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Serralves inaugura passadiço elevado para visitar copas das árvores

Com 250 metros de comprimento

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Passadiços do Vez. Foto: O MINHO

A Fundação de Serralves vai inaugurar na sexta-feira um percurso elevado ao nível da copa das árvores com 250 metros de comprimento, cujo objetivo é “valorizar e preservar o património natural”, afirmou esta quinta-feira um responsável da fundação.

Em entrevista à Lusa, Rui Costa, o diretor de recursos e projetos especiais da Fundação de Serralves, explicou hoje que o objetivo deste passadiço é “valorizar” o espaço natural do parque e, permitir que os visitantes tenham acesso a uma “parte de Serralves que não estão habituadas a ter”.

“Há aqui um confluir de matérias que tornam oportuno um equipamento como esta estrutura, que é inovadora no panorama nacional pelo facto de se tratar de um percurso elevado e que permite a elevação de uma parte do parque de Serralves”, disse.

O percurso, intitulado ‘Treetop Walk’, é totalmente nivelado ao longo dos 250 metros de comprimento, sendo que a sua altura vai variando ao longo do trajeto entre os 1,50 e 25 metros.

Através deste percurso que, com vista para o parque de Serralves permite também, em certos locais, avistar o mar e tocar nas copas das árvores, a Fundação de Serralves pretende “ampliar os seus projetos educativos” e contribuir para o estudo e observação do património natural.

“É importante referir que Serralves tem programas educativos muito amplos e esta será uma oportunidade também, desse ponto de vista, poder aproveitar para os seus programas educativos e ainda da investigação científica, que nos parece relevante, pois permitirá uma observação da vegetação e um estudo da vegetação desse ponto de vista”, frisou Rui Costa.

Também presente na visita esteve o arquiteto Carlos Castanheira, que em colaboração com o arquiteto Álvaro Siza Vieira, projetou este percurso “tão diferente” e perto “das copas das árvores”.

À Lusa, o arquiteto admitiu que uma das grandes preocupações com este projeto foi o “não danificar o ecossistema” e contribuir para que pudesse ser “sustentável”.

“Havia duas premissas importantes, a primeira era não interferir no ecossistema e a outra, era usar materiais recicláveis e até em alguns, grande parte deste projeto usamos madeira reciclável para que aqui pudesse ser sustentável e um exemplo de como se devem fazer certas obras”, concluiu.

Esta sexta-feira, às 18:30, a Fundação de Serralves, juntamente com o Fundo Ambiental do Estado e com o apoio da Ascendi vai inaugurar “oficialmente” o Treetop Walk Serralves.

À Lusa, Rui Costa avançou que no sábado, as pessoas podem visitar “gratuitamente” este percurso.

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Apreendida cocaína no valor de dois milhões de euros no Aeroporto do Porto

Proveniente do Brasil

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Foto: Ilustrativa / DR

A Autoridade Tributária e Aduaneira apreendeu 77 quilos de cocaína no Aeroporto do Porto em duas malas provenientes do Brasil, estimando que a droga apreendida daria uma receita superior a dois milhões de euros, revelou hoje aquela entidade.

“No âmbito das suas competências de controlo da fronteira externa da União Europeia, a Autoridade Tributária e Aduaneira, através do Serviço de Controlo de Passageiros e Bagagem da Alfândega do Aeroporto do Porto, realizou no dia 12 de fevereiro deste ano, a sua maior apreensão de droga de sempre, que resultou na apreensão de 77 quilos de cocaína em duas malas de porão provenientes do Brasil”, lê-se num comunicado enviado hoje à Lusa.

A Autoridade Tributária estima que a droga apreendida poderia originar uma receita, para as “organizações criminosas superior a dois milhões de euros”.

A droga apreendida pela Autoridade Tributária foi entregue à Polícia Judiciária (PJ) na sua qualidade de órgão de polícia competente para a investigação criminal do tráfico de estupefacientes e de acordo com a legislação em vigor.

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Companhia nacional ferroviária espanhola coloca Vigo no Gerês. E já pediu desculpa

Polémica com os mapas turísticos da RENFE

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Foto: RENFE / Twitter

A companhia nacional ferroviária espanhola, Renfe, pediu hoje desculpas por “uma falha no desenho” num mapa que distribuiu numa revista da empresa, onde Vigo está situado entre Soajo (Arcos de Valdevez) e o Campo do Gerês (Terras de Bouro), bem dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês. Para além desse erro, também colocaram Lisboa em Santarém e o Porto quase em Viseu.

“Pedimos desculpas pelo que foi uma falha no desenho ao ajustar a disposição das linhas no mapa em todo o território”, afirma hoje a Renfe na rede social Twitter, agradecendo a todos os que detetaram e avisaram a empresa “deste erro, que sem dúvida será resolvido na próxima edição”.

O mapa de Portugal e Espanha que pretende sublinhar a interoperacionalidade da rede de comboios da empresa espanhola vem reproduzido no último número da revista da companhia “Club-Renfe”.

Vários utilizadores das redes sociais, principalmente portugueses, publicaram imediatamente uma série de mensagens sobre o sucedido.

“Os mapas de rede da Renfe têm Vigo em Portugal, Lisboa em Santarém e o Porto quase em Viseu (já para não falar das localizações bastante desviadas de outras cidades espanholas). No fundo: para lá de Madrid, a gente que se entenda…”, começou por escrever o jornalista Ruben Martins, do jornal Público, no Twitter na terça-feira ao fim do dia, sem saber que iria iniciar uma série de reações.

Entretanto, em Espanha também já foram detetados outros erros, como o facto de a Corunha, Santander ou Gijón estarem localizados longe do mar, ou Badajoz longe da fronteira portuguesa, entre outros erros de localização.

A mensagem de Ruben Martins teve as mais diversas reações, como por exemplo “Era engraçado ver onde colocariam Olivença”, “24 anos até descobrir que vivo em Vigo. Credo @Renfe” ou “Vigo em Portugal… E no meio da serra do Jurês/Gerês?”, para só citar alguns.

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Casino da Póvoa recusa integração de trabalhadores despedidos, garante sindicato

Póvoa de Varzim

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Foto: Divulgação

14 trabalhadores do Casino da Póvoa de Varzim, que há seis anos foram alvo de um despedimento coletivo, viram hoje a empresa recusar a sua reintegração, após decisão judicial, garantiu o sindicato que os representa.

Através de um comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte (STIHTRSN) informou que a “empresa [Varzim Sol] recusou a ocupação dos postos de trabalho e o exercício de funções aos trabalhadores, alegando que vai recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça do acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães (TGR) que anulou o despedimento”.

Num acórdão proferido este mês, TGR teve um entendimento semelhante ao do Tribunal de Trabalho de Barcelos, que em janeiro de 2019, considerou, então, o despedimento de 21 trabalhadores “ilícito’, apontando para a reintegração dos funcionários.

“O TRG considerou o despedimento coletivo destes trabalhadores ilícito por ter tido como critério de escolha a recusa dos trabalhadores em assinarem um acordo de polivalência, considerando o critério arbitrário e discriminatório que, a ser admitido, implicaria uma prática forte de limitação e constrangimento ao exercício livre dos direitos por parte dos trabalhadores”, pode ler-se no comunicado do STIHTRSN.

O sindicato considerou que esta decisão do TGR foi “uma grande vitória para os trabalhadores e para o sindicato que sempre consideraram este despedimento ilícito por falta de fundamento”, mas lamentou que a decisão não tenha abrangido quatro trabalhadores.

“O TGR considerou o despedimento de outros quatro trabalhadores lícito, alegando que o despedimento coletivo não tem como condição que a empresa esteja em situação económica difícil, nem que demonstre que ficará em situação económica difícil se não proceder ao despedimento coletivo, pode ler-se no comunicado.

No mesmo texto, o STIHTRSN garante que “o departamento jurídico do sindicato já está a preparar o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça” sobre esta decisão que abrange os quatro trabalhadores.

Em março de 2019, depois de terem sido alvo de um despedimento coletivo, os 21 funcionários do Casino da Póvoa recorreram aos tribunais para contestar a decisão.

Em janeiro de 2019, o Tribunal do Trabalho de Barcelos considerou ilícito o despedimento e mandou reintegrar todos os trabalhadores, alegando não se mostrarem objetivamente comprovados os motivos fundamentadores do despedimento coletivo e não haver nexo de causalidade entre o despedimento coletivo realizado e os fundamentos aduzidos para o mesmo.

A empresa foi ainda instada a pagar a cada um dos trabalhadores as retribuições que perderam, acrescidas dos respetivos subsídios de férias e de Natal, diuturnidades e subsídio de alimentação, tudo acrescido de juros de mora até ao trânsito em julgado da sentença.

Dias depois, os trabalhadores apresentaram-se na empresa, para serem reintegrados, algo que não aconteceu porque a Varzim Sol, recorreu da decisão para Tribunal da Relação de Guimarães.

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