi assinada, na sexta-feira, com a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), a prorrogação, por mais 20 anos, da concessão do parque empresarial da Praia Norte ao município.

“Esta prorrogação do prazo vai permitir um investimento no parque empresarial de 20 milhões de euros”, salientou.

O parque da Praia Norte, propriedade da APDL, acolhe atualmente cerca de três dezenas de unidades empresariais.

Segundo os dados revelados pelo autarca, “desde 2013 e até final de 2018, já foram criados 3.557 novos postos de trabalho que resultaram da assinatura de 41 contratos que representaram um investimento de 263 milhões de euros”, nos quatro parques empresariais do concelho (Praia Norte, Alvarães/Neiva, Lanheses e Miadela).

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Alto Minho

Bienal de Cerveira: Prémio vem “reconhecer 40 anos de trabalho em prol da cultura em Portugal”

Prémio Museu do Ano

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Fernando Nogueira, à direita. Foto: Divulgação / Arquivo

O presidente da Fundação Bienal de Artes de Cerveira (FBAC) disse hoje que a atribuição do Prémio Museu do Ano ao museu da bienal, vem “reconhecer 40 anos de trabalho em prol da cultura em Portugal”.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da distinção atribuída pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), Fernando Nogueira acrescentou que aquele prémio “tem um peso maior e provoca satisfação acrescida” pelo facto de, em Vila Nova de Cerveira, se “fazer muito, em prol das artes e da cultura, com muito pouco”.

“É uma enorme satisfação sermos reconhecidos por entidades com esta relevância. Dá-nos força e estímulo para continuarmos a trabalhar mais e melhor nesta área”, sublinhou.

O presidente da FBAC, que é também presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, realçou ainda o trabalho da “pequena equipa” da fundação, que “torna possível” o reconhecimento hoje atribuído pela APOM e, “aos patrocinadores, sem os quais a Bienal não teria chegado onde chegou”.

O museu da bienal tem um espólio composto por mais de 600 peças.

A Bienal Internacional de Arte de Cerveira, dedicado à arte contemporânea, é a mais antiga da Península Ibérica, e realiza-se desde 1978.

A 20.ª edição, em 2018, decorreu de 15 de julho a 16 de setembro e recebeu cem mil visitantes. Apresentou mais de 600 obras, de 500 artistas de 35 países em 8.300 metros quadrados, num total de 14 espaços expositivos.

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