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Seis acusados de assalto a ourives da Póvoa de Lanhoso e roubos em Vizela e Celorico de Basto

Ministério Público deduziu acusação

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Foto: Ilustrativa / DR

São seis. Assaltaram, em fevereiro de 2018, e em plena estrada entre as Caldas das Taipas e a Póvoa de Lanhoso, o carro de um ourives deste último concelho, roubando-lhe 348 mil euros em joias, de ouro e de prata. E fizeram outros três outros assaltos a fábricas e armazéns, em Vizela, Celorico de Basto e Oliveira de Azeméis. Ao todo, roubaram 400 mil euros. Os seis homens foram, agora, acusados pelo Ministério Público de Guimarães dos crimes de roubo qualificado com armas de fogo, homicídio tentado, furto qualificado e falsificação de documentos.

José Eduardo Cabeças, Miguel Jacinto da Silva, Lídio Prudêncio Barrela, Flávio Ricardo Cabeças e Lídio Prudêncio Varela (todos de Valongo), e ainda José Bernardo Monteiro (Guimarães), e Carlos Manuel Lucas, de Paços de Ferreira, foram detidos em maio desse ano pela PJ de Braga.

O primeiro roubo foi a 17 de fevereiro, a Cristóvão Peixoto, funcionário da Ourivesaria Minhota, da Póvoa de Lanhoso, que vinha da feira das Caldas das Taipas, e que foi abordado, tendo quatro arguidos atravessado um carro numa estrada rural em Ponte de Nasceiros, Vilela, daquele concelho, obrigando-o a parar. Então, quatro deles, encapuzados e com armas de fogo, partiram os dois vidros do lado do condutor, ameaçaram “dar-lhe um tiro” e obrigaram-no a sair do veículo – arrastando-o pela janela. Levaram objetos em ouro no valor de 350 mil euros.

Logo após o assalto, e quando fugiam em dois BMW’s, com matrículas falsas, foram apedrejados por trabalhadores que estavam numa obra e que se aperceberam do crime. Aí, dispararam cinco tiros para o ar e dirigidos aos trabalhadores, tendo um deles passado a milímetros de um deles.

A seguir, tentaram incendiar um dos BMW’s, regando-o com gasolina, mas fugiram ao ouvirem as sirenes da GNR que os perseguia.

Sapatos e telemóveis

O segundo assalto foi feito em maio pelas 03:00 nas fábricas, da Asial Indústria de Calçado e da Alberto Sousa, L.da, em Vizela, de onde levaram mil pares de sapatos, a maioria da marca Eureka, valendo 30 mil euros.

Para entrar, fizeram um buraco na parede das traseiras e carregaram os sapatos.

O terceiro assalto foi a 15 de junho, pelas 04h00, na Sociedade Naturana Portuguesa Confeções, em Oliveira de Azeméis, onde penetraram após terem rebentado a porta. Lá dentro, pensaram que as forças policiais estariam a chegar, pelo que fugiram sem nada.

A 20 de maio, assaltaram um armazém da Euronics, na zona industrial de Crespos, em Celorico de Basto, – da sociedade Dário A. Almeida – tendo feito um buraco na parede. Furtaram 16 telemóveis que valem 2.945 euros.

A acusação, que tem 24 testemunhas, suporta-se ainda em escutas telefónicas e em relatórios de vigilância da PJ e da GNR.

Estado quer dinheiro roubado

O Ministério Público quer que o dinheiro roubado pelos arguidos fique para o Estado. 348 mil do ourives, 30 mil dos sapatos e 2.945 dos telemóveis.

Na casa do arguido José Bernardo Monteiro foi, também, apreendida a licença de uso e porte de uma arma de caça, uma Benelli, a qual tinha sido rasurada de forma a aumentar a sua validade. Este arguido tinha vivido na zona onde se deu o assalto ao ourives, trabalhava amiúde na feira das Taipas e – diz o MP – terá sido ele quem deu indicações para o crime.

Para o mesmo arguido, o MP pede que lhe seja aplicada uma pena relativamente indeterminada, ou seja, sem data de término, dado que é reincidente, por ter praticado por duas vezes crimes de furto qualificado. E por não terem passado cinco anos desde a última condenação.

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