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Futebol

SC Braga com missão muito complicada em Roma

Liga Europa

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Benfica e SC Braga têm na quinta-feira tarefas muito complicadas para continuarem na Liga Europa em futebol, partindo em ‘atraso’ para os jogos da segunda mão dos 16 avos de final, com Arsenal e Roma, respetivamente.

Os comandados de Jorge Jesus jogam em Atenas, depois do empate 1-1 na ‘receção’ ao Arsenal, na casa emprestada de Roma, onde o ‘onze’ de Carlos Carvalhal atua agora como visitante, depois de uma comprometedora derrota na ‘pedreira’ por 2-0.

Os ‘encarnados’ estão numa situação menos desfavorável e podem agarrar-se ao passado, ao histórico que indica que ultrapassaram as últimas quatro eliminatórias iniciadas com empates caseiros a um golo, uma deles precisamente face aos londrinos.

Em 1991/92, na segunda eliminatória da Taça dos Campeões, os ‘encarnados’ também empataram 1-1 em casa, na antiga Luz, e depois lograram uma vitória para a ‘lenda’ em Highbuty Park, por 3-1, após prolongamento, com dois golos de Isaías e um de Kulkov.

As realidades são, porém, bem diferentes e, para manter a invencibilidade face aos ‘gunners’, o Benfica terá, obrigatoriamente, de fazer bem mais do que vem exibindo – venceu apenas três dos últimos 11 jogos.

Em Roma, os ‘encarnados’ surgiram com três centrais, incluindo o estreante Lucas Veríssimo, e não estiveram mal defensivamente, mas, ainda assim, o Arsenal criou ocasiões mais do que suficientes para ganhar, numa noite ‘não’ de Aubameyang.

Ao ‘esticar a manta’ para o lado defensivo, o Benfica foi, por outro lado, menos presente em termos ofensivos, tendo escassas ocasiões claras para faturar, valendo-lhe um penálti – que ainda não teve em 20 jornada da I Liga – para faturar.

Os comandos de Jorge Jesus só estiveram, porém, dois minutos na frente da eliminatória, porque se Pizzi faturou aos 55, Bukayo Saka marcou aos 57, num empate com golos fora – ainda que só no papel – que coloca a equipa de Mikel Arteta a liderar.

Um empate a zero serve aos londrinos, que, assim, vão iniciar a ganhar o embate marcado para o Estádio Georgios Karaskaikis, no Pireu, em Atenas, a partir das 19:55 locais (17:55 em Lisboa) de quinta-feira, sem público, devido à pandemia da covid-19.

Quanto ao SC Braga, nem a história lhe vale, já que, após derrotas caseiras, nunca o clube ‘arsenalista’ conseguiu o apuramento, o que aconteceu seis vezes na sua história europeia.

Os golos do bósnio Edin Dzeko, aos cinco minutos, e do suplente espanhol Borja Mayoral, aos 86, colocaram o conjunto comandado por Paulo Fonseca, ex-técnico do SC Braga (2015/16), em excelente posição para chegar aos ‘oitavos’.

Os bracarenses perderam também o lateral direito Ricardo Esgaio, que, expulso aos 54 minutos, aumenta ainda mais os problemas de Carlos Carvalhal, que não pode contar com os lesionados David Carmo, Iuri Medeiros, Castro e Francisco Moura e perdeu, em relação à fase de grupos, Paulinho e Bruno Viana.

A Roma, que está quase na máxima força – sendo o ‘craque’ Nicolo Zaniolo, que ainda não jogou esta época, a sua grande baixa -, tem, assim, todo o favoritismo para seguir em frente.

O embate entre a Roma e o SC Braga está agendado para as 21:00 locais (20:00 em Lisboa) de quinta-feira, no Estádio Olímpico de Roma.

Quanto os outros confrontos, o Nápoles, de Mário Rui (0-2 em Granada), é o único dos ‘candidatos’ em apuros, ao contrário do Tottenham, de José Mourinho, do Manchester United, de Bruno Fernandes, ou do Leicester, de Ricardo Pereira.

O Olympicos, de Pedro Martins, também está bem posicionado, após o 4-2 caseiro ao PSV Eindhoven, enquanto o Shakhtar Donetsk, de Luís Castro, está, praticamente, apurado, depois de ter triunfado por 2-0 no reduto do Maccabi Telavive.

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