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País

Rui Rio classifica de “intolerável” pedido de dissolução de sindicato de motoristas

Presidente do PSD

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Foto: Divulgação / PSD (Arquivo)

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou hoje “intolerável” a forma como o Ministério Público conduziu o pedido de dissolução do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).


“É intolerável em democracia e penso que é muito difícil as pessoas olharem para este procedimento e não acharem que há uma intenção política”, afirmou Rui Rio, à margem de uma vista à feira agrícola AgroSemana, na Póvoa de Varzim, distrito do Porto,

O Ministério Público (MP) pediu a dissolução do SNMMP numa ação que deu entrada este mês junto do Tribunal do Trabalho de Lisboa, disseram na quarta-feira à agência Lusa fontes judiciais.

O MP sustenta haver “desconformidades” na constituição e nos estatutos do SNMMP, razão pela qual pediu a sua extinção.

O líder dos social-democratas não escondeu “preocupação” pelos pressupostos do processo.

“Se há alguma irregularidade nos estatutos do sindicato, já devia ter sido detetada na altura da sua fundação, mas se não o foi e existe deve ser notificado para eliminar a suposta irregularidade. O que aconteceu é que não detetaram, nem notificaram. Acho que nem antes do 25 de Abril era assim”, apontou Rui Rio.

O presidente do PSD lembrou que “no decorrer da última greve [dos motoristas de matérias perigosas] o Ministério Público deixou cair que andava a investigar o assessor jurídico do sindicato, mas agora não fez por menos e pediu a dissolução”.

“Admito que o Governo português fique contente com isto, porque temos visto que tem uma grande tendência para se colocar junto do setor patronal”, afirmou Rui Rio.

O SNMMP, que cumpriu mais uma paralisação este mês, entregou um novo pré-aviso de greve para o período compreendido entre os dias 07 e 22 de setembro, desta vez ao trabalho extraordinário e aos fins de semana.

No âmbito da visita à AgroSemana, o dirigente do PSD mostrou, também, preocupação com a falta de rejuvenescimento do setor agrícola nacional, considerando que este é um tema que deve unir os partidos.

“A agricultura é fundamental na nossa economia, mas a maior crise que atravessa prende-se com o seu futuro, porque a composição dos empresários do setor tem uma média de idade de 65 anos e só 4% por cento tem menos de 40 anos”, alertou.

Rui Rio disse ser “vital rejuvenescer o tecido empresarial na agricultura e evitar a ameaça deste definhar e não ter futuro dentro de 20 anos”, apelando para criação de políticas para atrair jovens para o setor”.

“Temos de reforçar o peso da agricultura no PIB [produto interno bruto] e nas exportações. Seja que governo for, e mais importante que fazer críticas a uns ou a outros, é perceber que este é um problema sério e que devemos todos estar unidos para entender e melhorar”, vincou o presidente do PSD.

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País

Mercadona abre supermercado em Penafiel

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A Mercadona anunciou que abriu hoje o novo supermercado em Guilhufe, Penafiel, o 8.º no distrito do Porto e 13.º em Portugal.

“Em 2019, a Mercadona já tinha entrado no distrito do Porto, onde tem atualmente oito lojas, em que se insere a de Penafiel, que possibilitou a criação de cerca de 60 postos de trabalho, estáveis e de qualidade, com contratos sem termo desde o primeiro dia, contribuindo assim para a criação de emprego local”, explica em comunicado.

Prosseguindo com o seu plano de expansão, a empresa tem previsto abrir mais quatro lojas neste distrito, outras duas no distrito de Aveiro e, pela primeira vez, uma loja no distrito de Viana do Castelo, sendo que este novo supermercado tem uma superfície de vendas de 1.650 metros quadrados e 145 lugares de estacionamento.

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País

Costa avisa que país não aguenta novo confinamento e inverno tem de ser preparado já

Covid-19

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Foto: Twitter de António Costa

O primeiro-ministro considerou hoje que o país não aguenta um novo período de confinamento por causa da covid-19 e avisou que o tempo é “curtíssimo” para a sociedade se preparar para o próximo inverno.

Esta advertência foi deixada por António Costa no discurso que encerrou a apresentação do programa Simplex 20-21, no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa, durante uma sessão em que estiveram presentes dez ministros dos atual Governo.

“Há uma coisa que sabemos: Não podemos voltar a repetir o confinamento que tivemos de impor durante o período do estado de emergência e nas semanas seguintes, porque a sociedade, as famílias e as pessoas não suportarão passar de novo pelo mesmo”, declarou António Costa.

Perante uma segunda vaga da pandemia da covid-19, o líder executivo disse que o trabalho de adaptação da sociedade “tem de ser feito agora, porque ainda há algum tempo de distância para evitar o pior” no próximo outono e inverno.

“O tempo é curtíssimo, se calhar não conseguimos fazer tudo, mas temos mesmo de arregaçar as mangas e fazer o máximo possível para assegurar a continuidade do funcionamento da sociedade, designadamente das escolas, das empresas e dos serviços da administração pública, mesmo numa condição tão ou mais adversa como aquela que vivemos em março. Temos de acelerar este processo”, reforçou António Costa.

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António Costa frisou que a ciência não assegura que no próximo outono ou inverno não se vivam momentos “tão ou mais difíceis como aqueles que se viveram no início de março em matéria de pandemia da covid-19”.

“Nada nos dizendo a ciência, só sabemos que a nossa intuição nos diz que no inverno há habitualmente menor imunidade. Não é por acaso que no inverno há mais doentes do que no verão, há mais gripes do que no verão. Devemos desejar o melhor, mas temos de nos preparar para o pior com o que já sabemos hoje”, insistiu.

O primeiro-ministro reconheceu que a sociedade, em geral, está agora mais disciplinada, com “máscaras, gel desinfetante, etiqueta respiratória ou distanciamento físico”.

“Todos os serviços e empresas estão mais bem organizados para assegurar estas condições. Temos de usar os recursos europeus disponíveis, há que acelerar e elevar a ambição daquilo que podemos e devemos fazer. Esse é um outro contrarrelógio que está a correr e que não podemos perder”, acrescentou.

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País

Cerca de 18 mil taxistas suspendem licença devido à pandemia

Revelou a Federação Portuguesa do Táxi

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Foto: DR / Arquivo

Cerca de 18 mil motoristas de táxi suspenderam a licença devido à pandemia da covid-19, depois de terem ficado sem trabalho na fase de confinamento, em que quase 80% da frota nacional parou, revelou a Federação Portuguesa do Táxi.

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da entidade, Ana Rita Silva, adiantou que houve uma grande quebra nos serviços, uma vez que as pessoas não têm confiança para andar nos transportes públicos.

“Com dados que nós temos, cerca de 80% da frota nacional dos táxis teve de parar. […] Significa que houve um rendimento que foi retirado a mais de 18 mil profissionais de táxi. Neste momento, há [outras] centenas de motoristas de táxi a suspender ou a ponderar suspender a licença de táxi junto da sua câmara municipal”, realçou.

Preocupada com a falta de clientes, a Federação Portuguesa do Táxi considerou ser complicado prever o regresso à normalidade no setor.

“É muito complicado prever […]. Se formos analisar o Algarve, em que eles [taxistas] passam o inverno com pouco serviço e depois vem um verão – que no fundo está a ser como se fosse mais um inverno – e a seguir vem outro inverno, só no verão do ano que vem é que voltam a ter serviço”, observou Ana Rita Silva.

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Para a dirigente, também a falta de turistas em Portugal está a ter um impacto negativo no setor dos táxis.

“Com a quebra do turismo houve uma grande quebra do serviço. Nesta altura do verão, o turismo influencia muito o serviço de táxi, houve uma quebra muito grande”, sublinhou.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Associação Nacional de Transportes públicos Rodoviários de Mercadorias (ATRAM), Florêncio Almeida, falou também grandes prejuízos.

“Não há trabalho, tem estado a funcionar mal… Para o setor há um prejuízo de cerca de 70% a nível nacional”, afirmou.

Em junho, as associações representativas dos táxis pediram a criação de duas linhas de crédito, durante reuniões com os partidos com representação parlamentar, nas quais explicaram a situação “complicada e grave” que o setor atravessa.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos, explicou que, juntamente com a ANTRAL, as duas associações estiveram reunidas com PS, BE, Chega e PCP, que “compreenderam que o setor precisa de ser apoiado”.

“Fomos tentar transmitir aos partidos a situação complicada e grave que o setor atravessa e conseguimos sensibilizá-los a todos. Todos compreenderam que o setor precisa de ser apoiado, tal como a animação turística”, referiu, na ocasião.

De acordo com Carlos Ramos, as soluções apresentadas aos deputados foram a criação de duas linhas de crédito: uma com 80% a fundo perdido para reativar/ reiniciar a atividade e outra para apoio à tesouraria das empresas com juros baixos.

“Nós estamos a pedir cinco mil euros por licença, com 80% a fundo perdido e 20% com juros bonificados, e também uma linha de crédito para tesouraria a cinco anos com juros bonificados”, explicou o responsável.

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