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Braga

Ricardo Rio eleito para Comité Executivo da maior rede europeia de cidades

Braga na direção da Eurocities

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Foto: Divulgação / CM Braga

Ricardo Rio foi hoje eleito para um mandato de três anos no Comité Executivo da Eurocities, a maior rede europeia de cidades, tal como foi anunciado no decurso da Assembleia Geral anual desta Associação, pela primeira vez realizada em formato digital.

Numa votação que decorreu digitalmente durante uma semana, Braga recolheu 54 votos (a terceira maior votação), tendo ficado com um dos quatro lugares vagos, para os quais concorreram nove cidades: Bilbau, Birmingham, Glasgow, Florença, Madrid, Oslo, Roterdão, Tallinn. Além de Braga, foram ainda reeleitas as cidades de Florença e Roterdão e eleita a cidade de Oslo.

“Esta é uma eleição muito relevante para a cidade de Braga, pois passamos a estar na direção da maior e mais relevante rede de cidades europeias e que tem um impacto enorme junto das instituições europeias” realçou Ricardo Rio. Por outro lado, “culmina também o nosso trabalho de afirmação internacional de Braga, que foi uma aposta clara desde que chegamos à gestão da cidade”.

Braga aderiu à Eurocities em 2016 e tem participado ativamente em diferentes grupos de trabalho e diversos fóruns.

Ainda recentemente foi renomeada como responsável pelo Grupo de Trabalho das Pequenas e Médias Empresas e Empreendedorismo.

Ricardo Rio, por sua vez, foi um dos principais rostos das mais recentes iniciativas da rede, a campanha “Cities4Europe – Europe for citizens” e o compromisso com o Pilar dos Direitos Sociais da União Europeia.

Agradecendo o apoio das inúmeras cidades que apoiaram a candidatura de Braga, Ricardo Rio destacou que espera “ajudar a EUROCITIES a obter um maior envolvimento das cidades na definição das políticas comunitárias a nível europeu e fortalecer o papel dos autarcas nos centros de decisão, não só em Bruxelas, mas também nas capitais de governo”.

Acrescentou que está certo que “ao estar sentado na Comissão Executiva junto de diversos colegas europeus irá fortalecer o papel de Portugal nesta rede”.

De acordo com a autarquia, em comunicado, esta eleição “vem reforçar ainda mais a representatividade internacional de Braga e do seu autarca nas instâncias internacionais dos governos locais e regionais”.

Ricardo Rio é membro do Comité das Regiões e membro do Comissão Executiva do Global Parliament of Mayors, além de Presidente da Associação de Cooperação transfronteiriça Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular. É também um dos Champion Mayors for Inclusive Growth da OCDE.

A Eurocities foi fundada em 1986 por seis grandes cidades: Barcelona, Birmingham, Frankfurt, Lyon, Milão e Roterdão, e pretende promover o intercâmbio das melhores práticas e representar os interesses das grandes cidades junto das instituições comunitárias, promovendo a inclusão das exigências urbanas nas políticas europeias. Integra atualmente 140 cidades de mais de 40 países, enquanto membros de pleno direito e mais 50 enquanto membros associados.

A rede era até hoje presidida pela presidente de Estocolmo, Anna König Jerlmyr, tendo passado a pasta à cidade de Florença, liderada pelo autarca Dario Nardella, que é o novo presidente da rede. Fazem ainda parte do Comité Executivo os autarcas de Barcelona, Varsóvia, Leipzig, Gent, Liubliana, Nantes, Viena, Roterdão e Oslo.

Braga

Câmara de Braga investe 20 mil euros para testar funcionários das mesas de voto

Eleições presidenciais 2021

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A Câmara de Braga vai pagar 20 mil euros para a realização de testes rápidos às cerca de 900 pessoas que vão integrar as mesas de voto do concelho nas eleições presidenciais, que ocorrem no próximo domingo.

Em declarações a O MINHO, o seu presidente Ricardo Rio disse que “a iniciativa visa salvaguardar a saúde dos membros das mesas e dos próprios eleitores, de modo a que os bracarenses possam participar, com confiança no ato eleitoral”.

A testagem inclui os membros da “bolsa de suplentes, uma vez que surgem sempre situações de última hora, de pessoas infetadas ou em isolamento”.

Os testes vão ser feitos no drive-thru da Cruz Vermelha, instalado no Sameiro, esta sexta-feira e no sábado.

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Braga

Arquidiocese de Braga mantém celebração de missa nos funerais

Confinamento

Foto: DR (Arquivo)

O arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, anunciou hoje que os funerais na arquidiocese vão continuar a incluir missas, “a não ser que seja, explicitamente, determinado o contrário”.

Numa nota publicada na página da arquidiocese, Jorge Ortiga solicita às comunidades que não deixem de fazer os seus funerais, “restritos à família com o cumprimento de todas as indicações prescritas, mas com a celebração da eucaristia”.

“Creio que podemos menorizar a dor deste momento para as famílias. A eucaristia ajudará a suavizar e a dar um conforto espiritual. Não a suprimimos a não ser que seja, explicitamente, determinado o contrário”, sublinha.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou hoje a suspensão das missas, a partir de sábado, bem como catequeses e outras atividades pastorais que impliquem contacto, face à situação pandémica que o país está a viver.

Na Arquidiocese de Braga, haverá uma missa diária, a transmitir pela internet, na Sé Catedral, de segunda-feira a sábado, às 17:30, e ao domingo, às 11:30.

As exéquias cristãs (funerais e cerimónias fúnebres) devem ser celebradas de acordo com as orientações da CEP de 08 de maio de 2020 e das autoridades competentes, diz a Arquidiocese de Braga.

A 08 de maio, a CEP referia que nos funerais e cerimónias fúnebres é permitida a presença dos familiares na igreja, cumprindo as regras de segurança.

Desde 15 janeiro, por determinação governamental, a realização de funerais está condicionada à adoção de medidas organizacionais que garantam a inexistência de aglomerados de pessoas e o controlo das distâncias de segurança, designadamente a fixação de um limite máximo de presenças, a determinar pela autarquia local que exerça os poderes de gestão do respetivo cemitério.

A 15 de janeiro, a CEP tinha já determinado a suspensão ou adiamentos das celebrações de batismos, crismas e casamentos, face ao que classificou como “gravíssima situação de pandemia” que Portugal vive.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.075.698 mortos resultantes de mais de 96,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.465 pessoas, em 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Braga

Um dia de trabalho para apagar símbolos nazis da parede de um prédio em Braga

Vandalismo

Foto: O MINHO

A parede de um prédio situado na rua Adelino Arantes, na cidade de Braga, está a ser limpa depois de um ato de vandalismo alegadamente relacionado com a extrema-direita, que já prevalecia há cerca de um ano naquele local.

Em causa estão pichagens a incentivar ao voto no Partido Nacional Renovador, que entretanto mudou de nome para partido Ergue-te, ligado à direita radical, aos hammerskins e a ideologias neo-nazis.

O condomínio do prédio decidiu contratar uma empresa especializada em lavagem de pavimentos e paredes para remover as pichagens, mas o trabalho não tem sido fácil, como contou a O MINHO o colaborador destacado para o serviço.

“É complicado, estou aqui desde manhã, já são três horas e ainda falta muito, por isso acho que até vai ser mais de um dia de trabalho só para tirar aqui estes símbolos”, disse o trabalhador, que pediu para não ser identificado.

Ao que apuramos, para remover estas pichagens, feitas com recurso a latas de tinta em spray, é necessário diluente de tinta, água, lixa e esponja. Os símbolos tiveram de ser esfregados vezes sem conta com a lixa e com a esponja, conforme pudemos constatar no local, dentro do Bairro das Fontaínhas.

Recentemente, em declarações a O MINHO, Isabel Silva, diretora do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, mostrou-se muito preocupada com o problema das pichagens desregradas em Braga. 

“Temos muitos edifícios em granito que ficam comprometidos porque esta tinta não se remove permanentemente”, disse a responsável, alertando que estes edifícios e monumentos já sofrem com a degradação natural face ao clima, mas assim ficam ainda mais degradados.

Isabel Silva crê que a resolução deste problema está a nível nacional, lembrando que os próprios partidos podem ver a melhor forma de legislar e atuar de uma forma mais proativa porque, permanentemente, os bens públicos são alvo de selvajaria.

“Não são só os monumentos históricos. São os espaços públicos, os transportes. Aquilo não é arte, é selvajaria. e fica com aspecto degradado e selvagem”, opinou Isabel Silva, relembrando que há “muitos espaços” na cidade para se fazerem murais e “boas pichagens”.

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