Rússia avança para Dnipro e prossegue ofensiva em Donetsk e Mariupol

Guerra

A Rússia continua a ofensiva militar na região de Donetsk e na cidade de Mariupol, bem como a estabelecer um “grupo ofensivo de tropas” na região de Dnipro, indicaram hoje os militares ucranianos.

“O inimigo continua a criar um grupo ofensivo de tropas para atuar na direção de Slobozhansky [região de Dnipro]” e “provavelmente os ocupantes tentarão retomar a ofensiva nos próximos dias”, de acordo com o último balanço do alto comando do exército ucraniano.

Na direção de Donetsk, as tropas russas continuam a concentrar-se em assumir o controlo das povoações de Popasna, Rubizhne, Nyzhne e Novobahmutivka, bem como em estabelecer o controlo total sobre a cidade de Mariupol, “com o apoio da artilharia e da aviação”.

Nas últimas 24 horas, os militares ucranianos repeliram quatro ataques inimigos nas regiões de Donetsk e Lugansk, destruíram cinco tanques, oito unidades blindadas, seis veículos e oito sistemas de artilharia, indicou o mesmo balanço.

Os militares ucranianos avançaram ainda que “é possível que as forças armadas da Federação Russa levem a cabo ações provocatórias na região da Transnístria da República da Moldova para acusar a Ucrânia de agressão contra um Estado vizinho”.

De acordo com o último balanço do Instituto para o Estudo da Guerra, dos Estados Unidos, as forças russas ganharam terreno na cidade de Mariupol nas últimas 24 horas e reforçaram as operações ao longo do eixo Izyum-Slovyansk, chave para a futura ofensiva no Donbass, “mas não conseguiram outros ganhos territoriais”.

Mariupol, de acordo com o instituto norte-americano, está dividida em duas: o centro da cidade, em mãos russas; e o principal porto de Mariupol, no sudoeste, e a fábrica de aço Azovstal, no leste, que permanecem em mãos ucranianas.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.793 civis, incluindo 176 crianças, e feriu 2.439, entre os quais 336 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,5 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

 
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