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Desporto

Rio2016. Jéssica Augusto desiste da maratona

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A atleta portuguesa Jéssica Augusto desistiu hoje da maratona dos Jogos Olímpicos do Rio2106, deixando a representação nacional entregue a Dulce Félix.


A sétima classificada em Londres2012 abandonou a prova antes dos 20 quilómetros.

Antes, já Sara Moreira, campeã europeia da meia-maratona, que esteve lesionada antes do Rio2016, tinha desistido, pouco depois da passagem do quilómetro seis.

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Futebol

“Neste momento, não olhamos a ‘ses’”

Vítor Oliveira

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Foto: DR

Declarações após o jogo Gil Vicente-Tondela (3-2), da 32.ª jornada da I Liga de futebol, disputado na terça-feira no Estádio Cidade de Barcelos, em Barcelos.

Vítor Oliveira (treinador do Gil Vicente): “A vitória foi justa, difícil e até podíamos ter sido penalizados no final. Tivemos 60 minutos de muita qualidade, mas depois esquecemo-nos de um aspeto fundamental: o futebol é um jogo coletivo.

Quando começámos a individualizar e a pensar mais com o umbigo do que com a cabeça, pusemo-nos a jeito. O mais importante era a seriedade que tinha de haver nestes jogos, porque está muita coisa envolvida para as equipas que lutam pela manutenção.

Nos últimos 25 minutos, não encarámos o jogo com a seriedade que seria exigida à nossa equipa, que chegou onde chegou porque mostrou sempre um grande sentido coletivo. Quando isso não aconteceu, demos barraca e mostrámos que somos fracos.

Vamos conversar sobre isso. Depois de 70 minutos de muito bom nível, em que fizemos três golos e até podíamos ter feito mais, acabámos com o credo na mão. Não nos entendemos, corremos disparatadamente sem nexo e o Tondela podia ter empatado.

Neste momento, não olhamos a ‘ses’. As coisas têm de ser como são e ganha quem marca mais golos. O Tondela entrou pressionado pela posição que ocupa na tabela, cometeu muitos erros, mas, se viesse cá tranquilo, também os cometeria”.

Gil Vicente volta a vencer e sobe ao nono lugar

Natxo González (treinador do Tondela): “Se demos uma hora de avanço? É verdade. O Gil Vicente foi muito superior no primeiro tempo. Mostrou ser uma equipa tranquila, feliz com o seu próprio jogo, com dinâmicas muito boas e sem qualquer responsabilidade.

O Tondela tinha muita necessidade de pontuar e não geriu isso muito bem. Pelo contrário, esteve com medo e o jogo desenrolou-se nesta toada até ao 3-0. Depois, veio ao de cima o orgulho, mas que não pode servir de consolo. Estamos todos muito dececionados.

Quando sentes que está tudo perdido e estás com o orgulho ferido, adotas outra atitude e arriscas mais nos duelos. Só que tínhamos de fazer isto desde o início e não apenas quando estávamos a perder. Precisamos de somar pontos e desta forma é impossível.

Esta situação é inquietante, mas, vendo a evolução da equipa, não me surpreende. Temos um objetivo difícil e estimulante pela frente. Há dois jogos decisivos e temos de somar pontos. Temos de pensar positivo, ainda que seja melhor não dizer o que sinto por dentro.

[Estreias absolutas de Jota e Telmo Arcanjo] É um prémio. Do que estava a ver no relvado, pior não iam fazer do que outros companheiros com maior trajetória no futebol. É um bom exemplo, pode ser decisivo para encarar o futuro e tenho de felicitá-los”.

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Futebol

“O Vitória fez o suficiente para fazer um ou dois golos”

31.ª jornada

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o jogo Benfica – Vitória SC (2-0), da 32.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

Ivo Vieira (treinador do Vitória SC): “Aquilo que o Vitória fez na primeira parte, as oportunidades que teve… Tivemos dois golos e o Benfica marcou um. Na segunda parte, o Benfica entrou a controlar, nos primeiros 15 ou 20 minutos, depois conseguimos equilibrar. O Benfica voltou a ser eficaz. O Vitória fez o suficiente para fazer um ou dois golos.

O jogo tem vários momentos. Gosto que a minha equipa tenha mais bola, mas muitas vezes, consoante o adversário, temos de jogar em transição e, noutros momentos, o ataque organizado. Jogar em contra-ataque, como o Benfica nos obrigou a recuar as linhas, foi uma das coisas que tivemos de fazer hoje.

Há sempre uma réstia de esperança, mas temos de ser conscientes. É muito difícil conseguirmos o quinto lugar [acesso à Liga Europa]. É um objetivo que não conseguimos. Assumo essa responsabilidade. Outro que falhámos foi a Taça de Portugal. Mas conseguimos chegar à ‘final-four’ da Taça da Liga e fizemos uma boa campanha na Liga Europa”.

Nelson Veríssimo (treinador do Benfica): “Foi um jogo difícil. Como estávamos à espera. Sabíamos que em alguns momentos iria ser um jogo equilibrado, onde sentimos dificuldades em algumas saídas. Em alguns momentos da segunda parte, estivemos em cima do jogo. Acabámos por fazer um bom jogo mais pela segunda parte. A primeira foi mais dividida.

Temos um plantel recheado de bons jogadores, muito competitivo. Hoje, Florentino teve a oportunidade de entrar. Todos os jogadores estão à procura de entrar. Houve outros jogadores que ficaram no banco e que também têm qualidade.

O trabalho psicológico é muito simples. É olhar para o que falta do campeonato e estabelecer objetivos. Não vi no passado e agora necessidade em motivá-los. Eles sabem o clube que representam e o que isso significa. Sinceramente, não sinto os jogadores desgastados. Sinto, sim, a falta dos nossos adeptos tanto em casa como fora.

Foi necessário tirar o Weigl fruto do momento do jogo. Senti que era necessário sair. Temos jogadores que têm qualidade para entrar e dar uma resposta positiva. Foi isso que aconteceu.

Hoje estava a torcer para ganhar a Vitória de Guimarães. Amanhã [hoje] vou ver o jogo [FC Porto – Sporting] pelo jogo, como alguém que gosta de futebol e o resultado será o que for.

Enquanto matematicamente for possível, acreditamos que seja possível ser campeão. A única coisa que podemos controlar é o nosso jogo. E o resto não depende de nós. É no jogo que tem de estar o nosso foco.

Quero dedicar esta vitória ao nosso presidente e nome de todo o grupo de trabalho”.

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Futebol

Gil Vicente volta a vencer e sobe ao nono lugar

32.ª jornada

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Foto: Twitter

O Gil Vicente igualou na terça-feira a melhor série de invencibilidade na temporada, ao impor-se na receção ao Tondela, por 3-2, num duelo da 32.ª jornada da I Liga de futebol, que agudizou o espetro da descida para os ‘beirões’.

No Estádio Cidade de Barcelos, Rúben Ribeiro (28 minutos), Rúben Fernandes (57) e Bozhidar Kraev (64) ofereceram o terceiro triunfo seguido aos ‘galos’, que alcançaram a manutenção com vitórias recentes sobre Rio Ave (1-0) e Vitória de Guimarães (2-1), sendo que Yohan Tavares (73) e Philipe Sampaio (84) reduziram para os viseenses.

Ao repetir um ciclo registado entre novembro e dezembro de 2019, o Gil Vicente consolidou o nono posto, com 42 pontos, enquanto o Tondela, 15.º, foi ‘apanhado’ pelo Portimonense, tendo os mesmos 30 pontos dos algarvios e do Vitória de Setúbal, o primeiro clube abaixo da zona de salvação.

Seguros na tabela e sem horizontes europeus, os pupilos de Vítor Oliveira procuraram ter bola desde cedo e não deixar os destinos do jogo ao acaso, disfarçando o ritmo lento e os movimentos denunciados em zonas de criação ao nono minuto, quando o voo ágil do guarda-redes Babacar Niasse negou um canto direto de Rúben Ribeiro.

Os gilistas esbarravam em linhas compactas erguidas pela formação de Natxo González, que se deixava dominar pela sofreguidão nas incursões ao último terço, como atestou Philipe Sampaio aos 24 minutos, ao rematar torto isolado na área minhota, após corte incompleto de Alex Pinto, na sequência de um cruzamento de Fahd Moufi.

Sem um domínio avassalador, o Gil Vicente deu expressão ao ascendente territorial aos 28 minutos, socorrendo-se de um momento de brilhantismo de Rúben Ribeiro, que fletiu da esquerda para o meio e fugiu à marcação de João Pedro para celebrar o quarto golo nas últimas cinco rondas, fruto de um disparo cruzado fora do alcance de Niasse.

O Tondela defendia com muitos jogadores atrás da linha da bola e mostrou pouca audácia até ao descanso, à exceção de um livre de Richard Rodrigues por cima, aos 43 minutos, submetendo-se ao poderio dos ‘galos’, que resguardaram o controlo do jogo e esboçaram nova ameaça aos 31, num falhanço de Sandro Lima junto à marca de penálti.

Os ’beirões’ quiseram mostrar uma alma renovada no reatamento e o guarda-redes Denis sacudiu as intenções de Jonathan Toro logo aos 46 minutos, mas vergaram-se à eficácia minhota, evidenciada no cabeceamento do capitão Rúben Fernandes aos 57, assistido pelo companheiro de setor Ygor Nogueira, a partir do canto de Rúben Ribeiro.

O extremo tinha obrigado Babacar Niasse a aplicar-se momentos antes e voltou a destacar-se aos 64 minutos, servindo o remate de pronto de Bozhidar Kraev, que ia abrindo caminho a uma das vitórias mais folgadas da temporada gilista, não fosse tamanha descompressão espicaçar uma reta final eletrizante dos tondelenses.

Os avisos de Ronan (68 minutos) e Tomislav Strkalj (72) fizeram adivinhar o golo de Yohan Tavares aos 73, num canto amortecido por Philipe Sampaio, que aproveitou uma defesa incompleta de Denis para faturar aos 84 e devolver emoção até ao apito final, sem que os ’beirões’ extraíssem os dividendos necessários na fuga à despromoção.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Cidade de Barcelos, em Barcelos.

Gil Vicente – Tondela, 3-2.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Rúben Ribeiro, 28 minutos.

2-0, Rúben Fernandes, 57.

3-0, Bozhidar Kraev, 64.

3-1, Yohan Tavares, 73.

3-2, Philipe Sampaio, 84.

Equipas:

– Gil Vicente: Denis, Alex Pinto, Ygor Nogueira, Rúben Fernandes, Edwin Banguera, Soares, Claude Gonçalves (João Afonso, 90+1), Samuel Lino (Hugo Vieira, 67), Bozhidar Kraev (Vítor Carvalho, 77), Rúben Ribeiro (Yves Baraye, 77) e Sandro Lima (Lourency, 67).

(Suplentes: Bruno Diniz, Rodrigão, João Afonso, Lourency, Hugo Vieira, Fernando Fonseca, Vítor Carvalho, Yves Baraye e Ahmed Isaiah).

Treinador: Vítor Oliveira.

– Tondela: Babacar Niasse, Fahd Moufi (Ricardo Valente, 67), Philipe Sampaio, Yohan Tavares (Jota, 75), Filipe Ferreira, Richard Rodrigues (Tomislav Strkalj, 67), João Pedro (Telmo Arcanjo, 75), Pepelu, Jhon Murillo, Jonathan Toro (Rúben Fonseca, 84) e Ronan.

(Suplentes: Diogo Silva, Jota, Jaquité, Pedro Augusto, Tiago Almeida, Tomislav Strkalj, Rúben Fonseca, Ricardo Valente e Telmo Arcanjo).

Treinador: Natxo González.

Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Edwin Banguera (41), João Pedro (51), Ygor Nogueira (71), Pepelu (81), Jhon Murilo (87) e Ricardo Valente (90+1).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 01h14)

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